Plano Formativo – Brazil

 PROVÍNCIA CLARETIANA DO BRASIL

  Introdução

E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens (Lc 2,52).

            Com alegria e satisfação apresentamos a todos os irmãos de Província o Plano Provincial de Formação fruto do esforço generoso dos Prefeitos de Formação das duas gestões anteriores e da Equipe de Formadores e Formandos.

A proposta formativa contém os núcleos essenciais de nossa vida missionária. Para responder o mais adequadamente a esta proposta, o Plano Formativo está organizado de forma sistemática e progressiva proporcionando o crescimento e a maturidade vocacional do formando. Por isso, cada etapa formativa foi cuidadosamente elaborada em sintonia com as etapas anterior e posterior para garantir a unidade e continuidade do processo formativo.

Buscando uma formação mais personalizada, no centro do processo formativo está a pessoa do formando. A pedagogia do processo busca levar o formando a configurar-se cada vez mais com Jesus Cristo a partir do estudo e da vivência do Carisma Claretiano. No abrir-se livre e generoso ao Senhor que chama e envia o formando acolhe o que lhe é transmitido e ao mesmo tempo se torna o agente da própria caminhada.

Ao mesmo tempo que confiamos todo trabalho formativo da Província ao amparo de Maria, Mãe, Mestra e Formadora, possamos todos nos comprometer e apoiar o laborioso e imprescindível trabalho formativo.

Sabemos que toda vocação é resposta de um Deus providente a uma comunidade orante (João Paulo II). Portanto, rezemos pelo aumento e perseverança das vocações.

PARTE I:  VER A REALIDADE

            Nas linhas a seguir, pretendemos descrever, num primeiro momento, a realidade brasileira inserida no contexto da América Latina e também do mundo desde várias perspectivas e, num segundo, a realidade formativa da Congregação.

I –     A REALIDADE BRASILEIRA

1.1 Perspectiva Cultural:

Poderíamos partir da realidade econômica, como um fator determinante da vida em sociedade, para chegar às consequências no campo cultural, político, social. Todavia, esta realidade econômica não está posta aí por acaso. Ela tem por detrás uma escolha da coletividade ou parte desta que acaba se impondo sobre as outras. De outra forma, é o conjunto das pessoas que escolhe, a partir de sua visão de mundo, o modo de produzir e consumir (cf. Coleção V Conferência. Realidade Social. p. 10).

A visão de mundo motivadora desta realidade no campo econômico e também nos outros é o modelo de modernidade que vê a subjetividade como autodeterminante da própria vida e da realidade (cf. Ibid., pp. 12-13). O que significa dizer que o ser humano está fechado à interferência da realidade seja no nível terreno ou supraterreno em sua vida, cabendo a ele a responsabilidade exclusiva pela sua própria história conforme os seus sonhos e anseios de uma vida de conforto e bem-estar para a humanidade. Aqui temos a base de compreensão do modelo desenvolvimentista que perpassou e perpassa todos os campos da sociedade. Este modelo tem como inspiração e referência os Estados Unidos da América, em razão de sua política expansionista (cf. Ibid., p. 15).

Todavia, este modelo, que se baseava na confiança plena da razão instrumental como guia rumo a este grandioso e próximo progresso, passou e está passando por uma crise. A ciência e a técnica, apesar dos passos largos nestes últimos tempos, mostraram-se incapazes e falíveis para compreender a realidade na sua complexidade e profundidade, assim como para compreender o ser humano. Cada passo dado descortina um novo horizonte de imensas perguntas e dúvidas. E assim nunca termina a busca. A técnica traz a sua contribuição, mas chega, às vezes, a provocar sérias dúvidas sobre os seus benefícios, como é o caso, por exemplo, dos veículos. Estes acarretam poluição e muito congestionamento que, paradoxalmente, impede o mesmo veículo de se locomover com rapidez. Além disso, este programa de bem-estar e conforto para todos não se realizou. São pequenas parcelas da humanidade que têm acesso a estes bens de consumo. Portanto, este modelo se apresenta com falhas tanto nos meios como em seus objetivos. Esta é a realidade! Há, porém, um marketing de promissores avanços, com novas descobertas, na melhoria da situação atual.

O pragmatismo do modelo da modernidade com o seu objetivo de progresso material continua tendo a sua força orientadora em nossos dias (cf. Coleção V Conferência. op. cit., p. 20). A confiança na razão, como organizadora do real, cedeu lugar, porém, ao seu desencanto. Este desencanto desencadeou a valorização da emoção, da sensação, da intuição, da fragmentação, da diferenciação, da ecologia, da religiosidade informe e pragmática. Esta postura crítica frente à modernidade é chamada de pós-modernidade (cf. Boletim Oslam, n.o 32, 1997, p. 55). Esta vê a razão no seu afã de explicar e controlar tudo, como “poder y se convierte en “senor totalitário”… estrangulando la vida” (Ibid., p. 56). Desbancando a razão, a pós-modernidade nega todo fundamento definitivo e absoluto que possa justificar a razão como absoluta. Daí vem a natural tendência do pluralismo de critérios, valores, sistemas, estilos de vida que levam à fragmentação e ao relativismo.        

Se esta crítica tem o lado positivo de relativizar a razão científica como a única forma de compreensão do real e afirmar a razão vital, a estética do coração e, em alguns casos, abrindo espaço à religião, embora no sentido funcional e informe; por outro, ela acaba levando ao irracionalismo, à insignificância dos valores fundamentais para a convivência humana, ao descompromisso com a realidade político-econômico-social, ao individualismo vazio de certezas, de valores, de ideias, enfim, ao nada (cf. Boletim Oslam, pp. 56-57). Como a pós-modernidade se vale da razão como instrumento de análise da razão exercida na modernidade e utiliza os critérios desta para criticá-la, como a liberdade, a justiça, etc., conclui-se que a pós-modernidade, ao mesmo tempo que procura superar a modernidade, mantém seus pés fincados nela (cf. Ibid., p. 55). Portanto, a modernidade apresenta as suas vantagens como a sua razão científico-tecnológica, a sua crítica às superstições e crendices, a sua bandeira da liberdade, igualdade e fraternidade, o progresso gerador de bem-estar material, desde que a mesma razão, os seus valores, o seu progresso material não sejam usados para oprimir e explorar as pessoas. A pós-modernidade tem também as suas vantagens, como já foi assinalado, desde que não absolutize as emoções, as incertezas, a liberdade, a fragmentação e o relativismo cultural que inviabilizam a convivência humana.

Infelizmente, é exatamente este lado desvantajoso da pós-modernidade que está se concretizando atualmente, conforme o Documento de Aparecida (cf. CELAM. Documento de Aparecida, pp. 28-31). Na prática, como aponta este Documento, há uma diversidade de informações, a nível político, econômico, científico, que acaba provocando um efeito de complexidade para as pessoas a tal ponto delas ficarem desorientadas, frustradas, ansiosas, angustiadas, uma vez que não podem viver a sua condição de ser livre e responsável pela própria vida, conferindo um sentido a este conjunto de informações (cf. Ibid., p. 28). Diante disso, os Bispos da Conferência afirmam com convicção que nenhum dos fragmentos ou setores da sociedade tem este poder de oferecer um sentido unitário da realidade total, cabendo esta função à religião (cf. Ibid., pp. 28-29). Portanto, para eles, esta “realidade traz inseparavelmente uma crise de sentido” (Ibid., p. 29). Por detrás de tudo isso, esta Conferência está querendo dizer que falta uma compreensão unitária de todos estes significados informativos acerca da realidade que desemboquem numa meta comum para vida concreta das pessoas. Esta situação de pluralismo cultural longe de dar a liberdade pretendida a sufoca, não permitindo que o ser humano seja sujeito de sua história. Segundo o texto, este sentido era oferecido pela religião que dava uma compreensão do ser humano como filho de Deus, irmão do próximo e, por este motivo, alguém com dignidade que merece respeito e atenção em meio às diferenças existentes entre si (cf. Ibid., p. 29). Os meios de comunicação pretendem preencher este vazio de sentido com mais informações, mas esta pretensão aumenta mais o vazio, porque junto à diversidade de dados falta uma compreensão unitária destes. Procuram oferecer imagens de entretenimento, diversão, espetáculo que soam como uma realização de nossos desejos que trariam finalmente a felicidade (cf. Ibid., p. 30). O que não podem fazer. Aqui, o Documento do CELAM tece um comentário avaliativo do comportamento destes meios de comunicação social, os quais criam uma cultura artificial massiva que não respeita as diferenças das culturas locais; centrada no indivíduo como sua própria referência, levando a pessoa à indiferença ao outro, sem planos futuros de responsabilidade com a família e a sociedade. O outro nesta cultura passa a ser mais um objeto de consumo com quem não se quer um compromisso sério (cf. Ibid., p. 33).  

Diante deste quadro, os sintomas não poderiam ser outros a não ser de vazio, angústia, desespero, que levam as pessoas a clamarem por um sentido.    

1.2 Perspectiva Econômica:

Vamos verificar como estas características de nossa cultura anteriormente descritas se apresentam na perspectiva econômica.

A nossa sociedade brasileira está inserida na globalização (cf. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, n.o 44). Este mesmo documento descreve assim este fenômeno atual da globalização: “Os últimos quinze, vinte anos viram um crescimento muito intenso das comunicações entre as pessoas, empresas, países, um expressivo fluxo de migração entre os diversos países e o aumento do peso das relações internacionais, financeiras e políticas” (Ibid., n.o 45).

Fazendo um juízo deste modelo de organização das sociedades, percebemos ao lado de seus benefícios, como uma maior produção e circulação de bens, comunicação, progressos tecnológicos, uma desigualdade no aproveitamento destes benefícios, conforme o referido Documento, ao favorecer os países ricos e mostrar pouco frutuoso ou nada aos países pobres (cf. Ibid., no 45-46).

As razões desta desigualdade estão, conforme o subsídio da V Conferência de Aparecida, neste aspecto econômico, no fato de que algumas empresas conseguiram acompanhar esta modernização, por exemplo, as transnacionais; as outras mais tradicionais, sem recursos humanos, financeiros e tecnológicos, já não tiveram a mesma sorte. Com isso foram se desmontando, gerando desemprego e comprometimento na cadeia produtiva. Outra razão vinculada ao modelo neoliberal globalizado é a captação do capital estrangeiro que supõe uma série de medidas com a finalidade de gerar estabilidade para compensá-lo e, ao mesmo tempo, favorecer o crescimento econômico. Esta estabilidade se dá com a elevação de juros, que não permite o aumento da inflação, mas que, por sua vez, inibe o investimento na produção. Estes juros dão um retorno financeiro mais interessante. Daí que grande parte deste capital é mais especulativa do que produtiva. Há, também, uma razão relacionada ao comércio internacional, que por si poderia gerar crescimento e redução da pobreza, mas, da forma como se apresenta, favorece mais os países ricos, impondo sérias barreiras de importação, além de não valorizar devidamente a exportação dos países pobres e obrigá-los, por meio de instituições financeiras, a se abrirem, sem restrições, ao comércio internacional. Sem falar no subsídio de produção agrícola destes países ricos, que dificulta uma concorrência mais justa com os produtos agrícolas exportados pelos países mais pobres (cf. Coleção V Conferência. América Latina: Sociedade em mudanças. pp. 54…).

Portanto, nestas relações comerciais, os países pobres saem em desvantagem e, com isso, não conseguem resolver os seus graves problemas de falta de vida digna para grande parte da população. Estes países, para tentarem sair deste sufoco da estagnação ou retrocesso econômico, veem-se pressionados a fazer empréstimos junto às instituições financeiras internacionais com juros altíssimos. Como os juros são elevadíssimos, sem mencionar a dívida, não podem investir suficientemente no desenvolvimento econômico. O Brasil conseguiu sair de empréstimos sucessivos. Todavia, continua pagando juros das dívidas passadas. Por isso, o seu crescimento é pequeno, não atendendo às necessidades da população.

O que observamos é que a situação econômica do nosso continente e do mundo se assenta numa base de desigualdade difícil de se desfazer, já que privilegia o lucro e a concorrência geradores de monopólio (cf. CELAM. op cit., n.o 62). Quem não tem o acesso ao conhecimento e ao uso dos meios tecnológicos cai numa situação de exclusão, o que significa que a pessoa não conta no mercado e, por tabela, na sociedade; às vezes, mesmo tendo acesso, em razão de critérios de menos custos de produção, tais pessoas podem ser descartadas pelo mercado para dar lugar a outras (cf. Ibid., n.o 61). Tal Documento de Aparecida apresenta uma lista de pessoas excluídas: índios, afro-americanos, mulheres, crianças prostituídas, jovens, imigrantes, etc. (cf. Ibid., n.o 65). Esta base desigual aparenta refletir o desejo de bem-estar, do progresso, como preconiza a razão moderna e, ao mesmo tempo, a fragmentação em que a ética não interfere suficientemente na área econômica, permanecendo esta autônoma. O Papa Bento apresentou esta crítica de fundo ao nosso sistema de globalização no seu Discurso Inaugural da Conferência de Aparecida: “a globalização deve reger-se também pela ética, colocando tudo a serviço da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus” (cf. Ibid., n.o 60)

1.3 Perspectiva Política:

Anteriormente, já acenamos para as consequências da nossa cultura subjetivista neste campo. Agora, vamos aprofundá-las.

A nossa política, com o seu sistema democrático representativo e os seus três poderes e os partidos, atravessa uma grande crise. Sem ignorar esta crise, o Documento de Aparecida afirma que houve um certo progresso democrático que se demonstra nos processos eleitorais (cf. Ibid., n.o 74). Voltando à crise política, esta não acontece somente em nosso país, mas em toda parte do mundo que tem tal sistema. Há uma descrença e um desencanto generalizados com o nosso sistema político. Estes sentimentos se expressam através de comportamentos de indiferença, de falta de tolerância ao diferente, pelas tensões e conflitos sociais, pelas fraudes sociais, como nos impostos, trabalhos… (cf. Coleção da V Conferência. Política. pp. 73…). Isso demonstra que a democracia é mais uma instituição formal do que real. Ela apenas se torna visível nas eleições, o que é muito pouco.

As razões para este problema são o corporativismo presente no exercício da política, a preocupação exclusiva com o poder, a defesa dos interesses partidários, a corrupção, a desigualdade social, a pobreza, a falta de políticas efetivas de superação dos problemas sociais, o desemprego, a violência, o uso de bens públicos para fins particulares, uma política pragmática, sem princípios ou valores, uma burocracia que deixa de lado as necessidades dos cidadãos, a globalização que diminui o poder decisório dos Estados.        

Com toda esta lista de falhas do sistema, podemos compreender a insatisfação e a indignação com a política e a democracia. Esta situação também se deve à sociedade que não se envolve e participa ativamente da vida política, apesar de haver movimentos e organizações que são mais comprometidos e de o atual governo ter aberto canais de comunicação com os setores da sociedade. Mesmo assim, a nossa população não se mostra ainda totalmente mobilizada. Houve claramente avanços neste tempo. Hoje há mais informações sobre a vida política que permitem uma avaliação mais real da situação e um posicionamento mais exigente. A população surpreende, às vezes, mostrando-se independente em sua opinião como foi o caso das últimas eleições, nas quais a imprensa acentuou as mazelas do governo cessante. Todavia, a população pautou-se por outros critérios e elegeu o mesmo presidente. Esta postura reflete, sem fazer juízo deste posicionamento, uma capacidade de avaliação da situação política e, ao mesmo tempo, uma independência no seu posicionamento apesar das influências externas.  

Mais uma vez, vemos que a política é instrumentalizada para fins pessoais ou corporativistas, gerando um enriquecimento das pessoas, dos partidos e uma busca de conservação do poder, sem quase nenhuma preocupação ética de retidão e de justiça, que leva a um desprezo pela legalidade, o estado de direito (cf. Id. Documento de Aparecida. n.os 76-77).    

1.4  Perspectiva Social:

Nesta parte social, podemos falar da pessoa em relação à sociedade, desta em relação à pessoa e dos movimentos e organizações sociais que não estão ligados ao governo e tampouco ao mercado econômico.

Da parte da pessoa, o que se observa é, como já mencionado, um individualismo e um presentismo ou imediatismo bastante difundidos. Diante do desencanto e da descrença nos princípios, valores, causas, verdades, em razão do mundo caótico no qual estamos, as pessoas têm buscado a sua satisfação no momento presente através da valorização do corpo e do consumismo. Este novo estilo de vida afeta de modo especial às gerações jovens (cf. Ibid., n.o 51). As pessoas sentem-se totalmente independentes e donas de sua própria vida, não se deixando orientar pela família, pela religião, pelo Estado. Tal situação compromete seriamente a vida em sociedade. Esta liberdade e autonomia são exercidas sempre em função dos interesses pessoais. Assim, os grupos de relação, tornando-se quase guetos, são formados não segundo critérios relativos à tradição ou ao território, mas à afinidade pessoal e aos próprios interesses (cf. CNBB. Documento 71, n.o 47 e 52).

Da parte da sociedade, constatamos que a população brasileira vive mais na cidade que no campo. Tivemos, pois, uma crescente urbanização. Devido aos meios de comunicação de massa, até as pessoas que moram na área rural vivem um estilo de vida semelhante ao da cidade. Com a urbanização, a vida das pessoas acaba sendo pautada pela diversidade cultural no momento da escolha, pelo anonimato que diminui a solidariedade e o controle entre as pessoas. Assim, as pessoas vão construindo a sua identidade muito fragmentada, inconstante e vulnerável. Ainda em função dos meios de comunicação e transporte, as pessoas sentem-se mais próximas de outras partes do mundo, tornando este uma aldeia global, e, ao mesmo tempo, os laços com os mais próximos tornam-se mais tênues e frágeis. A família já não se apresenta da forma como era antes, com pai, mãe e filhos. Há uma variedade na formação das famílias, tendo, inclusive, muitas pessoas que vivem solitárias. Esta família já não tem supremacia na educação dos seus filhos; estes são mais formados pelos meios de comunicação social de massa (cf. Ibid., n.os 51-52).

Os movimentos e organizações sociais têm contribuído muito por uma participação e definição dos rumos da nação em direção à solução dos seus problemas sociais de desigualdade, falta de educação, saúde, etc. Esta presença ativa destes agentes sociais tem levado a política a ouvir mais a opinião da sociedade, tornando a democracia não só representativa, mas participativa, como já indicamos. Exemplos disso são os movimentos dos sem-terra, sem-teto, as ONGs que procuram trabalhar com as crianças, jovens e adultos para poderem ter uma oportunidade maior nesta nossa sociedade competitiva. Têm-se estas organizações sociais em vista da promoção humana, há outras organizações criminosas, gerando uma violência desenfreada na vida concreta das pessoas, acabando com a vida de muitos jovens. Esta preocupação está presente no Documento de Aparecida (cf. CELAM. op. cit., n.o 78). Diante deste quadro social, notamos a presença e a atuação da Igreja com suas pastorais, movimentos, campanhas, críticas, propostas, etc. Há uma queixa de que a Igreja poderia ouvir mais a sociedade nestes grupos, ao mesmo tempo em que se aproximaria mais deles para que sua atuação fosse mais fortalecida e eficaz.  

Portanto, se há um descompromisso pessoal com a vida em sociedade e esta leva as pessoas a viverem mais sem vínculos de reciprocidade, existe também um esforço de parte da sociedade, com suas organizações e instituições de assistência e promoção humana, de recuperação do cuidado, da solidariedade com as pessoas e grupos excluídos. A presença forte destes movimentos sociais, com suas formas de protesto, expressa a resistência, a indiferença, a omissão de parte da sociedade e do Estado com os problemas sociais.

1.5  Perspectiva Ecológica

O Documento de Aparecida dedica um espaço específico à questão ecológica, colocando-a no mesmo nível de igualdade com outros aspectos da vida da sociedade, como o social, o político, o econômico, revelando-nos, assim, a importância e a urgência do tema (cf. CELAM. op. cit., n.os 83-87).

Nesta parte, o referido Documento começa mostrando que “a América Latina é o Continente que possui uma das maiores biodiversidades do planeta e uma rica sócio-diversidade, representada por seus povos e culturas” (Ibid., n.o 83). Os povos têm uma tradição de conhecimento e de aproveitamento das riquezas naturais para sua saúde e vida. Ao mesmo tempo que constata esta riqueza, o Documento protesta contra a depredação do meio ambiente, destacando, de modo especial, a região da Amazônia, e as indústrias farmacêuticas que querem se apropriar das ervas e plantas medicinais, desconsiderando o conhecimento e o uso destas pelos povos nativos, inclusive, a tentativa de internacionalização da Amazônia para um apropriação mais fácil de suas riquezas. Por fim, chama atenção para o problema do aquecimento global que afeta todo sistema ecológico, provocando desastres naturais com repercussão na vida concreta das pessoas (cf. Ibid., n.os 84.87). 

1.6  Perspectiva Religiosa

No início, vimos que a religiosidade recupera o seu espaço, mas com características diferentes. A partir de dados do Censo de 2000 e da Pesquisa do Datafolha, vamos apresentar como está a religiosidade de nosso povo.    

O último Censo de 2000 apontou alguns dados importantes sobre a religião do povo brasileiro: a) diminuição da porcentagem de cristãos católicos: 1991 – 83,3% / 2000 – 73,9%; b) aumento da porcentagem de evangélicos: 1991 – 9,0% / 2000 – 15,6%; c) aumento do número dos que se declaram sem religião: 1991 – 4,7% / 2000 – 7,4% (cf. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil. n.o 56).

Segundo a Pesquisa do Datafolha, por ocasião da visita do Papa Bento ao nosso país, continua havendo uma diminuição no número de católicos, mas esta não está sendo tão acentuada como na década passada. Vale a observação de que esta pesquisa foi feita com pessoas maiores de 16 anos; a pesquisa do IBGE, com as pessoas de todas as idades. Os dados indicados são estes: 64%: declaram-se católicos; 17%: declaram-se pertencer a uma religião evangélica pentecostal; 5%: declaram-se pertencer a uma religião evangélica não pentecostal; 5%: outras religiões; 3%: declaram-se espíritas Kardecistas; 7%: declaram-se sem religião (cf. Folha de São Paulo. Domingo, 06 de maio de 2007. Caderno Especial Religião. p. 2, 06).

Com relação à participação em outra(s) religião(ões) diferente(s), temos 17% dos brasileiros nesta situação; este número sobe um pouco mais para os católicos, ficando em 19%; desce consideravelmente no caso dos evangélicos, ficando em 9%; no umbandismo, este número sobe bastante, ficando em 37%; no candomblé, este número sobe mais ainda, chegando a 48% (cf. Ibid., p. 9).    

            Tais índices são gerais, o panorama muda quando se procura localizar a distribuição dos católicos e evangélicos. Aqueles caem para 55% nas periferias das regiões metropolitanas; enquanto os últimos sobem para 29%. No interior, o catolicismo apresenta uma vantagem maior, com exceção do Rio de Janeiro, em relação às religiões evangélicas, ficando em 75% no Nordeste, quase a mesma porcentagem no Sul com 73%, 63% no Norte e, um pouco mais acima, 65% no Sudeste (cf. Ibid., p. 3).          

            Com relação a alguns dados da situação social e econômica dos respectivos membros das religiões, encontramos uma presença mais acentuada dos evangélicos entre as famílias até cinco salários mínimos; os católicos estão numa situação mais estabilizada, com uma renda um pouco maior, e marcando presença entre aposentados, empresários, rentistas e funcionários públicos. As mulheres têm uma porcentagem maior na religião evangélica, ficando em 57%; na católica, este índice cai para 51%. O que chama a atenção é a condição dos espíritas com relação a estes itens: 20% dos espíritas têm ao menos curso superior completo e 47% possui uma renda acima de cinco salários (cf. Ibid., p. 3).          

            Estes dados da diminuição dos católicos se tornam extremamente preocupantes quando se faz um levantamento comparativo de vinculação de católicos por gerações. Os dados que a referida pesquisa aponta são estes: 92% de brasileiros com mais de 60 anos foram batizados na Igreja Católica; 75% dos jovens atuais entre 16 e 24 anos foram batizados. Com relação aos outros sacramentos da iniciação e do matrimônio, o índice vai decaindo de forma espantosa: dos 83% dos batizados na faixa de 25 aos 34 anos, somente 53% fizeram a 1.a comunhão, 39% fizeram a crisma e apenas 16% se casaram na Igreja (cf. Ibid., p. 5). Portanto, há uma forte tendência das pessoas se afastarem mais da Igreja com o passar do tempo, embora o batismo ainda tenha um forte significado religioso de proteção e segurança para a criança e de pertença social.  

Há, porém, outros dados que mostram a forte influência da Igreja Católica na identidade cultural do povo brasileiro. É o que percebemos por estes dados: 97%: dizem acreditar na existência de Deus; 93%: dizem que Jesus Cristo ressuscitou; 86%: dizem que Maria deu à luz Jesus, sendo virgem. As pessoas deixam o catolicismo, mas as suas afirmações centrais continuam presentes na fé da grande maioria do povo brasileiro (cf. Ibid., p. 2).

Existem, em contrapartida, outros dados que mostram a pouca influência da fé nos hábitos do católico brasileiro, enquanto as religiões evangélicas já conseguem influenciar mais o comportamento dos seus adeptos. São estes dados: 9% dos católicos dizem ter mudado de hábito por causa da fé; 54% dos evangélicos pentecostais dizem ter mudado de hábito por causa da fé; 45% dos evangélicos não pentecostais dizem ter mudado os seus hábitos por causa da fé (cf. Ibid., p. 2). Verificamos esta constatação ainda na posição dos católicos com relação a alguns temas morais. Por exemplo: 74% dos católicos se dizem favoráveis ao divórcio, 59% dos evangélicos se mostram favoráveis; 94% dos católicos apoiam o uso de preservativos, mais do que os evangélicos, cujos pastores em sua maioria são a favor; 46% dos católicos são favoráveis à união homossexual, apenas 22% dos evangélicos apoiam esta união (cf. Ibid., p. 5).  

Há um dado interessante com relação à frequência das missas pelos católicos. A ideia anterior era de que uma pequena minoria frequentava a igreja. Todavia, a pesquisa indicou uma outra situação. É o que vemos: 79% dos católicos dizem ir à missa pelo menos uma vez por mês; 51% dizem ir pelo menos uma vez por semana (cf. Ibid. p. 2). Mas, em contrapartida, os evangélicos pentecostais têm uma frequência de 85%; o que é bem mais do que a católica (cf. Ibid., p. 5).              

Esses dados todos, tanto de uma pesquisa como da outra, mostram-nos algumas tendências:

a) As pessoas estão tendo mais liberdade de escolher a própria religião ou até mesmo formar a sua religião, valendo-se de aspectos de uma e de outra religião diferente (cf. CNBB. Op. cit, n.o 54). Considerando a pesquisa da Folha, notamos que esta liberdade tem os seus condicionamentos, como a localização geográfica, o grau de educação formal, a renda, o gênero, a faixa etária etc. Destes dados, podemos dizer também que a religião católica não tem uma presença destacada em meio aos pobres com renda menor de cinco salários mínimos e nas periferias das grandes metrópoles. Ademais, ainda ela não tem uma presença forte em meio às pessoas com curso superior e com um nível econômico elevado.  

b) Temos a passagem de uma religião voltada para Deus, com o compromisso de uma prática correspondente à doutrina, valores, princípios, para uma religião de utilidade para o indivíduo, com o objetivo de resolver os seus problemas e lhe trazer uma satisfação pessoal, sucesso, conforto, etc. (cf. Ibid., p. 55). Nesta nova motivação religiosa, encaixa-se a religião midiática. As Igrejas são vistas como “agências de bens religiosos” (cf. BENEDETTI, Luiz Roberto. Religião Verdadeira In: Revista Pastoral n.o 251 – 2006 – pp. 5-7).

c) Constatamos hábitos mais voltados ao consumismo, uma vivência da liberdade sem orientação pelos valores, não tendo importância o compromisso público religioso com uma instituição. É uma “religião invisível” (cf. CNBB. Op. cit., n.o 59). O que percebemos exatamente na sociedade enquanto conserva as suas raízes católicas a respeito de Deus, de Jesus e da Virgem Maria, ao passo que a vida concreta é vivida distante dos princípios práticos da fé. Neste particular, a pesquisa da Folha revela que os que se dizem católicos têm mudado muito pouco de hábitos contrastantes à fé.

d) Perda de católicos nominais e ganho de católicos mais comprometidos com a Igreja e seus trabalhos (cf. Ibid., n.º 60).  

Conforme uma análise mais profunda da atual realidade religiosa do Pe. Benedetti, professor da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP), as Instituições e Grupos Religiosos têm seguido basicamente dois caminhos:

1.o) Reafirmação da Tradição: a Igreja Católica insere-se neste primeiro caminho por ter uma tradição que se fundamenta na autoridade divina e, por esta razão, em suas linhas mestras, não pode ser alterada. Todavia, necessita atualizar esta tradição conforme o tempo presente. A solução que, na prática, a Igreja ou parte dela tem adotado é de apoio às “comunidades emocionais”, já que elas conseguem atrair, congregar e influenciar a vida de muitos católicos. Elas têm um laço fortemente afetivo entre os seus membros e se sustentam e se mantêm através de afirmações de fé numa linha fundamentalista. Estas afirmações são aceitas não por motivos racionais, mas, unicamente, porque está assim colocado; afinal de contas, é a Igreja que está dizendo, não se discute. Esta perspectiva fundamentalista da doutrina visa atender às necessidades das pessoas que querem segurança. Nesse sentido, a vivência da fé, com sua doutrina, valores e práticas religiosas, acaba ganhando um sentido mágico de solução direta dos problemas por meio da realidade sobrenatural divina que combate o poder maligno causador dos problemas do mundo. No geral, estas comunidades são fechadas em si mesmas e não têm compromisso ético de responder aos problemas da sociedade. Paralelamente à Igreja Católica estão os Grupos Evangélicos que advogam para si o direito sobre a verdadeira tradição, supostamente desviada pela Igreja Católica, como forma de agregação de seus membros. Vive a fé literalmente conforme as Sagradas Escrituras, valendo-se de afirmações apanhadas do texto sem a vinculação com o contexto, com a finalidade de justificar as suas crenças. Com este objetivo entram também os milagres para confirmar a veracidade de sua doutrina (cf. BENEDETTI, Luiz Roberto. op. cit., pp. 6-7).

2.o) Inovação Religiosa: este segundo caminho pertence aos grupos religiosos sem uma tradição antiga para se manter. Às vezes, os seus fundadores estão vivos. Estes grupos estão totalmente enraizados no presente. O seu objetivo não é tanto afirmar uma doutrina por ser resultante de uma revelação divina e se valer de milagres para justificá-la, senão atender às necessidades das pessoas classificando-as conforme as características profissionais, amorosas, de saúde, etc. É uma forma religiosa que procura se apresentar como boa e eficaz às pessoas com suas necessidades e, assim, se manter e expandir. Até este serviço religioso não tem fronteira religiosa, sendo oferecido a todos como se estes grupos fossem uma Igreja portadora universal das bênçãos de Deus (cf. Ibid., p. 7).

As causas destes fenômenos religiosos estão, segundo o referido autor, no complexo fenômeno da globalização presente no mundo. No aspecto econômico, vemos uma “precarização da força de trabalho”, com risco de perder os direitos trabalhistas, em alguns casos já acontecendo esta realidade, o desemprego, os salários insuficientes, etc., que deixam os trabalhadores, não só os pobres, mas, também os de classe média, numa insegurança total, levando-os a uma forte ansiedade. No aspecto político, como foi já observado, as instituições políticas apresentam-se incapazes para resolver os problemas da população. No aspecto cultural, também observado, notamos um acentuado individualismo com a tendência de construir a subjetividade a partir do consumismo sem a referência à tradição, à religião, à defesa da vida, ao respeito, à honestidade, etc. (cf. Ibid., p. 7-8).

Toda esta situação demonstra haver uma “crise de sentido”. Esta crise leva as pessoas a buscarem não uma religião “verdadeira”, ou seja, que se prima pela doutrina imutável, mas uma religião “boa”, que visa responder, com gestos concretos, aos problemas imediatos de frustração pelos insucessos, de ansiedade, insegurança, solidão, etc. (cf. Ibid.).

            Podemos ver a vivência da fé desde uma perspectiva eclesial apresentada no Documento de Aparecida. Este apresenta os frutos da caminhada da Igreja como animação bíblica, a renovação litúrgica, a estima pelos sacerdotes da parte do povo, a entrega de muitos missionários(as) em favor da evangelização, a renovação da pastoral nas paróquias, a busca dos leigos pela formação teológica, inclusive, na parte da Doutrina Social da Igreja, uma diversificação da organização eclesial com um espaço maior para várias comunidades. Coloca, também, as sombras como o crescimento da Igreja que não segue o mesmo ritmo de crescimento populacional, inclusive do clero e dos religiosos, o retorno a uma eclesiologia e espiritualidade antes do Vaticano II e uma aplicação deste de forma reducionista, uma vivência superficial da opção pelos pobres, uma certa tendência secularizante da vida consagrada em razão de uma antropologia mais sociológica do que evangélica, pouco acompanhamento dos fiéis leigos em suas tarefas na sociedade, uma linguagem pouco significativa para a cultura atual e de modo especial para os jovens, número insuficiente de sacerdotes e sua distribuição não equitativa, impedindo o acesso de muitas comunidades à Eucaristia, abandono significativo de católicos para fazer parte de outros grupos religiosos, a não diferenciação dos cristãos pertencentes a comunidades eclesiais de outros grupos cristãos em sua doutrina, atitudes, dificultando o ecumenismo, católicos que desanimam em razão da radicalidade do evangelho (cf. CELAM. op. cit., n.os 99-100). 

1.7  Conclusão

Nestas perspectivas, encontramos como base dos seus respectivos problemas uma falta de consciência ética e do compromisso concreto com a religião. Tais problemas evidenciam que estamos passando por uma profunda “crise ética” que inviabiliza a convivência social. Esta, por sua vez, tem por detrás uma “crise de sentido”. Como vimos anteriormente, vivemos um momento de “desencanto com a razão” que se considerou portadora – e ainda o faz o mesmo – dos ideais e sonhos de liberdade, justiça, bem-estar das pessoas, mas não conseguiu realizá-los, deixando-as sem outra opção a não ser de viver o momento presente de sensações e emoções buscado com todas as forças como uma forma de preencher o vazio. Portanto, o que vão contar são os interesses e desejos pessoais, não havendo desta forma quase nenhuma preocupação coletiva. A falta de sentido, desse modo, joga as pessoas numa luta contra si mesmas. Esta situação é tão grave e profunda que a fonte de sentido, a religião, acaba sendo instrumentalizada em função das necessidades e interesses pessoais. Vivemos o “império do indivíduo”. A saída não é a busca da satisfação pessoal. Esta leva à destruição. A solução está em abrir os horizontes das pessoas, mostrando-lhes que há uma outra realidade, que são as pessoas, o próprio Deus, fundamento de todo o existente, e a vida que nos cerca, que podem servir de sentido para uma vida que vale a pena ser vivida. O caminho para esta descoberta não pode ser a razão; esta se encontra desacreditada. A via que podemos ter é a da experiência pessoal do valor de Deus na própria vida e, com efeito, das pessoas e do mundo, já que Ele é o fundamento de tudo que existe.    

 II – REALIDADE FORMATIVA DA CONGREGAÇÃO NO BRASIL

 2.1 Inconsistência Vocacional: Dados

A justificativa deste tema, para caracterizar o momento formativo atual da Congregação, incluindo evidentemente a nossa situação de Brasil, surgiu a partir das estatísticas de saídas dos membros da Congregação seja como estudantes seja como professos perpétuos fora da formação inicial. Aqui estão alguns números. De 1993 a 2004 tivemos uma média de 495 estudantes professos de votos temporais por ano. Destes saíram uma média de 38 estudantes de votos temporais por ano. O total de saída é de 454 estudantes durante o período indicado. Ainda neste tempo, 52 irmãos de votos perpétuos e 113 padres deixaram a Congregação, o que resulta numa média de 14 por ano. Nos anos 2006-2008, temos o seguinte quadro de pedidos para várias permissões: dispensa de celibato: 26; demissão: 25; secularização: 24; exclaustração: 33; licença de vida comunitária: 15.

            No caso do Brasil, tivemos este quadro formativo de entradas e saídas nas várias etapas formativas:

Ano

Postulantado

Noviciado

Pós – Noviciado

ProfissãoPerpétua

Ingressos – Postulantado

Saídas na

Etapa do Postulantado

2ºano de Postulantado

(durante o ano corrente)

Saídas na Etapa do

2º Postulantado

Aprovados para o noviciado

Total de noviços

Saídas na

Etapa do Noviciado

1ª Profissão

(ocorridas no ano corrente)

Total de estudantes

(Teologia= 4 anos + Estagiários)

Estagiários

Saídas na etapa de

Teologia

Estudantes que professaram perpetuamente

(no ano corrente)

2012

03

?

00

00

?

Bolívia

03

?

02

11

03

?

01

2011

04

02

01

00

03

04

02

06

14

02

02

02

2010

06

02

02

01

04

06

00

02

09

01

00

01

2009

10

02

00

00

06

02

00

01

08

01

02

02

2008

02

01

01

00

02

01

00

01

09

02

00

01

2007

02

00

01

01

01

01

00

03

11

03

00

04

2006

05

04

01

01

01

Contagem

03

00

02

13

02

02

03

2005

07

03

00

00

03

02

00

02

21

05

03

05

2004

08

06

02

04

02

04

20

02

01

01

2003

06

02

04

06

02

05

22

07

01

04

2002

08

02

06

07

02

03

21

03

01

03

2001

14

07

07

04

01

09

23

03

03

04

2000

10

06

04

10

01

04

20

04

03

02

1999****

14

04

10

04

00

04

17

03

00

00

1998

06

02

04

07

03

05

13***

02

00

01

1997*

09

02

07

08

03

04

10**

01

01

00

1996

14

06

08

Uruguai

04

00

02

12

02

02

04

1995

07

05

04

Uruguai

02

00

02

12

02

03

02

1994

02

00

02

Campinas

xx

xx

02

13

03

02

05

Total

137

56

06

03

78

78

16

63

   51

26

45

*1997 = Filosofia conjunta (Meridional+Central) / Início do Noviciado em Contagem

**1997 =8 estudantes de Teologia (Meridional) + 2 estudantes de Filosofia (Central)

***1998 =11 estudantes de Teologia (Meridional) + 2 estudantes de Filosofia (Central)

****1999 = Ano de junção das casas de Teologia (Pinhais/Curitiba/Central) = todos em Curitiba.

Neste período de dezoito anos, no caso dos postulantes, houve uma entrada total de 137 postulantes e uma saída de 56; as saídas corresponderam a um pouco menos da metade em relação às entradas (57% de permanência). Considerando os noviços, tivemos, neste período, um total de 78 noviços que entraram e 16 que saíram. As saídas correspondem a 20,5% das entradas. Por fim, com os teólogos, a média anual de estudantes professos neste período foi de aproximadamente 14; as saídas, média anual de aproximadamente 1 estudante; as profissões perpétuas ficaram em torno de 2 por ano. Portanto, para cada dois professos perpétuos aproximadamente havia uma desistência no período.

Além do número grande de saídas, existem os membros que permanecem, mas de um modo descontente e incoerente com o compromisso assumido.

                Como vimos anteriormente, temos um grande número de formandos. A questão que se apresenta é: em que a nossa formação está falhando? Quais são as causas deste quadro preocupante? O que é possível fazer para reverter esta situação?

 2.2 Causas Internas da Inconsistência Vocacional

Do estudo destas questões e a iluminação das Conferências do Encontro de Formadores de Bangalore (2006), que seguiram a perspectiva do diálogo com Deus, consigo mesmo e com os outros, chegamos à conclusão de que as causas são diversas, mas têm algumas causas internas que influenciaram mais o quadro indicado. Estas causas são basicamente duas: uma mais de caráter psicológico e outra mais espiritual.

A primeira tem a ver com as necessidades que impedem o consagrado de viver o sentido da sua vocação que é a entrega a Deus e o serviço ao próximo. É o caso de uma carência afetiva acentuada, da necessidade de poder, de reconhecimento… Todas essas necessidades e outras mais fazem que a pessoa viva mais em função de si mesmo. Estas estão presentes em nós de variadas formas e graus. O problema acontece quando essas necessidades são fortes e a pessoa, não tendo muita consciência delas, não consegue controlá-las. Com efeito, a pessoa não conseguirá viver a sua vocação de forma coerente e fiel.        

A outra causa aponta para uma insuficiente busca de Deus, que se expressa por meio da falta de uma vida de oração mais intensa e profunda. A comunhão com Deus por meio de Jesus no Espírito traz a alegria e a vontade de querer continuar servindo a Deus. A pessoa, não buscando intensamente a Deus, vai procurar outras formas de preencher o seu coração. Em razão disso, a pessoa vai se afastando mais de Deus. Vira um círculo vicioso. A sua vida fica mais difícil de ser levada adiante. Um tanto longe de Deus, do seu ideal, de si próprio e dos outros, o final não é o dos melhores.

Além deste estudo, a partir de uma reflexão de Conselho de Formação, constatamos que o “ambiente do organismo”, ou, como gosta de falar o Pe. Mathew Vattamattam, Prefeito Geral de Formação, a “cultura do organismo”, com as suas opções concretas, seu estilo de vida, seus trabalhos, etc. pode refletir um compromisso efetivo com o ideal missionário ou, então, obscurecê-lo. O formando necessita de referências concretas do que pretende abraçar para ver a beleza e a grandeza do ideal missionário e, assim, comprometer-se com a causa. Daí a importância de olhar não só os aspectos psicológico, espiritual, mas também o do “ambiente do organismo”.    

Fica evidente que a combinação destas duas causas e a outra de ambiente torna mais compreensível o quadro de falta de perseverança e coerência que reflete uma inconsistência vocacional.

Não podemos deixar de mencionar a responsabilidade dos formadores neste quadro. Da nossa parte falta mais preparação através de especializações que possam dar mais recursos para solução das dificuldades apresentadas; sentimos a necessidade de uma real priorização da tarefa formativa, evitando outras tarefas que nem sempre combinam com o trabalho formativo; notamos que a presença e o acompanhamento do formando precisa ser mais frequente, envolvendo todas as dimensões de sua vida.

2.3 Possíveis Caminhos

O caminho que nos foi apresentado, em Bangalore, para solução dos problemas foi o do diálogo consigo mesmo, com Deus e com os outros.

Neste diálogo consigo mesmo, o formando, acompanhado e ajudado pelo formador, pela equipe, incluindo, também os nossos assessores profissionais, necessita trabalhar os seus limites através de uma consciência e de um esforço de superação destes. Neste esforço de superação dos limites que impedem uma vivência coerente da consagração, as ciências humanas podem ajudar muito e, de modo especial, a psicologia.

Todavia, não basta somente o auxílio da psicologia, é necessário também animar o formando a buscar efetivamente o diálogo com Deus através do confronto do ideal escolhido e a vida concreta e de momentos intensos de silêncio e meditação no sentido de acolher a Palavra de Deus, a partir dela entrar em comunhão com Deus e orientar sua vida. O formando, sentindo-se amado por Deus nesta intimidade, é convidado a agradecer-Lhe entregando a sua vida nas mãos de Deus para a realização do seu Projeto de Salvação. Por sua vez, o formador, vivendo este silêncio e meditação como expressão de uma convicção pessoal, com certeza favorecerá e animará o formando a viver esta intimidade com Deus.

Uma outra proposta que se apresenta como via de solução de nossos problemas é o diálogo com os outros, de modo especial com as outras religiões, filosofias de vida diferentes da nossa. Este diálogo realizado na formação ajudará na percepção de que o outro tem muitos valores e ainda favorecerá na confirmação dos próprios valores. No fim das contas, perceberemos que somos muito parecidos e que, mesmo estando em caminhos diferentes, estamos profundamente unidos. Numa palavra, o diálogo intercultural pode tornar-se uma fonte de renovação da própria vida, porque questiona, confronta, desinstala. Por esta razão, será de grande benefício abrirmos as nossas casas de formação a este tipo de diálogo.

Junto a estas propostas, podemos acrescentar a da necessidade do “ambiente do organismo” estar em sintonia com os caminhos formativos para não criar uma distância entre o que se propõe em nível de formação e o que se vive fora das casas de formação. Pensamos, também, que é importante que o formando vá tendo consciência desta tensão da realidade e do ideal missionário e se torne forte o suficiente para que, mesmo com uma realidade contrária, não desista de sua opção, o que o tornará preparado para enfrentar a nossa sociedade secularizada.    

 2.4 Conclusão

Finalizando esta visão da realidade, percebemos a necessidade de estarmos atentos ao momento presente de nosso mundo, com sua crise de sentido; a importância de ver a formação como uma ciência que trata de todas as dimensões da vida do formando, com seus desafios, inclusive, de inserção numa sociedade, tendo como dimensão central a sua espiritualidade, e o formando como responsável no sentido de que tem a capacidade de responder ao convite de Deus, dando seu sim fiel no seu serviço. Para tanto, é necessário que haja maior empenho de nossa parte na preparação, com especializações, desta tarefa formativa e muito zelo e dedicação no trabalho e aplicação dos meios adequados para atingir os objetivos almejados; da parte dos formandos é preciso que haja a consciência do momento histórico e o compromisso de viver a sua vocação, ajudando as pessoas a encontrar um sentido para vida.

 III –   O PERFIL DO FORMADOR NA PROVÍNCIA

 3.1 O Formador

“Entendemos por formador aqueles sobre quem recai uma responsabilidade imediata sobre a formação integral dos candidatos. Sua tarefa específica se articula com as dos demais missionários dentro da única e comum Missão Claretiana. Através dos formadores atua o Espírito de Jesus. Por isso viver a escuta do Espírito e estarem atentos os seus movimentos e inspirações tem que ser uma atitude permanente tanto de sua parte como da parte dos formandos” (PGF 107).

Para muitos, as propostas do PGF levam a pensar que o formador é uma pessoa de outro mundo (um super-homem ou um ideal de santidade). Este deve ser o projeto de vida de todos os cristãos e, mais ainda, de todo o religioso consagrado.

Consciente das limitações de cada um, inerentes à natureza humana, queremos propor um ideal de formador adaptado à realidade latino-americana. Isto não quer dizer que ninguém serve para ser formador, todos podemos sê-lo, desde que abertos à ação do Espírito e disponíveis ao crescimento. Como o processo de formação não tem fim, estejamos conscientes de que o fato de ser formadores não faz que já sejamos perfeitos, pois estamos todos em busca da santidade e da perfeição cristã.

A Província do Brasil, seguindo as propostas de vários capítulos provinciais e em comunhão com os desejos da Congregação e da Igreja, quer formar bem seus formadores, oferecendo a eles condições para bem desempenhar seus trabalhos, não obstante as dificuldades que, sabemos, não são poucas.

Expomos o perfil do formador: o ideal de formador é aquele que apresenta as características relacionadas a seguir.

3.1.1         Dimensão humana

“Sede meus imitadores, como eu o sou de cristo” (1Cor 11,1).

O perfil humano do formador caracteriza-se pelos seguintes aspectos:

Abertura, atenção, sinceridade, desprendimento, liberdade, equanimidade, alegria, responsabilidade, amabilidade, gentileza, prudência, laboriosidade, firmeza, paciência, humildade, disponibilidade, obediência, austeridade, convicção, motivação, realismo, poder de análise.

Conhecedor de suas limitações, desejosos de superar-se, corrige e aceita correções.

Juízo ponderado e reflexivo (senso comum).

Maturidade afetiva em todas as suas dimensões (motivacional, emocional, sexual).

Integrado à sua própria realidade familiar e conhecedor da realidade situacional do formando (psicológica, familiar, cultural).

Motivador em virtudes humanas nos formandos.

Preocupado com a saúde, sabe descansar e participa da recreação.

 3.1.2         Dimensão espiritual

“Sede santos como é santo vosso Pai” (1 Cor 11,1).

O perfil espiritual do formador é o de uma pessoa que:

Acompanha o formando em seu itinerário espiritual, respeitando o seu desenvolvimento formativo e motivando novas experiências, sendo ele mesmo um sinal de vida religioso – claretiana.

Mestre de oração pessoal e litúrgica além da palavra de Deus na própria história de salvação.

Vivencia e testemunha a vida teologal (fé, esperança, caridade), com experiência de Deus na própria história de salvação.

Tem como centro e cume de sua vida e vivência dos votos, a leitura e a meditação da Palavra.

Possui grande afeição pela vida espiritual – comunitária e sabe deixar em segundo plano em vista do pessoal em vista do espírito comunitário.

Configurado com Cristo missionário. Manifesta disponibilidade, desapego, itinerância e espírito de universalidade.

Apresenta uma experiência madura de Deus e de oração.

“Alegra-se no sofrimento”. Exemplo na ascese cristã a partir do gozo da experiência pascal na humildade, pobreza e obediência.

Fomenta e vive os diversos meios de satisfação espiritual, o recolhimento interior, retiros espirituais.

Vive a espiritualidade cordimariana, tendo Maria como modelo daquela que ouve, guarda e cumpre a Palavra.

Vivencia intensamente a caridade pastoral a partir do Carisma Claretiano em união com o Bispo, o Presbítero e o Povo de Deus.

Fomenta e vive a unidade entre fé e vida.

3.1.3         Dimensão comunitária

“Que todos sejam um como tu e eu somos um, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17,21).

O formador, preocupado com a dimensão comunitária, apresenta-se como:

Animador do espírito e da vida comunitária.

Promotor da comunhão com a Igreja local.

Amigo e companheiro de caminho no processo de formação.

Entusiasta, imparcial, educado, próximo, solitário, preocupado com a justiça, simples, dialogante, fraterno e obediente.

Participa das atividades das atividades comunitárias a partir de sua função de formador: sabe animar, planejar, coordenar, avaliar, delegar responsabilidades e propiciar a revisão de vida.

Homem de equipe, promotor de reunião e integração com a equipe formativa.

3.1.4         Dimensão acadêmica

“Escutai, filhos, a instrução do Pai e dai ouvidos à minha inteligência” (Prov 5,1).

Sabendo que o estudo, junto com a oração, é um dos dois pés do missionário, o formador:

Sabe estimular e integrar a fé nos estudos acadêmicos.

Aprecia, cultiva e propicia a cultura em suas diferentes manifestações, especialmente na nossa.

Elabora uma síntese teológico-pastoral a partir da sagrada escritura, da tradição, do magistério, da filosofia perece, do progresso da ciência e do pensamento humano. Especializado em alguma área do saber, em permanente progresso de atualização e de investigação, aberto a um são pluralismo.

Disposto a colaborar e a participar na formação permanente dos outros membros da Província.

Valoriza e propicia o uso dos MCS e da informática em vista de uma formação integral.

Acompanha e orienta o processo acadêmico, estimulando o estudo e a investigação e integrando-os ao Ministério Pastoral com capacidade pedagógica.

3.1.5         Dimensão pastoral

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10,11).

Tendo Cristo como modelo de pastor, o formador:

Compreende e assume o seminário como a instância concreta na qual vive a caridade pastoral.

Possui e promove entre os formandos uma análise crítica da realidade que, à luz da revelação, lhe permite estabelecer critérios de ação no marco da pastoral e do conjunto.

Assume os desafios de uma evangelização incultural e os desafios congregacionais como compromisso e solidariedade com os pobres e os que sofrem.

Cultiva e promove o espírito missionário próprio da Congregação, aberto à universalidade da Igreja.

Preparado para dar resposta aos problemas próprios da pós-modernidade, dos novos movimentos culturais, das seitas e aberto ao diálogo ecumênico.

Valoriza e favorece a participação dos leigos, ao mesmo tempo em que contribui para sua formação.

Consciente do valor da liturgia faz dela instrumento de evangelização, prepara-a com carinho e vive-a em profundidade.

Procura integrar a sua própria família e a dos formandos na comunidade religiosa e congregacional.

“Um homem que arde em caridade”. Procura cultivar a virtude do zelo apostólico.

Possui sensibilidade e experiência pastoral, identificando-se com a opção e com os sujeitos preferenciais de nossa Missão.

3.1.6         Dimensão claretiana

“Pela prática do amor, crescemos em todos os sentidos, naquele que é a cabeça de Cristo” (ef 4,15).

A dimensão claretiana é o colorido que nos atinge na Igreja, por isso o formador manifesta:

Amor à Congregação e conhecimento de sua história.

Conhecimento e vivência da espiritualidade claretiana.

Valorização positiva da pessoa de Claret.

Amor e entrega filial da vida à Maria, mãe e mestra.

Ardor missionário e experiência pastoral significativa.

3.2     Equipe formativa

Para que a tarefa formativa seja mais completa, convém que exista em nossos centros formativos uma equipe de formadores com capacidades complementares, conscientes de sua Missão. Para isso, os formadores precisam de uma preparação específica que seja verdadeiramente técnica, pedagógica, espiritual, humana, teológica e pastoral, a fim de que possam melhor exercer as suas tarefas.

A comunidade formativa deve se esforçar para alcançar os objetivos do plano de formação, preocupando-se em:

– ser comunidade de vida, âmbito de fraternidade, de oração, de trabalho apostólico e de pertença congregacional;

– criar vínculos que facilitem o amadurecimento afetivo, fomentando relações interpessoais baseadas na Fé e na Caridade, que capacitem para o trabalho em equipe e para a colaboração missionária que o Fundador buscava;

– ajudar a cada um a cumprir a própria responsabilidade mediante o serviço pessoal;

– empregar o diálogo como instância de discernimento e como correspondente do crescimento das pessoas em grupo;

-aceitar a cruz de uma fraternidade que destrói, também, na prova e na tribulação, levando em conta as limitações das pessoas.

Convém estabelecer uma distinção:

– comunidade formativa é a totalidade das pessoas que atuam numa Casa de Formação;

– equipe formativa é o grupo da mesma comunidade sobre o qual incide mais diretamente o trabalho formativo.

Ambas possuem papel preponderante no trabalho formativo e se completam mutuamente.

            A equipe provincial de formação deverá trabalhar em espírito de união e comunhão, devendo sempre respeitar as peculiaridades distintas de cada etapa formativa.

VI – PERFIL DO MISSIONÁRIO CLARETIANO EM FORMAÇÃO

            Nestas linhas, temos resumidamente o perfil do Missionário Claretiano que servirá de referência ao trabalho formativo de todas as etapas. É claro que os traços que compõem a identidade e a vida do Missionário Claretiano são mais amplos e não poderiam ser resumidos em poucas linhas. Todos os traços devem ser levados em conta no trabalho formativo. E são levados. Mas, dependendo da situação que estamos vivendo em nível de Congregação, de organismos e de sociedade, temos que destacar mais um traço do que outro. Esta seleção acontece naturalmente. Aquilo que é mais necessário, pela sua falta, acaba se tornando alvo de nossa atenção. Este é o nosso caso. A seguir, temos, então, estes traços que vamos priorizar em nossa formação:

            1. Dimensão Humana: é importante que o Missionário Claretiano esteja preparado para analisar com um senso crítico a realidade atual, que é de crise de valores e de sentido, e saiba oferecer uma resposta aos desafios à luz da fé, que seja equilibrado na sua afetividade e sexualidade a partir da sua opção vocacional e que possa estabelecer relações maduras com as pessoas da comunidade e do trabalho missionário. Como o ser humano vai se construindo gradualmente e a situação nos apresentando novos desafios, o Missionário Claretiano não pode descuidar de sua formação permanente.

            2. Dimensão Espiritual: é fundamental que o Missionário Claretiano tenha uma intimidade filial com Deus, um apreço e uma devoção a Jesus presente na Eucaristia, uma docilidade à ação do Espírito Santo e uma filial relação com o Imaculado Coração de Maria, que se inspire na escuta da Palavra, na sua prática e no seu anúncio. E que este itinerário espiritual seja fonte de sentido e de valor para a vida. Enfim, que toda esta espiritualidade desemboque numa disponibilidade missionária.

            3. Dimensão Comunitária: é necessário que o Missionário Claretiano seja acolhedor, alegre, aberto às diferenças culturais (interculturalidade), com capacidade para trabalhar em equipe e um forte sentido de pertença à Congregação, cultivando sempre a sua identidade claretiana em sintonia com suas raízes familiares.

            4. Estilo de Vida: é indispensável que o missionário claretiano, em sua vida, dê uma atenção toda especial à pobreza, à austeridade e à simplicidade, à castidade, à obediência, tendo, assim, uma coerência de vida que seja testemunho de fé aos demais.

            5. Dimensão Apostólica: é urgente que o missionário claretiano tenha uma sensibilidade à realidade de sofrimento de nosso povo, uma atenção aos sinais dos tempos, que levem a uma solidariedade comprometida em ajudar este mesmo povo a ter uma vida mais digna, uma vida que vale a pena ser vivida pelo anúncio do evangelho da vida em missão partilhada com outros membros da Igreja. 

 

PARTE II

JULGAR A REALIDADE

          Na parte anterior, já emitimos uma avaliação sobre a realidade brasileira e a congregacional no campo formativo, numa perspectiva mais humana, quando falamos da “crise ética” que tem subjacente uma “crise de sentido” e das consequências que estas ocasionam para as pessoas seja individual ou coletivamente. Junto a esta análise, demos o nosso parecer de que a vida humana assim como está fica inviável. Por isso, é necessário buscar alternativas que, na nossa compreensão, passam pela abertura a Deus, ao próximo, inclusive, ao meio ambiente, e, nesta abertura ao grande Outro e ao outro, voltar-se a si mesmo e reconstruir a sua vida a partir deste horizonte.

I –     ELEMENTOS ESSENCIAIS

             Agora, consideramos necessário iluminar esta análise e primeira avaliação com a Palavra de Deus, o Ensinamento da Igreja e os Documentos Congregacionais que se inserem neste conjunto:           

1.1 Palavra de Deus

            O “seguimento de Jesus” constitui-se como uma chave de sentido para a vida humana. Prova disso é que os primeiros discípulos chamados por Ele deixaram os seus compromissos anteriores, como a família, o trabalho, a própria vida, para viver totalmente voltados ao seguimento de Jesus como sentido central de suas vidas (Mc 1,16-20). A família, o trabalho, a própria vida absorvem normalmente todas as atenções, energias, esforços da vida de alguém. Os discípulos de Jesus foram capazes de abrir mão destas realidades, porque, com certeza, encontraram uma realidade maior e mais fascinante que é a pessoa de Jesus com seu estilo de vida e sua proposta de seguimento. Do contrário, não teriam dado este passo. Jesus e sua missão de anúncio do Reino são a “Pérola Preciosa” pela qual vale a pena deixar tudo para tê-la consigo (Mt 13, 44-46). Jesus fala que “… quem perder a sua vida por causa de mim salvá-la-á…” (Mc 8,35). Esta perda inicial possibilita encontrar Tudo em Jesus, com o seu amor de eleição e chamado para uma Missão, que supera os anseios do coração. Neste encontro alegre com Jesus, a pessoa preenchida no seu coração vai comunicar que encontrou o sentido de sua vida a outras pessoas para que possam fazer a mesma experiência (Jo1, 40-51). Neste engajamento comum da experiência de seguimento de Jesus, os discípulos são convidados a colaborar com Ele na Missão (Lc 10,1). Eles foram, fizeram tudo e voltaram cheios de alegria (Lc 10,17). A alegria está presente do começo ao fim neste encontro com Jesus. O que significa que o seguimento de Jesus é o sentido da vida humana.

 1.2 Ensinamento da Igreja

            O Papa Bento XVI, na introdução de sua Carta Encíclica “Deus Caritas est”, começa citando o trecho da Carta de S. João “Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4,16). Continua, dizendo que o centro da fé cristã está nestas palavras, porque exprimem a imagem cristã de Deus, a imagem do homem e seu caminho (cf. Bento XVI. Deus Caritas est., n.o 1).

            Na base desta experiência está o encontro com a Pessoa de Jesus. Diz ele: “No início do ser cristão não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, assim, o rumo decisivo” (cf. Ibid., n.o 1). Em seguida, cita o Evangelho de S. João: “Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho único para que todo que n’Ele crer… tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

            Portanto, o sentido da vida é um dom de amor por parte de Deus que nos permite encontrar o seu Filho Jesus, que nos abre um novo horizonte de vida que se torna o rumo decisivo. Este sentido é o próprio Jesus que nos revela o amor de Deus e nos atrai a este amor nos convidando a vivê-lo também com os outros.

            No Documento de Aparecida, na segunda parte, Jesus aparece como Aquele que dá sentido à vida humana, respondendo a todos os anseios e necessidades do coração humano. Diz o Texto: “Diante de uma vida sem sentido, Jesus nos revela a vida íntima de Deus em seu mistério mais elevado, a comunhão trinitária… Diante da idolatria dos bens terrenos, Jesus apresenta a vida em Deus como valor supremo “…De que vale o homem ganhar o mundo e perder a sua vida” (Mc 8,36)… Diante do subjetivismo hedonista, Jesus propõe entregar a vida para ganhá-la, porque “quem aprecia sua vida terrena, a perderá” (Jo 12,25)… Diante da exclusão, Jesus defende o direito dos fracos e a vida digna de todo ser humano… Diante da natureza ameaçada, Jesus, que conhecia o cuidado do Pai pelas criaturas que Ele alimenta e embeleza (cf. Lc 12,28), convoca a cuidar da terra para que ela ofereça abrigo e sustento a todos os homens (cf. Gn 1,29; 2,15)”.

            Este texto nos deixa claro que o ensinamento da Igreja mostra o valor da vida humana a tal ponto de as pessoas serem convidadas por Jesus a compartilhar da comunhão trinitária, e comprometerem-se também em amar, cuidar e promover esta vida principalmente nas pessoas mais necessitadas e na natureza. Jesus, com sua vida e mensagem, é, por conseguinte, a resposta de sentido para a pessoa humana.

1.3 Documentos Congregacionais

            O documento do último Capítulo Geral, “Homens que ardem em caridade”, no tocante à vocação, apresenta em linhas gerais que somos chamados a viver de forma entusiasta a vocação missionária claretiana, como homens atentos à realidade, vigilantes aos apelos de Deus, respondendo com a própria vida aos anseios e às necessidades do mundo atual.

            Na atualidade, vivemos o tempo do Logos, ou seja, no tempo da palavra, da verbalização, em que a comunicação é a principal maneira de se colocar no mundo. Desde toda existência, o ser humano procurou comunicar-se e, para isso, criou vários mecanismos para fazer-se compreender, até que alcançou a língua falada, a escrita, a palavra e, na atualidade, a rede no ciberespaço.

            Como vemos, a comunicação humana ganhou asas e evoluiu, hoje vivemos numa sociedade da comunicação e do conhecimento. Tudo comunica tudo, e todos querem se comunicar. Isto afeta profundamente nossa forma de ser. Vivemos em uma rede impressionante de relações. As novas tecnologias, nascidas da capacidade criadora do ser humano, transformam também a nós e o nosso modo de agir enquanto Servidores da Palavra, sem nos perder no espaço cibernético, mas integrando tais possibilidades na nossa prática missionária. Entretanto, torna-se desafiador integrar tanta complexidade na unidade da pessoa. Por isso nós, Missionários Claretianos, servidores da Palavra, sentimos certa fragmentação não existida em outros tempos vividos pela Congregação, porém esta é a nossa realidade que deverá ser vivida a partir de uma espiritualidade integradora que nos leve a avançar sem nos perdermos; mas, ao contrário, uma espiritualidade integradora, libertadora e atual que nos leve a uma abertura para os novos tempos, a fim de que possamos compreender o novo à luz da fé e aproveitar desse novo que eclode ante nossos olhos, para, com a criatividade que brota do Espírito, podermos desenvolver nossa Missão em favor da humanidade do modo mais urgente, oportuno e eficaz.

            O Missionário Claretiano tem em sua raiz carismática o anúncio do Evangelho por todos os meios possíveis, por isso somos “chamados a ser ouvintes e servidores da Palavra, e a estar consciente de que a vida no Espírito deve ocupar o primeiro lugar em nosso projeto de vida (cf. VC 93). Na busca pela fidelidade carismática que acontece a partir da entrega à vida no Espírito, procuramos ser no mundo e na Igreja aquilo para o qual fomos criados: missionários ao estilo dos Apóstolos, para isso permanecemos vigilantes no cultivo da nossa vocação missionária, intensificando a fidelidade às raízes evangélicas e carismáticas expressas nas constituições, mas, sobretudo, atentos em cultivar “a virtude que mais necessita um missionário apostólico, o amor” (Aut 438).

            Para nós, Missionários Claretianos, o mundo hodierno desafia-nos a assumir os apelos de Deus na nossa vocação-missão como ‘homens que ardem em caridade’, uma vez que nossa identidade carismática nos faz perceber a tensão entre luzes e sombras existente em nosso mundo.”(HAC 1). Este embate com uma realidade nos convoca a abrirmo-nos à razão emocional, comunicativa, estética e simbólica, preferindo uma aproximação mais modesta e complexiva da realidade. Por isso é essencial para nossa Missão evangelizadora estarmos mais abertos ao pluralismo de valores, adotarmos uma “ética para o caminho”, contextualizada em cada momento, fazermos um uso humilde e maleável do pensamento para que, num discernimento à luz do Espírito, sejamos capazes de superar toda ambiguidade e de abrirmo-nos ao presente, e consequentemente ao futuro, com sentido e força criadora e fecunda de homens férteis que sabem amar. Assim, acreditamos que as dificuldades não nos detêm, elas tornam-se motivos que nos impulsionam a um maior dinamismo missionário e à busca de alternativas que preservem a integridade da criação.

            No referente às vocações, o Capítulo apresenta uma certa preocupação com a realidade vocacional em todo o mundo. Algumas regiões que se destacavam pela fecundidade de vocações hoje trabalha com um número bastante reduzido. Contudo, a Congregação segue com os trabalhos apostólicos, e as frentes missionárias devem ser uma fonte de atração de pessoas que desejam seguir o nosso estilo de vida.

            O Capítulo enfatiza que a formação está centrada em promover a transformação da pessoa inteira dos formandos mediante a internalização dos valores vocacionais claretianos através do adequado acompanhamento, que visa à segurança na comunicação da mensagem evangélica; observância na formação intelectual; uma transformação espiritual que consiga identificar o Cristo como realidade experiencial; capacitação para a vida comunitária e trabalho em equipe e abertura para a Missão.

            Para nós Claretianos, a formação é contemplada de forma contínua e engloba uma renovação que abrange todos os aspectos da pessoa do Claretiano e da Congregação em seu conjunto. É um caminho que se inicia a partir da formação inicial, durante toda a vida missionária:

  • Aberto. Dura toda a vida. A formação contínua não tem ponto final: para serem ministros idôneos da Palavra, precisamos estar em processo permanente de formação. Próprio do discípulo é estar sempre à escuta, aberto às surpresas da Palavra e do Espírito.
  • Global. Abrange toda a Pessoa e todas as dimensões da personalidade: física, psíquica, espiritual, intelectual e apostólico-ministerial.
  • Multiplicador. Afeta também a renovação das comunidades, da Missão e das estruturas comunitárias e apostólicas.

            Diante destes indicadores e dos apelos em nome de Deus, pela vida, buscamos traçar o perfil do Missionário Claretiano, que é o seguimento de Jesus Cristo, missionário, o enviado do Pai, a estilo dos Apóstolos.

Para tal, a formação deverá compreender que cada vocação que bate à nossa porta parte do pressuposto do chamado pessoal e, portanto, individual: “vem e segue-me”, como foram convocados os Apóstolos a quem Jesus chamou pessoalmente, e cada um veio com sua história, com sua vida, com seu modo próprio de ser e de viver. Eram homens que buscavam um sentido para suas vidas, viviam à espera do Reino de Deus, desejosos de conhecer o Messias. Assim vivem os nossos jovens hoje na busca sedenta por razões que os preencham. O desafio está em apresentar aos vocacionados e formandos a pessoa de Jesus Cristo, para que cada um possa dar início a uma verdadeira aventura de amor, que começa a partir do conhecimento do Mestre. Para esta transmissão, os formadores precisam estar centrados na própria Configuração com Cristo, a fim de que não anunciem uma ideia vazia, sem testemunho nem consonância entre fé e vida, mas que possam testemunhar uma pessoa, Jesus cristo, a partir da experiência pessoal.

            É preciso, pois, partir do pressuposto de que o chamado é um dom de Deus, e, portanto, iniciativa d’Ele, a convocação para segui-lo não tem acepção de pessoas nem a observação de méritos pessoais – Ele chama a quem quer, independentemente de raça, cultura e classe social.

            Se o nosso seguimento de Cristo é, ao exemplo dos Apóstolos, cada um destes que Jesus chamou para junto de si, possuía um modo próprio, uma identidade. Jesus não os colocou em formas definidas, mas procurou insistentemente incutir em suas vidas um novo estilo de viver, transmitindo-lhes seus valores, para que cada um dos Apóstolos, a partir de sua pessoalidade, pudessem configurar-se com Ele.

            A formação contínua não é apenas para nós. A necessidade de prestar atenção aos sinais do nosso tempo e de nos adaptarmos às novas situações é para enfrentarmos, como missionários, as urgências sempre novas da evangelização. Devemos acompanhar a marcha da história, porque nela Jesus continua chamando, pois Ele é nosso contemporâneo, e não nos fala do passado, mas do presente, do hoje, da nova realidade, e nos oferece a si mesmo para que O compreendamos no caminho da vida e nos preparemos para a paz

            Todos os Claretianos, e também as vocações que nos chegam, somos chamados a viver uma espiritualidade solidamente enraizada que assimile as mudanças e a evolução do mundo e da Igreja, com permanente docilidade ao Espírito. Isso nos permite pensar numa formação personalizada que ofereça aos jovens todo o tempo necessário para crescer e chegar à maturidade, segundo o ritmo deles; nem sempre há correspondência e coerência entre as etapas canônicas e as etapas da maturidade e da decisão pessoal. À ordenação presbiteral e à profissão perpétua nem sempre corresponde a escolha pessoal, convicta e madura; precisa-se, pois, de formadores capazes de uma formação personalizada, e isso parece ser o mais grave, pois o formador, mais que o formando, é alguém já enviado, que já teve uma experiência de configuração, e, portanto, deveria ser um profundo conhecedor de Jesus, para que no exercício da sua missão pudesse reproduzir na sua função os mesmos gestos daquele o chamou.

            Portanto, cabe-nos, enquanto pescadores de homens, procurar conhecer profunda e vivencialmente a situação humana e religiosa do povo que pretendemos evangelizar. A nova realidade do mundo, da Igreja e da Congregação converte-se numa interpelação do Espírito que nos compele a apoiar, na perspectiva do nosso Carisma de servidores da Palavra e das opções da Missão, a convocação para uma evangelização missionária.

PARTE III

 AGIR FORMATIVO

            Nesta terceira parte do Documento, queremos responder aos desafios do nosso contexto atual, buscando evidenciar o caminho que desejamos percorrer no processo formativo claretiano para o Brasil.

I –     CARISMA CLARETIANO: ITINERÁRIO FORMATIVO

  1.1 Objetivo fundamental da formação

            Temos como objetivo fundamental:

 “promover nosso seguimento na união e Configuração com Cristo, segundo o Carisma Claretiano na Igreja, mediante um processo personalizador, em cada situação concreta e aberto à universalidade” (PGF 12), ao estilo dos Apóstolos, como servidores da Palavra.

            Para que este objetivo se concretize, é sumamente importante a referência explícita do nosso Carisma Claretiano, que apresentaremos nos tópicos a seguir.

1.1.1 Marco referencial antropológico

“Nossa formação se inspira na pedagogia que Deus usa com seu povo, no itinerário que Jesus recorre com seus discípulos e na ação do Espírito Santo na Igreja e no mundo. Ela se baseia numa visão cristã do homem, entendido como ser criado à imagem e semelhança de Deus, ferido pelo pecado e renovado pela graça, chamado à comunhão e à fraternidade universal, inserido na história e na sociedade, agraciado com uma vocação particular, que vai se desabrochando progressivamente em resposta consciente e livre às aspirações do Espírito” (PGE 29).

Assim, o processo pedagógico é a forma como queremos que conste o conteúdo do Plano de Formação. Refere-se à disposição do conteúdo, mas que traduz uma prática formativa e, ao mesmo tempo, é reflexo desta.

No processo pedagógico, é importante termos em mente aquele que é o modelo do pedagogo: Jesus Cristo, que reúne os seus discípulos para estar com ele (Mt 1,7-20) e com eles, também, sua vida de intimidade.

A meta deste Plano é a Configuração com Cristo e em Claret do modelo de seguimento. Entendemos por formação o processo orgânico gradual e progressivo no qual estimulamos o jovem vocacionado a que desenvolva em si os valores ou dons potenciais que se carregam internamente.

O seminário ou casa de acolhimento são lugares privilegiados onde deve acontecer o processo educativo e formativo: é uma comunidade estrutural para facilitar a experiência de uma profunda amizade e caridade de modo que possa ser considerada uma verdadeira família para a Missão.

Ademais, o seminário é uma comunidade de discípulos do Senhor, que celebra a liturgia, que vive a caridade fraterna e testemunha o Espírito de Cristo e o amor à Igreja (PDV 60). No seminário, vive-se o acompanhamento vocacional, o discernimento, a ajuda para a perseverança, a preparação para o Ministério da Palavra e a disponibilidade para a Missão.

Elementos pedagógicos

Os elementos que consideramos importantes e que merecem destaque são:

O processo de ser personalizado (cf. PGF 31-32), isto é, que considere a história de cada formando, ao mesmo tempo que o leva a tomar consciência e assumir a sua história. Para nós Claretianos, a personalização acontece em comunidade. Viver em comunhão é próprio de cristão. A formação se enriquece com o viver em comunidade. Essa foi a pedagogia divina.

É preciso, pois, insistir na consciência e na responsabilidade pessoal na internalização dos valores e no sentido de pertença à Família Claretiana. A formação deve levar o formador a se sentir protagonista da própria formação, desenvolvendo os dons recebidos para chegar a viver a plenitude pessoal.

O processo formativo abrange a totalidade da pessoa, por isso dizemos que é integral e integrado (cf. PGF-33). Comporta um desenvolvimento harmônico e equilibrado de todos os aspectos da personalidade: físico, psíquico, intelectual, afetivo e social. Em todo o processo, o Cristo é o centro; Ele possibilita a integração de todas as dimensões. É necessário, da parte da pessoa, a abertura à “complementariedade” que nos vem do outro.

A formação é lenta, progressiva e paulatina e o processo formativo gradual, progressivo e articulado (cf. PGF 34-35). Cada etapa formativa tem sua dinâmica própria, assim como o formando tem seu ritmo próprio de crescimento. Acreditamos, pois, que nem o excesso de rigor, nem o relativismo são caminhos adequados à formação.

A formação possui uma base que é comum a todas as etapas. A diferenciação está em vista à condição laica, diaconal ou presbiteriana. Considerando, também, os traços da personalidade e a idade de cada um, afirmamos então que o processo formativo é diferenciado (cf. PGF 36).

Todo o missionário deve ter consciência de que sua opção brota de um discernimento pessoal, totalmente, livre e equilibrado; por isso, o processo formativo deve ser libertador e profético (cf. PGF 37-39), de modo que nos ajude a ser cada vez mais livre e nos prepare para a missão libertadora e profética, própria de nosso Carisma, segundo os exemplos de Claret e dos mártires.

A condição para se abrir a novas culturas é o conhecimento profundo da própria cultura. Por isso, o processo formativo deve ser inculturado e universal (cf. PGF 40-41). Para tanto, a formação deve ser inserida na história, sensível às necessidades e clamores do homem de hoje, que busca em Cristo uma nova sociedade. Diante do panorama de pobreza e opressão, a formação assume a opção de vida em que transpareça um novo etilo de vida, no qual transpareça de modo mais claro a presença do Reino. A vocação claretiana comporta em si um apelo à universidade. Enraizada no conhecimento da cultura e da origem, a formação abre caminhos e perspectivas para uma inserção nas culturas dos mais diversos povos.

1.1.2 Marco referencial formativo

Somos seguidores de Cristo ao estilo dos Apóstolos

Jesus Cristo apresenta-se para nós como o Filho e o Enviado do Pai para anunciar a Boa Nova do Reino a todos os povos e, como os Apóstolos, através da vivência e do anúncio da Palavra, na pobreza, na castidade e na obediência, na oração e na solidariedade com as pessoas. Para tanto, temos Claret como modelo de nosso seguimento.

Formados pelo Espírito Santo na Frágua do Coração de Maria

O mesmo Espírito que ungiu a Jesus impulsiona os Apóstolos a testemunhar a sua ressurreição por todo o mundo de modo que todos se tornem filhos de Deus. E este mesmo Espírito, que nos faz chamar a Deus de Pai, é que nos convoca, enquanto Congregação, a continuar a missão dos Apóstolos, concedendo-nos os dons diversos para a nossa Missão a partir da comunidade, da alegria e com zelo missionário.

Em comunidade missionária

Vivemos a nossa vocação em comunidade missionária, enriquecida com uma diversidade de carismas e ministérios, pois formamos uma Congregação de presbíteros, diáconos, irmãos e estudantes, que têm por objetivo comum a Missão.

Chamados a evangelizar desde o Ministério da Palavra

A nossa vocação especial no meio do povo de Deus é o serviço da Palavra, pelo qual anunciamos aos homens o mistério íntegro de Cristo. Somos comunidade convocada pelo Espírito para o anúncio missionário da Palavra. Em nosso Carisma, é tão essencial a Palavra de Deus para a comunidade, como a comunidade para a Palavra. Maria, com sua escuta, cumprimento e anúncio da Palavra, constitui-se para nós modelo que deve nortear a formação (cf. PGF 25-26).

Na missão universal da Igreja

Participamos da missão, confiada por Cristo à sua Igreja, de anunciar a Boa Nova a toda criatura. Por isso, procuramos realizar esta missão através da formação e da consolidação de comunidade de fiéis, onde é mais urgente, oportuno e eficaz, sem nos prender à nossa pátria, dóceis ao Espírito Santo e obedientes à Missão (cf. PGF 27).

Segundo nossas exigências, opções e sujeitos preferenciais

            Conforme as nossas exigências de nossa Missão para o nosso tempo, optamos por uma evangelização missionária, inculturada, profética e libertadora, desde a perspectiva dos pobres e necessitados multiplicadora de líderes evangelizadores.

Os sujeitos preferenciais são: o mundo não cristão, o grupo dos descristianizados, os pobres, os novos evangelizadores, os jovens e a família (cf. PGF 28).

Resumindo o nosso Carisma: somos seguidores de Jesus Cristo, ao estilo dos Apóstolos, formados pelo Espírito na Frágua do Coração de Maria, em comunidade missionária, convocada a evangelizar desde o mistério da palavra, na missão universal da Igreja, segundo nossas exigências, opções de sujeitos preferenciais.  

1.1.3 O processo de Configuração com Cristo

Como já foi dito anteriormente, “o objetivo fundamental de nossa formação, a união e Configuração com Cristo segundo o Carisma Claretiano, é um processo que nos impulsiona a contemplar assiduamente a Cristo e a imitá-Lo, peneirados de que seja Cristo quem realmente viva em nós…” (PGF 50).

Este processo de configuração começa e se concretiza nos seguintes aspectos:

– A experiência vocacional como ponto de partida: “a experiência de sentir-nos abençoados por Deus, de ser olhados e queridos pessoalmente por Deus e de ser ungidos pelo Espírito é a que nos impulsiona como o nosso fundador, a estar nas coisas do Pai, a buscar sempre sua glória e a sentir-nos impelidos pelo amor de Cristo para anunciar a Boa Nova aos pobres” (cf. PGF 51-53);

– A comunidade como expressão da convocação missionária: “fomos chamados pessoalmente por Jesus para viver em comunhão com ele e com os demais convocados, para partilhar seu estilo de vida e seu destino, para ser sinal da comunhão inaugurada por ele” (cf. PGF51-53);

– A Missão como chave formativa: “dado que formamos na Igreja um Instituto verdadeiro e plenamente apostólico, a Missão, entendida como serviço missionário da palavra, deve estar presente em todo o processo formativo. Esta afeta a pessoa inteira no mais íntimo. Implicada um modo de ser, de atuar e de significar em relação com Deus, com a própria comunidade e com as pessoas às quais somos enviados” (cf. PGF 59-79);

– Os votos religiosos: “nossa existência missionária com Cristo missionário se expressa também por meio de outras virtudes apostólicas segundo nosso carisma próprio na Igreja. Dentre as mais necessárias para o missionário, prestamos uma atenção especial às que viveu o fundador e aos que propõem as Constituições”: caridade apostólica, humildade, mansidão e mortificação (cf. PGF 77).

1.1.4 Os agentes e modelos inspiradores

Agente formativo

“Por agente formativo se entende a pessoa ou conjunto de pessoas que intervém no processo formativo oferecendo e pondo em prática os dinamismos no meio que ajudam a concretizar os objetivos da formação. O agente, em sua tarefa formadora, toma, cria e oferece os meios com uma intenção formativa, organizando-os e concatenando-os para alcançar os objetivos previstos” (cf. PGF 90).

O Plano Geral de Formação propõe-nos estes agentes:

-o Espírito Santo, que nos unge para a Missão (cf. PGF 93-97);

-Maria, formadora dos missionários na Frágua de seu Coração (cf. PGF 98-101);

-o formando, protagonista de seu processo (cf. PGF102-106);

-os formadores e suas Equipes Formativas (cf. PGF 107-114);

– professores, diretores espirituais, confessores, assessores pastorais (cf. PGF 115-116).

Modelos inspiradores

“Por modelos inspiradores” entende-se a pessoa que se converte em mediação autêntica e vivente dos valores que quer transmitir através de outros dinamismos e meios. A força formativa do modelo não só resiste à eficácia que a autenticidade da vida em si mesma, mas também mostra, de uma maneira tangível e atrativa, que os valores que se oferecem na formação podem, realmente, ser alcançados” (cf. PGF 91).

O Plano de Formação propõe-nos os seguintes modelos:

– Jesus Cristo, Maria, Profetas, Apóstolos, Santos e Santas com carisma           apostólico. Missionários de ontem e hoje, Mártires.

– O Fundador: Claret como modelo carismático; a Autobiografia como itinerário claretiano; a Frágua como proposta pedagógica; os santos modelos.

– A Congregação: o sentido exemplar de sua história e

– As Constituições: projeto de vida missionária da Congregação.

1.1.5 Fatores formativos

“Por fatores formativos entendemos aquelas realidades (pessoas e ambientes) que incidem na estruturação e amadurecimento pessoal e no processo formativo. Podem ser internos ou externos à pessoa e estão relacionados entre si. Em princípios, não são pedagogicamente intencionais, nem por parte do formador nem do formando. Alguns são herdados e outros são espaços naturais ou sociais recebidos sem nenhum projeto ou proposta pedagógica especial” (PGF 145).

Os fatores são pessoais (físicos, psicológicos e da condição juvenil) e ambientais (família, espaço físico, sociedade, cultura, comunidade eclesial, comunidade congregacional, comunidade provincial) (cf. PGF 147-174).

O Plano Geral de Formação fala, também, dos lugares (social, cultural e da Casa de Formação) (cf. PGF175-180).

1.1.6 Dinamismo e meios

“Por dinamismo e meios entendemos as realidades (situações, atividades, instrumentos) que se apresentam com uma intencionalidade formativa. Denomina-se dinamismo pela energia que possui para estimular o processo formativo. Chamam-se meios enquanto constituem caminhos de comunicação dos valores que se deseja transmitir…” (PGF 181).

O Plano Geral de Formação apresenta os dinamismos e meios fundamentais, outros mais específicos aparecerão nas diversas etapas formativas. São eles:

O acompanhamento vocacional

– Contempla-se a vocação como um processo no qual o Espírito de Jesus tem um papel de protagonista como iluminador e condutor da obra, secundada livremente e em comunidade pelo formando;

– O acompanhamento pessoal é toda a ajuda que ilumina, sustenta e guia o Claretiano em seu empenho para discernir a vontade de Deus, para alcançar a plenitude da vida missionária;

– A direção espiritual, como discernimento dialogal, é recomendada a todos; a Congregação delega de uma maneira especial para este delicado trabalho o mestre de noviços e o prefeito de estudantes, mas para salvar a liberdade do formando pode ser outro sacerdote, se possível, Claretiano.

A Palavra e os Sacramentos

– A Palavra: a experiência bíblica de Claret é uma das heranças mais apreciadas da Congregação; por isso, o PGF insiste na formação bíblica adequada para todos os Claretianos, como caminho de aproximação a Jesus Cristo e como adequação progressiva ao ministério, entendido como “Serviço da Palavra”.

– A Eucaristia: é vista com suas notas características de sacrifício e presença; como centro da liturgia e do culto, mas também com traços de uma força transformadora e missionária (é memória profética que urge a luta pelo Reino de Deus e dá a energia para sermos artífices da justiça).

– A Reconciliação: restaura, vigoriza, renova a opção por Cristo, a comunhão com a Igreja e com toda criação, compromete-nos com a mudança desde nossa realidade mais profunda, recorda a atitude de contínua conversão e purifica nossas motivações em ser “Servidores da Palavra”.

A oração e o estudo

O Plano Geral de Formação apresenta a oração como a base da Vida Religiosa e a expressão da fé e abertura a Deus. Claret apresentava, por sua parte, a meditação como o meio mais adequado para a Configuração com Cristo. Nossa oração é a fonte da eficácia apostólica, já que, como oração missionária, nos faz assumir, de modo contínuo, a Missão. Pede-se, inclusive, que se aprendam técnicas e recursos que ajudem na experiência de oração.

Para obter a idoneidade de Ministro da Palavra, com assiduidade, com a partilha da fé e da Palavra, o missionário deve cultivar as ciências humanas e divinas, empenhando-se em conseguir o grau de perfeição que normalmente se exige de todo homem culto.

A vida comunitária e as experiências apostólicas

O PGF mostra-nos que a vida comunitária, com um estilo familiar, com responsabilidade, com a partilha da fé e da Palavra, com o trabalho em equipe, é a primeira e mais eloquente forma de evangelizar. Claret fundou a Congregação motivada pela Missão de dedicar-se ao Ministério da Palavra. Viveu, sempre que possível, em comunidade com seus missionários, como exigência de sua Configuração com Jesus.

Somos formados para a missão na Missão. O PGF, nesse sentido, aconselha a prática apostólica gradual, respeitando o amadurecimento de cada um, para que cada formando se sinta ungido pela caridade de Cristo e coloque em prática a Missão Claretiana num serviço pastoral progressivo. Além disso, toda ação pastoral deve ser iluminada pela Teologia pastoral e por outros estudos.

OBJETIVOS E CONTEÚDOS DAS ETAPAS FORMATIVAS

1.aFASE: CRESCER

Inspiração Bíblica: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Mt 16, 26)

ETAPAS: Seminário Menor 

Propedêutico 

Casa de Acolhida Vocacional (Vocações Adultas) 

Filosofado: Aspirantado I e II / Pré-Noviciado

SEMINÁRIO MENOR

OBJETIVO GERAL: esta etapa tem como objetivo dar continuidade ao processo iniciado na Pastoral Vocacional e, ao mesmo tempo, aprofundar alguns aspectos da formação Humana, Cristã, Claretiana, bem como o processo de discernimento e opção vocacional, tendo como ideal a Configuração com Cristo missionário, ao estilo dos Apóstolos.

PRIMEIRO ANO

I – DIMENSÃO HUMANA

 Objetivos Específicos:

  • Ajudar o formando Claretiano a descobrir-se como pessoa e levá-lo a assumir os valores humanos, através do desenvolvimento físico, psíquico, intelectual, moral e social, dentro de uma comunidade acolhedora onde se viva intensa e fraternalmente a vida familiar.
  • Proporcionar ao formando Claretiano a possibilidade de entrar em contato com alguns instrumentos psicopedagógicos que o auxiliem num processo de autoconhecimento e cultivo de sua história pessoal.
  • Favorecer a conscientização do que pode ajudar e do que pode atrapalhar na interação com “o outro”, a partir das noções de higiene pessoal e boas maneiras. Através do estudo das psicologias das fases da vida (Erikson), fomentar no grupo a mútua compreensão e o clima de aceitação para favorecer o crescimento individual e comunitário.

Meios: Encontros formativos:

I – Projeto Pessoal de Crescimento

            1.1 – O que é?

            1.2 – Como elaborar um PPC?

            1.3 – Como revisar o PPC?

            MARTINEZ, Mariano. Projetos pessoais e comunitários na vida religiosa.             São Paulo: Paulus.

II – Noções de Higiene         

            2.1 – Higiene corporal

            COBRA, Rubem Q. – Higiene pessoal. Disponível em: www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2001.

            2.2 – Higiene bucal

            Disponível em: http://www.saudevidaonline.com.br/odontonline, INTERNET, Acesso em: 20 mar. 2005.

            2.3 – Higiene ambiental

            COBRA, Rubem Q. – Higiene: o ambiente. Disponível em: www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2001.

III – Relacionamento interpessoal

            3.1- Boas maneiras à mesa

            COBRA, Rubem Q. – Boas-maneiras à mesa. Disponível em: www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2001.

            3.2- Boas maneiras na conversação

                        3.2.1. Como atender à portaria

                        3.2.2. Como acolher os visitantes

                        COBRA, Rubem Q. – Conversação. Disponível em: www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2003.

                        3.2.3. Como atender ao telefone

OBS.: Texto livremente adaptado. Disponível em: http://www.fundap.org.br/normas_procedimentos.htm

            3.3 – Uso correto dos pronomes

            COBRA, Rubem Q. – Pronomes de tratamento. Disponível em: www.cobra.pages.nom.br, INTERNET, Brasília, 2002.

IV – Autobiografia

            4.1 – Como elaborar a autobiografia?

            BALDISSERA, Deolino. Sou o que faço de minha história. São Paulo: Paulinas.

            MOURÃO, Maria Silva. Como formar para o novo estilo de Vida Religiosa. In:     Diálogo Comunitário: fichas para reflexão comunitária sob o ponto de vista            psicológico. CRB.

V – Psicologia das fases da vida, segundo Eric H. Erikson

MOLIN, Nico Dal. Itinerário para o amor: amadurecimento afetivo. São Paulo: Paulinas, 1996. p. 52-60

RAVAGLIONI, Alessandro M. Psicologia. São Paulo: Paulinas, 1998. p. 187-192

VI – Estudo de língua portuguesa: gramática e interpretação de textos

Outras Atividades:

– Curso de informática: Módulo Básico – Windows, Word, Excel, Powerpoint e Internet Explorer

– Educação musical

– Práticas esportivas

– Acompanhamento pessoal

– Aulas de reforço escolar

– Técnicas de Comunicação e Treinamento de leitura 

II – DIMENSÃO CRISTÃ

 Objetivos Específicos:

  • Proporcionar ao formando o cultivo e a vivência do dom da fé recebido no Batismo e uma formação cristã integral que o disponha a compreender e responder à vocação divina.
  • Introduzir o formando em uma vivência cristã mais profunda através do estudo da Palavra de Deus e da Leitura Orante da Bíblia.
  • Descobrir a Primeira Pessoa da Santíssima Trindade (Deus Pai) como Verdade e Amor, para que o formando aprenda a relacionar-se com Ele em uma atitude filial.
  • Aprofundar com o formando Claretiano o conhecimento da Liturgia, oferecendo a ele oportunidades de expressar e compartilhar sua fé: em comunidade, na oração, na vida Sacramental e Eclesial.

 Meios:

Encontros Formativos:

I – Iniciação ao Ministério da Palavra

            PREF. GERAL DE FORMAÇÃO. Iniciação ao ministério da Palavra. Roma:      Liberit, 1997. p. 01-45

II – O Pai

            2.1 – Revela seu nome

2.2  – Deus “Aquele que é” Verdade e Amor

2.3  – O Todo-Poderoso

2.4  – O Criador

            CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999. Números –    198-227 / 268-314

III – Introdução à Bíblia

            3.1 – Noções gerais

            CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999. Números –    101-133

            3.2 – O Pentateuco

            CRB. A formação do Povo de Deus. Coleção – Tua Palavra é vida, nº 2.

            São Paulo: Loyola, 1990.

IV – Espiritualidade e Oração

            4.1 – Lectio Divina

            PUBLICAÇÕES CRB. A leitura orante da Bíblia. Coleção – Tua Palavra é vida,   nº 1. São Paulo: Loyola, 1990.

            PREF. GERAL DE FORMAÇÃO. Iniciação ao ministério da Palavra.      Apêndice 05 – Métodos para ler e orar a Sagrada Escritura. Roma: Liberit,         1997. p. 113-124.

V – Introdução à Liturgia

            5.1 – A missa parte por parte

            5.2 – Os objetos litúrgicos

            5.3 – Os livros litúrgicos da Igreja

            CNBB, Documentos da Animação da vida litúrgica no Brasil – Doc. nº 43. São     Paulo: Paulinas, 1989.

 Outras Atividades:

– Experiências de oração pessoal e comunitária

– Direção Espiritual

– Prática da Lectio Divina

PUBLICAÇÕES CRB. Viver e anunciar a Palavra: as primeiras comunidades. Coleção – Tua Palavra é vida, nº 6. São Paulo: Loyola, 1995. (Obs.: Roteiros da Lectio Divina desde os Atos dos Apóstolos, conforme projeto proposto no IMP, às págs. 125 e 126).

LARRAÑAGA, Inácio. Mostra-me o teu rosto: para a intimidade com Deus. São Paulo: Paulinas, 1996.

MÁRQUEZ, Manuel J. F. Sabedoria do coração: para uma pedagogia da oração. São Paulo: Paulus, 1999.

 III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Ampliar o conhecimento do nosso Carisma, favorecendo a introdução dos valores missionários próprios da identidade claretiana que um dia o formando deverá assumir.
  • Iniciar o formando em alguma prática pastoral progressiva, favorecendo o contato com realidades de sofrimento e marginalização e proporcionando o engajamento social.
  • Apresentar, em âmbito geral, a vida, a vocação e a missão do Padre Fundador.
  • Apresentar a figura de Maria na vida do Fundador, e sua importância na Congregação e para todos vocacionados Claretianos.
  • Demonstrar como a dimensão Pastoral está implícita na vocação claretiana, a partir do Projeto de Evangelização para o Brasil.

 Meios:

Encontros Formativos:

I – Claret: vida, vocação e missão

            1.1 – Primeiros anos (1807-1829)

            1.2 – Sacerdote, Missionário apostólico e fundador (1829-1850)

            1.3 – Arcebispo de Cuba (1850-1857)

            1.4 – Apóstolo em Madrid (1857-1868)

            1.5 – Os últimos anos (1868-1870)

            1.6 – O “memorial” Claretiano

            SANZ, Vicente. Huellas de Claret. Capítulo 1: San Antonio M. Claret, fundador   de la Congregación. p. 8-19.

            CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. Barcelona: Editorial Claret, 1985.

            MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São       Paulo: Ave-Maria, 2005.

            LEITE, Elias. Santo Antônio Maria Claret por ele mesmo: traços biográficos.         São Paulo: Ave-Maria, 2005.

 II – Maria

            2.1 – A figura de Maria na vida do Fundador

            2.2 – Por que Maria foi escolhida como titular da Congregação?

            2.3 – Maria: Mãe, Mestra e Formadora

            2.4 – Maria: modelo vocacional

            MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São       Paulo: Ave-Maria, 2005.

            CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. Barcelona: Editorial Claret, 1985.

 III – Introdução à Pastoral

            3.1 – O que é Pastoral?

            3.2 – A Missão da Igreja: evangelizar

                        3.2.1. Ministério da Palavra

                        3.2.2. Ministério da Liturgia

                        3.2.3. Ministério da Caridade

            LIBÂNIO, João Batista. O que é Pastoral. São Paulo:         Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos)

            CNBB, Documentos da Diretrizes para a ação evangelizadora no Brasil – n.º        71. São Paulo: Paulinas.

            MISSIONÁRIOS CLARETIANOS. Declaração Capitular: para que tenham        Vida. Roma, 2003.

  Outras Atividades:

– Recitação do rosário – prática da devoção Mariana

– Celebração das festas claretianas

– Contato com a realidade de sofrimento e marginalização

– Formação para consciência crítica e engajamento social

– Inculturação: conhecimento da realidade pastoral, disponibilidade missionária

– Semana de estudos claretianos

  SEGUNDO ANO

 I – DIMENSÃO HUMANA

 Objetivos Específicos:

  • Intensificar a dinâmica do relacionamento grupal (comunitário), destacando a importância do trabalho em equipe e da mútua compreensão na superação dos conflitos.
  • Abordar os temas da afetividade e da sexualidade procurando auxiliar a vivência saudável dessas dimensões, contemplando suas implicações para a opção vocacional.
  • Favorecer a descoberta do discernimento vocacional como “dom” e “meta” no processo formativo, indicando ao jovem Claretiano caminhos e meios para uma resposta mais consciente e consistente ao chamado de Deus.

 Meios:

Encontros Formativos:

 I – Relacionamento grupal

            1.1 – A importância do grupo

            1.2 – O trabalho em equipe

            1.3 – Aprender com os conflitos

            ARANGO, Elkin. O caminho comunitário: crescimento em comunhão.       Aparecida: Santuário, 1991.

 II – Temas da afetividade e da sexualidade

            2.1 – O que é afetividade ?

            2.2 – O que é sexualidade?

            2.3 – O desenvolvimento psico-afetivo-sexual

            2.4 – Visões deturpadas da sexualidade

            2.5 – Identidade, gêneros sexuais, conflitos e opção vocacional

                        2.5.1. A identidade sexual e seus conflitos

            2.5.2. A questão da homossexualidade

                        2.5.3. A prática masturbatória

                        2.5.4. Opção vocacional e vivência da sexualidade

            2.6 – Os tipos de amor: eros, philos e ágape

            2.7 – Formas de expressão do amor: a amizade, o namoro, o amor conjugal, o         amor consagrado

            VV.AA. Afetividade e vida Religiosa. Rio de Janeiro: Publicações CRB, 1989.

            MOLIN, Nico Dal. Itinerário para o amor: amadurecimento afetivo. São Paulo:    Paulinas, 1996.

            CENCINI, A.; MANENTI, A. Psicologia e formação: estruturas e             dinamismos. São Paulo: Paulinas, 1988.

            LÓPEZ, Salvador. Psicologia e vida consagrada. São Paulo: Paulinas, 1984.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo:   Paulinas, 1985.

            BENETTI, Santos. Sexualidade: como vivê-la de maneira criativa. São Paulo:         Paulinas, 1997.

            MAYER, Canísio. Encontros que marcam. São Paulo: Paulus, 2001. p. 88-91.

            MOHANA, João. A vida afetiva dos que não se casam. São Paulo: Loyola,             1995.

 III – Discernimento Vocacional

            3.1 – O discernimento dos Espíritos

            3.2 – Aumentar a prontidão para responder ao chamado de Deus

            3.3 – O primeiro tema do discernimento: os valores

            3.4 – O segundo tema do discernimento: as inconsistências

            3.5 – Discernir para realizar o seguimento de Cristo

            MANENTI, Alessandro. Vocação, Psicologia e Graça. São Paulo: Loyola,            1991.   p. 41-51.

            IMODA, Franco (Org.). Mestre, onde moras?:discernimento da vocação. São         Paulo: Paulinas, 2002.

            IMODA, Franco; KIELY, B. (Orgs.). Buscando Jesus: caminho e   acompanhamento vocacional na adolescência. São Paulo: Paulinas, 2002.

            RUPNIK, Marko Ivan. O discernimento. São Paulo: Paulinas, 2004.

IV – Estudo de língua portuguesa: gramática e interpretação de textos

  Outras Atividades:

– Educação musical

– Práticas esportivas

– Acompanhamento pessoal

– Aulas de reforço escolar

– Discernimento vocacional (Retiros / Acompanhamento pessoal)

 II – DIMENSÃO CRISTÃ

 Objetivos Específicos:

  • Continuar o estudo da Palavra de Deus: a história de Seu povo (Livros Históricos e Proféticos).
  • Estudar os sacramentos da Iniciação Cristã (Batismo, Eucaristia e Crisma).
  • Abordar o tema “Introdução à Catequese”, buscando despertar no formando a consciência da importância dessa pastoral para a Igreja e a Sociedade.

 Meios:

Encontros Formativos:

 I – Introdução à Bíblia

            1.1 – Livros Históricos e Livros Proféticos

            PUBLICAÇÕES CRB. A formação do Povo de Deus. Coleção – Tua Palavra é     vida, n.º 2. São Paulo: Loyola, 1990.

            PUBLICAÇÕES CRB. A leitura profética da História. Coleção – Tua Palavra é    vida, n.º 3. São Paulo: Loyola, 1994.

 II – Introdução aos Sacramentos

            2.1 – Os sacramentos da Iniciação Cristã: Batismo, Eucaristia, Crisma.

            CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999. Números –    1131-1134 / 1210-1419.

III – Introdução à Catequese

            3.1 – O que é Catequese?

            3.2 – Qual a importância da Catequese na vida Eclesial?

            3.3 – A missão do Catequista

            3.4 – Como preparar um encontro de Catequese

            CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Prólogo – números 01-25. São Paulo:   Loyola, 1999.

            DOCUMENTOS DA CNBB. Diretório Nacional de Catequese – n.º 84. São         Paulo: Paulinas, 2007.

            ESTUDOS DA CNBB. Formação de Catequistas – n.º 59. São Paulo: Paulus,       1990.

 Outras Atividades:

– Experiências de oração pessoal e comunitária

LARRAÑAGA, Inácio. Mostra-me o teu rosto: para a intimidade com Deus. São Paulo: Paulinas, 1996.

MÁRQUEZ, Manuel J. F. Sabedoria do coração: para uma pedagogia da oração. São Paulo: Paulus, 1999.

Leitura de um livro profético (Isaías ou Jeremias)

Prática da Catequese

– Direção Espiritual

– Prática da Lectio Divina

PUBLICAÇÕES CRB. Viver e anunciar a Palavra: as primeiras comunidades. Coleção – Tua Palavra é vida, n.º 6. São Paulo: Loyola, 1995. (Obs.: Roteiros da Lectio Divina desde os Atos dos Apóstolos, conforme projeto proposto no IMP, às pags. 125 e 126).

 III – DIMENSÃO CLARETIANA

 Objetivos Específicos:

  • Relatar brevemente a história da Congregação, desde sua fundação até os dias atuais.
  • Apresentar os Mártires Claretianos como modelos de resposta ao chamado divino e adesão ao projeto congregacional.
  • Ressaltar a importância do Irmão Missionário para a vida congregacional.

 Meios:

Encontros Formativos:

 I – História da Congregação

            1.1 – O contexto histórico da fundação

            1.2 – Local e data da fundação

            1.3 – Maria, fundadora da Congregação

            1.4 – Os co-fundadores

            1.5 – A expansão da Congregação no mundo

            1.6 – O momento atual

            MAZULA, Ronaldo. História da Congregação dos Missionários Claretianos.

            SANZ, Vicente. Huellas de Claret.

 II – Mártires Claretianos

            2.1 – O martírio na espiritualidade cristã

            2.2 – Mártires Claretianos de Barbastro: modelos de vocação

            SANZ, Vicente. Huellas de Claret.

 III – Missionários Irmãos: vocação específica

MERINO, Aquilino B. Os Missionários irmãos. Roma, 1997.

 Outras Atividades:

– Recitação do rosário – prática da devoção Mariana

– Celebração das festas claretianas

– Contato com a realidade de sofrimento e marginalização

– Formação para consciência crítica e engajamento social

– Inculturação: conhecimento da realidade pastoral, disponibilidade missionária

– Semana de estudos claretianos

 TERCEIRO ANO

 I – DIMENSÃO HUMANA

 Objetivos Específicos:

  • Despertar a capacidade de liderança como valor a ser cultivado nos diversos âmbitos de nossa atuação missionária.
  • Introduzir o jovem nos estudos filosóficos, buscando prepará-lo para a etapa do Filosofado, através do despertar da consciência crítica.
  • Promover estudos com temas filosóficos e abordar técnicas de redação, buscando favorecer uma maior segurança e liberdade diante do desafio do “Processo Seletivo”.

Meios:

Encontros Formativos:

 I – Liderança

            1.1 – O que é Liderança?

            1.2 – Modelos de Liderança

                        1.2.1 Liderança autoritária

                        1.2.2 Liderança de coordenação

                        1.2.3 Liderança de comunhão

            1.3 – O líder cristão: princípios e práticas

            NOUWEN, Henri J. O perfil do líder cristão do século XXI. Belo Horizonte:          Atos, 2002.

 II – Introdução à Filosofia / Consciência Crítica

            2.1 – O que é Filosofia?

            2.2 – Senso Comum e Consciência Crítica

            2.3 – Como desenvolver a Consciência Crítica?

            2.4 – Aprendendo a analisar criticamente as produções humanas

            2.5 – O método científico

            2.6 – Leitura e apresentação de textos filosóficos

            ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires.          Filosofando: introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 1993.

            CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1995.

            GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia. São Paulo: Cia. das Letras, 1998.
            PRADO JUNIOR, Caio. O que é filosofia. São         Paulo: Brasiliense, 1986. (Coleção Primeiros Passos)

            CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São     Paulo: Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos)

            BORGES, Vavy Pacheco. O que é história. São Paulo: Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos)

            MARTINS, Carlos B. O que é sociologia. São          Paulo: Brasiliense. (Coleção Primeiros Passos)

 III – Estudo de língua portuguesa: Técnicas de Redação

 Outras atividades:

– Educação musical

– Práticas esportivas

– Acompanhamento pessoal

– Aulas de reforço escolar

– Discernimento vocacional (Retiros / Acompanhamento pessoal)

 II – DIMENSÃO CRISTÃ

 Objetivos Específicos:

  • Continuar o estudo da Palavra de Deus: Livros Sapienciais.
  • Sensibilizar o formando para a preservação do Meio Ambiente, através dos estudos das relações existentes entre Igreja e Ecologia.
  • Aprofundar o estudo da dimensão Litúrgico-Eclesial, visando preparar o jovem para o exercício de uma Pastoral Litúrgica.
  • Aprofundar o estudo da “Catequese Cristã” através dos documentos referentes ao tema.

 Meios:

Encontros Formativos:

 I – Introdução à Bíblia

            1.1 – Livros Sapienciais

            PUBLICAÇÕES CRB. Sabedoria e poesia do povo de Deus. Coleção – Tua          Palavra é vida, n.º 4. São Paulo: Loyola, 1993.

 II – Igreja e Ecologia

            2.1 – Ecologia Ambiental

            2.2 – Ecologia Social

            2.3 – Ecologia Mental

            2.4 – Ecologia Integral

BOFF, Leonardo. Desafios ecológicos do fim do milênio. Disponível em: http://www.partes.com.br/socioambiental/gerab/boff.asp – Última atualização feita em: 20 jan. 2005 – acesso em: 03 jan. 2006.

LAGO, Antonio Lago; PÁDUA, José Augusto. O que é ecologia. São Paulo: Brasiliense. (Coleção primeiros passos)

             2.5 – Posição da Igreja frente à questão ecológica

JOÃO PAULO II. Audiência de 17/01/2001: O compromisso para afastar a catástrofe ecológica. Disponível em: http://www.vatican.va

 III – Introdução à Liturgia

            3.1 – Criatividade litúrgica

            3.2 – Prática litúrgica

            3.3 – Inculturação na Liturgia

            3.4 – O ano litúrgico

            3.5 – Pastoral litúrgica

DICIONÁRIO DE LITURGIA. São Paulo: Paulinas, 1992.

VV.AA. Anámnesis. São Paulo: Paulinas, 1987; 1981. vols. 1, 2 e 5.

ADAM, Adolf. O ano Litúrgico. São Paulo: Paulinas, 1983.

MARTIMORT, A. G. A Igreja em oração. Petrópolis: Vozes, 1988. v. 1.

RODRIGUES, Francisco. A liturgia no Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Ave-Maria, 1995.

AUGÉ, Matias. Domingo: festa primordial dos cristãos. São Paulo: Ave- Maria, 2000.

RYAN, Vincent. O Domingo. São Paulo: Paulus, 1997.

PEREIRA CESAR, Augusto. O Domingo é nosso – São Paulo: O Recado.

JOÃO PAULO II. O domingo. São Paulo: O Recado.

CNBB, Documentos da Animação da vida litúrgica no Brasil – Doc. n.º 43. São Paulo: Paulinas, 1989.

 IV – Introdução à Catequese

4.1  – Estudo de documentos da Catequese

DOCUMENTOS DA CNBB. Diretório Nacional de Catequese – n.º 84. São Paulo: Paulinas, 2007.

CNBB, Documentos da. Catequese Renovada: orientações e conteúdo – Doc. n.º     26. São Paulo: Paulinas, 1983.

Orientações para a Catequese – documentos da Diocese Local.

 Outras Atividades:

– Experiências de oração pessoal e comunitária

LARRAÑAGA, Inácio. Mostra-me o teu rosto: para a intimidade com Deus. São Paulo: Paulinas, 1996.

MÁRQUEZ, Manuel J. F. Sabedoria do coração: para uma pedagogia da oração. São Paulo: Paulus, 1999.

– Leitura de um livro sapiencial

– Prática da Catequese

– Direção Espiritual

– Prática da Lectio Divina

PUBLICAÇÕES CRB. Viver e anunciar a Palavra: as primeiras comunidades. Coleção – Tua Palavra é vida, n.º 6. São Paulo: Loyola, 1995. (Obs.: Roteiros da Lectio Divina desde os Atos dos Apóstolos, conforme projeto proposto no IMP, às págs. 125 e 126).

– Assimilação de práticas ecológicas (separar material reciclável, reutilização de materiais, economia de água e energia, etc.)

 III – DIMENSÃO CLARETIANA

 Objetivos Específicos:

  • Favorecer ao formando o conhecimento da vida e da Missão da Congregação no Brasil.
  • Introduzir o formando no conhecimento e na dinâmica da Vida Religiosa/Votos, como meio de resposta ao chamado de Deus.
  • Possibilitar ao formando uma noção geral do Carisma Congregacional e sua importância para a Igreja.

  Meios:

Encontros Formativos:

 I – A Congregação dos Missionários Claretianos no Brasil

            1.1 – A chegada no Brasil: data, local, primeiros missionários

            1.2 – A expansão da Congregação Claretiana

            1.3 – Período atual: reorganização da presença claretiana

            1.4 – Nossas obras: o testemunho do Carisma Claretiano

  • principais trabalhos desenvolvidos pelos missionários

            MAZULA, Ronaldo. História da Congregação dos Missionários Claretianos.

 II – Vida Religiosa

            2.1 – O que é Vida Religiosa?

            2.2 – A situação atual da Vida Religiosa

            2.3 – Introdução aos Votos Religiosos

            ALONSO, Severino. A vida consagrada. São Paulo: Ave-Maria.

            CODINA, V.; ZEVALLOS, N. Vida Religiosa: história e teologia.             Petrópolis: Vozes.

            JOÃO PAULO II. Exortação apostólica pós-sinodal “Vita Consecrata”.

 III – Carisma Congregacional

            3.1 – O que é Carisma?

            3.2 – Carisma Congregacional: dom de Deus na Igreja

            3.3 – O Carisma configurado pelo Fundador

            3.4 – Somos herdeiros do Carisma do Fundador

            3.5 – Nosso Carisma Missionário hoje

            Antônio Maria Claret: Missionário Apostólico. Tradução Oswair Chiozini. São       Paulo: Ave-Maria, 2010.

            CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. Tradução de Oswair Chiozini e Brás Lorenzetti. São Paulo: Ave-Maria, 2008.   

            MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São       Paulo: Ave-Maria, 2005.

LEITE, Elias. Santo Antônio Maria Claret por ele mesmo: traços biográficos. São Paulo: Ave-Maria, 2005.

Constituições da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, 15-52.

Diretório CMF, pp. 37-62.

 Outras Atividades:

– Recitação do rosário – prática da devoção Mariana

– Celebração das festas claretianas

– Contato com a realidade de sofrimento e marginalização

– Formação para consciência crítica e engajamento social

– Inculturação: conhecimento da realidade pastoral, disponibilidade missionária

– Semana de estudos claretianos

– Disponibilidade para Semanas Missionárias

– Divulgação dos produtos da Editora Ave-Maria

– Abertura à comunhão eclesial

– Prática da Comunicação da Palavra

 PROPEDÊUTICO

OBJETIVO GERAL: proporcionar aos formandos, com ensino médio concluído, uma experiência de Configuração com o Cristo Missionário, ao estilo dos Apóstolos, que favoreça um discernimento vocacional através de uma formação com as dimensões humana, cristã e claretiana.

 I – DIMENSÃO HUMANA

 Objetivos Específicos:

  • Ajudar os formandos a iniciar o processo de descoberta e de conhecimento de si mesmo e dos outros em vista de uma valorização pessoal, da construção de relações fraternas e de uma entrega livre e alegre a Deus;
  • Desenvolver a capacidade da busca da verdade e da consciência crítica perante a realidade;
  • Criar um ambiente interno de abertura às culturas diferentes e ter a mesma postura com o ambiente externo;
  • Despertar a sensibilidade e a solidariedade com os mais sofridos;
  • Desenvolver as aptidões artísticas, tais como a de música, teatro, pintura, etc.;
  • Cultivar a saúde em todos os níveis, dando atenção especial ao corpo pela prática do esporte e do lazer.

 Meios:

Encontros formativos:

 I – Afetividade e Relacionamentos

1.1  – O que é Afetividade e como ela se expressa?

1.2  – Relacionando-se com o outro. Percepção social.

1.3  – Os três tipos de amor: fraternal, materno e erótico. Ênfase no relacionamento amigo e comunitário

CARDOSO, Roberta Rocha Monteiro dos Santos. Emoções que adoecem. São Paulo: Vetor, 2006.

BRANDEN, Nataniel. Auto-estima. São Paulo: Saraiva, 1993.

RIBEIRO, Lair. Auto-estima. Rio de Janeiro: Objetiva, 1994.

BUSCAGLIA, Leo. Amando uns aos outros: o desafio das relações humanas. Rio de Janeiro: Record, 1992.

 II – Vida em Comunidade

2.1 – Entender a Comunidade

2.2 – Amizades verdadeiras e falsas

2.3 – Capacidade de dialogar

2.4 – Construir a própria identidade

2.5 – Amabilidade objetiva

2.6 – Construir a comunidade com o silêncio

2.7 – O animador da comunidade

2.8 – O que é Liderança?

2.9 – Liderança autoritária

2.10 – Liderança de coordenação e comunhão

BARRETO, Adalberto de Paula. Terapia Comunitária: passo a passo. Fortaleza: LCR, 2008.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

BUSCAGLIA, Leo. Amando uns aos outros: o desafio das relações humanas. Rio de Janeiro: Record, 1992.

III – Conceitos Antropológicos na Formação (Teorias Psicológicas: Psicanálise, Humanística, Comportamental e Psicologia Social)

3.1 – Conceito antropológico conflitual na psicanálise

3.2 – Conceito antropológico de realização na psicologia humanista

3.3 – Conceito antropológico de transcendência na consistência

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

IV – Psicologia das Idades (Teoria do Desenvolvimento Psicossocial e Psicologia do Desenvolvimento)

4.1 – Fase da Infância

4.2 – Fase da Adolescência

4.3 – Fase da Juventude

4.4 – Começo da Autobiografia

BALLONE, Geraldo José et al. Da emoção à lesão. São Paulo: Manole, 2007.

BOCK, Ana Mercês Bahia et al. Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2002.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

V – Perspectivas Futuras

5.1 – Quem sou e como estou?

5.2 – O que espero do futuro?

ZAUHY, Cristina et al. Acolhimento: o pensar, o fazer, o viver. Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo: Palas Athena, 2002.

VI – Projeto Pessoal de Crescimento

6.1 – O que é?

6.2 – Como elaborar?

MARTINEZ, Mariano. Projetos pessoais e comunitários na vida religiosa. São Paulo: Paulus.

VII – Outros Assuntos a serem abordados

  • Autoestima
  • Família
  • As faces da violência
  • A Fenomenologia do cuidar
  • Emoções que adoecem
  • Terapia Comunitária

BOCK, Ana Mercês Bahia et al. Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. São Paulo: Saraiva, 2002.

ZAUHY, Cristina et al. Acolhimento: o pensar, o fazer, o viver. Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo: Palas Athena, 2002.

POKÇADEK, Danuta Dawidowcz (Org.). A fenomenologia do cuidar. São Paulo: Vetor, 2004.

CARDOSO, Roberta Rocha Monteiro dos Santos. Emoções que adoecem. São Paulo: Vetor, 2006.

BRANDEN, Nataniel. Auto-estima. São Paulo: Saraiva, 1993.

RIBEIRO, Lair. Auto-estima. Rio de Janeiro: Objetiva, 1994.

LOPEZ, Mira y. Quatro Gigantes da Alma: o medo, a ira, o amor, o dever. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

BAKER, Mark W. Jesus: o maior Psicólogo que já existiu. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.

BUSCAGLIA, Leo. Amando uns aos outros: o desafio das relações humanas. Rio de Janeiro: Record, 1992.

BALLONE, Geraldo José e outros. Da emoção à lesão. São Paulo: Manole, 2007.

BARRETO, Adalberto de Paula. Terapia Comunitária: passo a passo. Fortaleza: LCR, 2008.

Outras Atividades:

– Introdução à Filosofia

– Curso de Língua Portuguesa

– Apresentações Culturais, contatos com grupos culturais diferentes (interculturalidade)

– Contatos com a família

– História Pessoal: elaboração da autobiografia

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica grupal (em alguns casos, pessoal)

– Prática de hábitos de autocontrole, austeridade e oblatividade

– Contato direto com a realidade da pobreza, enfermidade e dor (despertar a compaixão e o senso ético através de filmes que relatam tais realidades)

– Exercício da criatividade através de teatro, poesias, pintura e música

– Prática de esporte e lazer

                                              

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivo específico:

  • Proporcionar ao formando a oportunidade de fazer uma experiência de ser amado pelo Pai por meio de Jesus Cristo no Espírito Santo numa comunidade eclesial que escuta a Palavra de Deus e a medita, procurando a melhor forma de servir ao Senhor.

Meios:

Encontros formativos:

I – Iniciação ao Ministério da Palavra: introdução à Bíblia

1.1 – Cristo: Palavra Única do Pai

1.2 – Inspiração e Verdade na Sagrada Escritura

1.3 – O Espírito Santo, intérprete da Sagrada Escritura

1.4 – O Cânon das Escrituras

1.5 – Livros do Pentateuco

1.6 – Livros Históricos

1.7 – Livros Sapienciais

1.8 – Livros Proféticos

1.9 – Evangelho de São Marcos

Vários. Comentários ao Antigo testamento. São Paulo: Ave-Maria. vols. 1 e 2.

II – O Pai

2.1 – Revela o Seu nome

2.2 – Deus, Aquele que é Verdade e Amor

2.3 – O Todo-Poderoso

2.4 – O Criador

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição Típica vaticana, n.os 101-133; 198-277; 268-314. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1999.

III – Jesus Cristo

3.1 – Jesus e João Batista

3.2 – O significado do batismo de Jesus

3.3 – O significado da tentação de Jesus

3.4 – Jesus anuncia o Reino de Deus

3.5 – Jesus sinaliza o Reino pelas suas atitudes e obras

3.6 – A morte de Jesus

3.7 – A ressurreição de Jesus

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Edição Típica vaticana, n.os 101-133; 198-277; 268-314. Edições Loyola, São Paulo, Brasil, 1999.

COMBLIN, José. O Caminho: ensaio sobre o seguimento de Jesus. São Paulo: Paulus, 2004.

RÚBIO, Garcia. O encontro com Jesus Cristo vivo. São Paulo: Paulinas, 1994. (Coleção Teologia do Povo).

IV – Direção Espiritual e Iniciação ao Ministério da Palavra: Lectio Divina

4.1 – O significado e a importância da direção espiritual e orientações práticas

4.2 – Passos da Lectio Divina

4.3 – Meditação

4.4 – Oração

4.5 – Contemplação

4.6 – Comunicação

4.7 – Ação

DUTTO, Giovani; HAYDEN, Cristopher. Lectio Divina. São Paulo: Ave-Maria, 2003.

Diretório Espiritual Claretiano.

MESTERS, Carlos. Flor sem defesa: uma explicação da Bíblia a partir do povo. Petrópolis: Vozes, 1983.

Prefeitura Geral de Formação. Iniciação ao Ministério da Palavra. Projeto Palavra Missão.

Outras Atividades:

– Direção Espiritual

– Confissão Sacramental

– Lectio Divina

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivo Específico:

  • Oferecer ao formando um conhecimento da Vida Religiosa e de Santo Antônio Maria Claret, com seu Carisma Missionário que leve a um seguimento e Configuração com o Cristo evangelizador, que se expressa por meio da espiritualidade e do trabalho pastoral.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Introdução à Vida Religiosa

1.1 – Fundamentação da Vida Religiosa em Jesus Cristo

1.2 – Resumo da história da Vida Religiosa

1.3 – Essência da Vida Religiosa: Castidade, Pobreza e Obediência

1.4 – Vocação do Irmão Missionário

1.5 – Discernimento Vocacional

ALONSO, Severino. A Vida Consagrada. São Paulo: Ave-Maria, 1991.

CODINA, Victor; ZEVALLOS, Noe. Vida Religiosa: História e Teologia. Petrópolis: Vozes.

Papa João Paulo II. Vita Consecrata. Documentos Pontifícios.

RIDICK, Joyce. Os votos um tesouro em vasos de argila. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1986.

II – Santo Antônio Maria Claret

2.1 – Contexto Histórico

2.2 – Motivações Vocacionais

2.3 – Objetivos da Missão

2.4 – Meios da Missão

2.5 – Identidade do Missionário Claretiano

2.6 – Maria: Mãe, Mestra e Formadora

2.7 – Algumas missões concretas de Santo Antônio Maria Claret

CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. Edição para Língua Portuguesa. São Paulo: Ave-Maria, 2008.

MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São Paulo: Ave-Maria, 2005.

MERINO, Aquilinos Bocós. Os Missionários Irmãos. Roma, 1997.

III – Iniciação a Pastoral (Apostolado)

3.1 – O que é Pastoral?

3.2 – A Missão da Igreja: evangelizar

3.3 – Ministério da Palavra

3.4 – Ministério da Liturgia

3.5 – Ministério da Caridade

3.6 – Catequese

3.7 – Missiologia

LIBANIO, J. B. O que é Pastoral? São Paulo: Brasiliense, 1982. (Coleção Primeiros Passos).

CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil. Documentos da CNBB, n.º 71, 6ª edição.

CNBB. Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Documentos 2008-2010. Documentos da CNBB, nº 87.

KACHEL, Pe. Fabiano S. Voz Missionária dos Papas do século 20.

Documentos Pontifícios com amplo índice temático. Edição dos Missionários do verbo Divino, 1998.

PANAZZOLO, João. Missão para todos. Introdução à Missiologia. São Paulo: Paulus, 2006. (Coleção teologia sistemática).

Outras Atividades:

– Oração diária do Rosário

– Celebração das festas claretianas

– Semana claretiana de estudos

– Trabalhos pastorais de acordo com a opção preferencial pelos não evangelizados, excluídos, visando ao acompanhamento das comunidades e à formação de lideranças

– Experiências Missionárias

CASA DE ACOLHIDA VOCACIONAL – ADULTOS

PRIMEIRO ANO

OBJETIVO GERAL: proporcionar aos formandos adultos (a partir dos 26 anos de idade) e em situação diferenciada – com ensino médio concluído ou ensino superior concluído ou parcialmente concluído – uma experiência de Configuração com o Cristo Missionário, ao estilo dos Apóstolos, que favoreça um discernimento vocacional e uma transição da vida anterior à nova, através de uma formação que contemple as dimensões humana, cristã e claretiana.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Ajudar os formandos a iniciar o processo de descoberta e de conhecimento de si mesmo e dos outros em vista de uma valorização pessoal, da construção de relações fraternas e de uma entrega livre e alegre a Deus.
  • Realizar os estudos acadêmicos de Filosofia, contemplando a possibilidade de adaptação, complementação ou graduação, desenvolvendo a capacidade da busca da verdade e da consciência crítica perante a realidade.
  • Propiciar àqueles que já possuem graduação em Filosofia a possibilidade de realizarem outro curso superior (de acordo com as orientações do Governo Provincial) ou cursos breves na área da teologia, catequética ou missiologia.
  • Criar um ambiente interno de abertura às culturas diferentes e ter a mesma postura com o ambiente externo.
  • Despertar a sensibilidade e a solidariedade com os mais sofridos.
  • Desenvolver as aptidões artísticas tais como a de música, o teatro, a pintura, etc.
  • Cultivar a saúde em todos os níveis, dando atenção especial ao corpo pelo hábito de uma alimentação equilibrada e a prática do esporte e do lazer.    

Meios:

Encontros formativos:

I – Afetividade e Relacionamentos

1.1  – O que é Afetividade e como ela se expressa?

1.2  – Relacionando-se com o outro. Percepção social

1.3 – Os três tipos de amor: fraternal, materno e erótico

         Ênfase no relacionamento amigo e comunitário

            CENCINI, Amadeu; MANENTI, Alessandro. Psicologia e formação. São Paulo:  Paulinas, 1988.

            FRANCIA, Alfonso. Educar com parábolas. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

            ______. Educar com fábulas. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

            FRITZEN, Sílvio. Relações Humanas Interpessoais. Petrópolis: Vozes, 1988.

            YOKO, Ronaldo Yudi K. 100 jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas. 11. ed. São Paulo: Ágora, 1996.      

II – Vida em Comunidade

2.1 – Entender a Comunidade

2.2 – Comunidade de Observância

            Comunidade de Autorrealização

           Comunidade para o Reino

2.3 – Comunidade como realidade conflitante

2.4 – Enfrentar os conflitos de forma realista

2.5 – A dinâmica do bode expiatório

2.6 – Amizades verdadeiras e falsas

2.7 – Capacidade de dialogar

2.8 – Construir a própria identidade

2.9 – Amabilidade objetiva

2.10 – Construir a comunidade com o silêncio

2.11 – O animador da comunidade

2.12 – O que é Liderança?

2.13 – Liderança autoritária

2.14 – Liderança de coordenação e comunhão

MANENTI, Alessandro. Viver em comunidade: aspectos psicológicos. São Paulo: Paulinas, 1985.

FRANCIA, Alfonso. Educar com parábolas. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

Id. Educar com fábulas. Editora Ave-Maria, 1.992.

FRITZEN, Sílvio. Relações Humanas Interpessoais. Petrópolis: Vozes, 1988.

YOKO, Ronaldo Yudi K. 100 jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas. 11. ed. São Paulo: Ágora, 1996.

           

III – Conceitos Antropológicos na Formação

3.1 – Conceito antropológico conflitual na psicanálise

3.2 – Conceito antropológico de realização na psicologia humanista

3.3 – Conceito antropológico da transcendência na consistência

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

IV – Psicologia das Idades

4.1 – Fase da infância

4.2 – Fase da adolescência

4.3 – Fase da juventude

4.4 – Autobiografia – introdução

BERGER, Kathleen Stassen. O desenvolvimento da pessoa: da infância e adolescência. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003.

V – Perspectivas Futuras

5.1 – Quem sou e como estou?

5.2 – O que espero do futuro?

Dinâmicas de domínio público: “Frases para completar”, “Minha vida é um filme” e “Três coisas”.

VI – Projeto Pessoal de Crescimento

6.1 – O que é?

6.2 – Como elaborar?

MARTINEZ, Mariano. Projetos pessoais e comunitários na vida religiosa. São Paulo: Paulus.

Bibliografias Complementares:

CONFERÊNCIA DOS RELIGIOSOS DO BRASIL. Formação: um desafio. Rio de Janeiro, 1987.

BRANDEN, Nathaniel. Auto-estima, como aprender a gostar de si mesmo. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 1994.

OTROWINSKI, A. Comunidade de amor responsável. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1978.

MANENTE, Alessandro. Viver em comunidade. São Paulo: Paulinas,1985.

MELODI, Antonio. Despertando para o eu. São Paulo: Siciliano, 1990.

JAQUIN, Guy. As grandes linhas da psicologia da criança. Rio de Janeiro: Record, [s.d.].

PINHEIRO, Elvio. Curso de relações humanas para o trabalhador – I. São Paulo: SESI, 1968.

MORGAN, Cliford T. Introdução à Psicologia. São Paulo: McGraw, 1977.

CAMPOS, Diná Martins de Sousa. Psicologia da aprendizagem. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1983.

DORIN, Lannoy. Psicologia do desenvolvimento. São Paulo: Brasil S/A, 1982.

SABINI, Maria Aparecida Cória. Fundamento de Psicologia educacional. São Paulo: Ática, 1978.

COLEÇÃO PSICOLOGIA. Ciência e profissão. São Paulo: CFP, 2009.

Outras Atividades:

– Curso de línguas (Espanhol)

– Acompanhamento fonoaudiológico: Curso de Leitura e Homilética, seminários e palestras

– Apresentações culturais, contatos com grupos culturais diferentes (interculturalidade)

– Contatos com a família

– História pessoal: elaboração da autobiografia (infância)

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica pessoal (caso haja necessidade)

– Prática de hábitos de autocontrole, austeridade e oblatividade (campanhas de ajuda às famílias carentes)

– Contato direto com a realidade de pobreza, enfermidade e dor

– Despertar a compaixão e o senso ético através de exibição e discussão de filmes

– Exercício da criatividade através do teatro, poesias, pintura, música, etc.

– Hábito saudável de alimentação

– Prática de esporte e de lazer

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivo Específico:

  • Proporcionar ao formando a oportunidade de fazer uma experiência de ser amado pelo Pai através do encontro com Jesus Cristo no Espírito Santo numa comunidade eclesial que escuta a Palavra de Deus e a medita, procurando a melhor forma de servir ao Senhor.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Iniciação ao Ministério da Palavra: introdução à Bíblia

1.1 – Cristo: Palavra Única do Pai

1.2 – Inspiração e Verdade na Sagrada Escritura

1.3 – O Espírito Santo, intérprete da Sagrada Escritura

1.4 – O Cânon das Escrituras

1.5 – Livros do Pentateuco

1.6 – Livros Históricos

1.7 – Livros Sapienciais

1.8 – Livros Proféticos

1.9 – Evangelho de S. Marcos

Novo Catecismo, n.os 101-133.

Vários. Comentário ao Antigo Testamento. São Paulo: Ave-Maria, 2004. vols. 1 e 2.

Missionários Claretianos. Projeto Palavra Missão. São Paulo: Ave-Maria, vols. 1-3.

II – O Pai

2.1 – Revela o Seu nome

2.2 – Deus, Aquele que é Verdade e Amor

2.3 – O Todo-Poderoso

2.4 – O Criador

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999: nº 198-227; 268-314.

III – Jesus Cristo

3.1 – Jesus e João Batista

3.2 – O significado do batismo de Jesus

3.3 – O significado da tentação de Jesus

3.4 – Jesus anuncia o Reino de Deus

3.5 – Jesus sinaliza o Reino pelas suas atitudes e obras

3.6 – A morte de Jesus

3.7 – A ressurreição de Jesus

RUBIO, Garcia. O encontro com Jesus vivo. São Paulo: Paulinas, 1994.

IV – Direção Espiritual e Iniciação ao Ministério da Palavra: Lectio Divina

4.1 – O significado e a importância da direção espiritual e orientações práticas

4.2 – Passos da Lectio Divina: leitura

4.3 – Meditação

4.4 – Oração

4.5 – Contemplação

4.5 – Comunicação

4.6 – Ação

DUTTO, Giovani; HAYDEN, Christopher. Lectio Divina. São Paulo: Ave-Maria.

Prefeitura Geral de Formação. Iniciação ao Ministério da Palavra. Roma, 1997.

Missioneros Claretianos. Directorio Espiritual Claretiano. Roma, 2000.

Bibliografias Complementares:

COMBLIM, José; MESTRES, Carlos. Orações dos primeiros cristãos. São Paulo: Paulinas, 1985.

PEDROSO, Fr. José Carlos. A oração no meu caminho. São Paulo: Paulinas, 1983.

MIRANDA, Walter. Aquele que vem. São Paulo: Paulinas, 1977.

ALVES, Rubem. Pai Nosso. São Paulo: Paulinas, 1987.

MARTOS, Cristiano J. Pai Nosso – edição do Novo Milênio. Belo Horizonte: O Lutador, 1999.

FREMAN, Laurence. A luz que vem de dentro. São Paulo: Paulinas, 1989.

Outras Atividades:

– A direção espiritual

– A prática da confissão sacramental

– A Lectio Divina

– Retiro Mensal

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivo Específico:

  • Oferecer ao formando um conhecimento da Vida Religiosa e, dentro desta, da figura de Santo Antônio Maria Claret, com seu carisma que leve a um seguimento e Configuração com o Cristo Missionário, que se expressará por meio da espiritualidade e do trabalho pastoral.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Introdução à Vida Religiosa

            1.1 – Fundamentação da Vida Religiosa em Jesus Cristo

            1.2 – Resumo da História da Vida Religiosa

            1.3 – Essência da Vida Religiosa:

         Consagração (Votos de Castidade, Pobreza e Obediência)

         Comunhão

         Missão

1.4 – Discernimento Vocacional

ALONSO, Severino. A Vida Consagrada. São Paulo: Ave-Maria, 1991.

CODINA, Victor; ZEVALLOS, Noé. Vida Religiosa: história e teologia. Petrópolis: Vozes, 1990.

PAULO II, Papa João. Vita Consecrata. Documentos Pontifícios. São Paulo: Loyola, 1996.

II – Santo Antônio Maria Claret

2.1 – Contexto histórico

2.2 – Motivações Vocacionais

2.3 – Objetivos da Missão

2.4 – Meios da Missão

2.5 – A identidade do Missionário Claretiano

2.6 – A figura de Maria como Mãe, Mestra, Formadora

2.7 – Algumas missões realizadas pelo Fundador

CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. São Paulo: Ave-Maria, 2008.

LOZANO, Juan Maria. Un místico de la acción: San Antonio María Claret. Barcelona: Editorial Claret, 1983.

MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São Paulo: Ave-Maria, 2005.

III – Iniciação à Pastoral

3.1 – O que é Pastoral?

3.2 – A Missão da Igreja: evangelizar

3.3 – Ministério da Palavra

3.4 – Ministério da Liturgia

3.5 – Ministério da Caridade

3.4 – Catequese

3.5 – Missiologia

LIBÂNIO, João Batista. O que é Pastoral? São Paulo: Brasiliense, 1982. (Coleção Primeiros Passos).

CNBB. Documento sobre a Evangelização no Brasil. n.o 71.

Província Claretiana do Brasil. Projeto Missionário: Diretrizes Gerais da Ação Missionária no Brasil.

Bibliografias Complementares:

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Petrópolis: Vozes, 1988.

LARRAÑAGA, Ignácio. O silêncio de Maria. São Paulo: Paulinas, 1980.

LAFRANCE, Jean. Com Maria em Oração. São Paulo: Loyola, 1994.

PREFEITURA GENERAL DE FORMACIÓN, Cultivas la propia vocación. Roma, 2002.

Outras Atividades:

– Oração diária do terço

– Celebração das festas claretianas

– Semana de estudos sobre o Fundador e a Congregação

– Trabalhos pastorais de acordo com a opção preferencial pelos não evangelizados,

excluídos, jovens, visando ao acompanhamento das comunidades e à formação de

lideranças

– Experiências missionárias

– Participação no Aspirinter

SEGUNDO ANO

OBJETIVO GERAL: animar os formandos a um crescimento na Configuração com Cristo Missionário, ao estilo dos Apóstolos, através da formação humana, cristã e claretiana que ajude num discernimento vocacional mais seguro e na vontade de assumir o compromisso missionário, preparando-os para a etapa do Postulantado.


I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Dar continuidade ao processo iniciado no ano anterior de descoberta de si, dos outros, da realidade que o cerca.
  • Conhecer-se mais como pessoa humana, enquanto sujeito de si mesmo e de sua história.
  • Orientar a própria vida, em todas suas dimensões, entre elas, as da afetividade e sexualidade, conforme os valores cristãos, de modo a se sentir bem consigo mesmo, com os outros e aberto a Deus.  

Meios:

Encontros Formativos:

I – A Pessoa Humana no Conceito da Autotranscendência na Consistência

1.1 – Os três níveis da vida psíquica

1.2 – Valores, Necessidades e Atitudes X Contra-Valores

1.3 – Mecanismos de Defesa

1.4 – Realidade pessoal: desafio ou desculpa

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

CENCINI, Amadeu; MANENTI, Alessandro. Psicologia e formação: estruturas e dinamismos. São Paulo: Paulinas, 1988.

II – A Afetividade e Sexualidade.

2.1 – O cristão diante da afetividade e da sexualidade

2.2 – Breves dados psicológicos sobre a evolução da sexualidade humana

2.3 – O jovem diante da experiência do namoro e do noivado

2.4 – A sexualidade na experiência de amor conjugal

2.5 – A fascinante aventura do amor cristão

2.6 – A integração da sexualidade no compromisso educativo

2.7 – A sexualidade no celibato

2.8 – A integração da sexualidade na amizade

2.9 – Fragilidade sexual e desvios

2.10 – Integrar a sexualidade: que quer dizer?

CIAN, Luciano. Caminho para a maturidade e a harmonia. Petrópolis: Vozes, 1986.

GOYA, Benito. Psicologia e Vida Consagrada. São Paulo: Paulus, 1999.

III – A Autoestima

3.1 – Conhecimento objetivo de si

3.2 – Capacidade de se apreciar aquilo que se é

3.3 – Tensão sadia para o bem

3.4 – Integração do negativo presente na própria vida

CIAN, Luciano. Caminho para a maturidade e a harmonia. Petrópolis: Vozes, 1986.

BRANDEN, Nathaniel. Como mejorar su autoestima. Barcelona: Paidós, 1988. pp. 10-15.

Bibliografias Complementares:

FROMM, Erich. Psicanálise da sociedade contemporânea. São Paulo: Zahar, 1971.

BRANDEN, Nathaniel. Auto-estima e seus seis pilares. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

TEPE, Valfredo. Diálogo e auto-realização. 3. ed. Salvador: Mensageiro da Fé, 1971.

FIORANGELA, M. Desidério. Encontros, desencontros e reencontros. São Paulo: Paulinas, 1987.

CANSI, Bernardo. Quero ser diferente. 6. ed. São Paulo: Paulinas, 1983.

Outras Atividades:

–          Trabalhos que favoreçam a consciência crítica frente à realidade

–          Curso de Línguas (de modo especial o Espanhol)

–          Apresentações culturais (interculturalidade)

–          Contatos com a família

–          História pessoal: elaboração da autobiografia (adolescência e juventude)

–          Acompanhamento pessoal

–          Assessoria psicológica pessoal e grupal

–          Prática de hábitos de autocontrole, austeridade e oblatividade (penitências quaresmais, campanhas de ajuda às famílias carentes)

–          Contato direto com a realidade de pobreza, enfermidade e dor

–          Exercício da Criatividade: encenar peças, escrever poesias, pintura, música, etc.

–          Prática de esportes

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Conhecer a Igreja a partir do seu mistério Trinitário, percebendo a sua vocação e missão profética, sacerdotal e régia no mundo.
  • Favorecer o discernimento da vocação recebida e a contribuição que deve ser oferecida à comunidade eclesial, cultivando o sentido pascal da liturgia nos sacramentos.
  • Dar a conhecer os princípios e orientações da doutrina social da Igreja sobre a pessoa humana, a família, a sociedade, a política e a economia na vida da sociedade e do mundo.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Igreja

1.1 – As denominações e imagens da Igreja

1.2 – Origem, fundação e Missão da Igreja

1.3 – O mistério da Igreja

1.4 – A Igreja: Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo

1.5 – Fiéis de Cristo: hierarquia, leigos e vida consagrada

1.6 – Discernimento Vocacional: motivações

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999: nº 748-798; 871-933.

II – A Liturgia

2.1 – O motivo, o significado e outras implicações da Liturgia

2.2 – A Liturgia: Obra da Santíssima Trindade

2.3 – O mistério pascal nos sacramentos da Igreja

2.4 – Os sacramentos de cura: reconciliação e unção dos enfermos

2.5 – Os sacramentos do serviço de comunhão: ordem e matrimônio

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 1999: n.º 1066-1658.

III – Iniciação ao Ministério da Palavra: estudo do Evangelho de S. Mateus

Prefeitura Geral de Apostolado. Projeto Palavra Missão: Os Evangelhos Sinóticos e Os Atos dos Apóstolos. São Paulo: Ave-Maria, 1996.

IV – Resumo da Doutrina Social da Igreja

4.1 – Os princípios da doutrina social da Igreja

4.2 – A família, o trabalho

4.3 – A economia

4.4 – A política

Pontifício Conselho “Justiça e Paz”. Compêndio da Doutrina Social da Igreja. São Paulo: Paulinas, 2005.

Bibliografia Complementar:

COBLIM, José; MESTRES, Carlos. Relatos de um peregrino russo. São Paulo: Paulinas, 1985.

Outras Atividades:

– A direção espiritual

– A prática da confissão sacramental

– Adoração do Santíssimo Sacramento

– A Lectio Divina

– O manuseio dos Livros Litúrgicos

– Ajuda no altar nos momentos celebrativos, principalmente, na Eucaristia

– Discussão sobre os problemas locais, nacionais e globais

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Dar a conhecer os núcleos da espiritualidade claretiana intitulada “A Frágua”.
  • Conhecer sistematicamente a história da Congregação, da vocação dos irmãos missionários, dos mártires e outros Missionários Claretianos.
  • Estudar e concretizar os Projetos de Evangelização da Igreja no Brasil, da Igreja Particular onde o centro formativo está situado e da Província Claretiana do Brasil.
  • Realizar experiências fortes de retiro e Missão.

Meios:

Encontros Formativos:

I – A Frágua de Maria

1.1  – Quid Prodest

1.2  – Patris Mei

1.3  – Caritas Christi

1.4  – Spiritus Domini

FERNÁNDEZ, Gonçalo. Subsídios do Encontro dos Prefeitos de Formação de Bangalore, Índia, 2006.

Prefeitura Geral de Formação. A Frágua: formados na frágua do seu coração. Roma, 1995.

II – Fatos importantes na História da Congregação

2.1 – Contexto histórico da Fundação

2.2 – Período fundacional (1849-1870)

2.3 – Período de consolidação e primeira expansão (1870-1899)

2.4 – Período do auge congregacional (1899-1967)

2.5 – Período de renovação (1967-1985)

2.6 – Rumo ao terceiro milênio

2.7 – Documentos capitulares

MAZULA, Ronaldo. História da Congregação dos Missionários Claretianos. São Paulo: Ave-Maria, 1999.

SANZ, Vicente. Huellas de Claret. Espanha, 1997.

III – Mártires Claretianos

3.1 – Francisco Crusats: proto-mártir Claretiano.

3.2 – Mártires de Barbastro

3.3 – André Solá Molist e companheiros

CABRÉ, Agustín. Siervo de Dios: Francisco Crusats. Roma, 1982.

VILLEGAS, Gabriel Campo. Mártires Claretianos de Barbastro. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

Prefecturas Generales de Espiritualidad e Formación. Calendario Claretiano. Roma, 2008.

SANZ, Vicente. Huellas de Claret. Espanha, 1997.

IV – Vocação dos Irmãos

4.1 – Realidade que interpela

4.2 – Irmãos, parte integrante da Congregação

4.3 – Novo Perfil do Irmão Missionário

MERINO, Aquilino Bocos. Carta Circular: os Missionários Irmãos. Roma, 1997.

V – Planos de Evangelização da CNBB, da Igreja Particular onde o centro formativo está situado e da Província Claretiana do Brasil

5.1 – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil

5.2 – Projeto Evangelizador da Igreja Particular

5.3 – Projeto Missionário: Diretrizes Gerais para Ação Missionária no Brasil.

OBS.: Os livros correspondem aos títulos dos itens do capítulo.

VI – Missiologia

6.1 – A Missão na América Latina

6.2 – Espiritualidade e Animação Missionária

6.3 – Estudo da realidade local e elaboração de um projeto evangelizador comunitário

COPI, Paulo. Por uma Igreja toda missionária: breve curso de missiologia. São Paulo: Paulus.

DOCUMENTO DE APARECIDA. Celam, 2007.

Bibliografias Complementares:

5° CONFERÊNCIA GERAL DO EPISCOPADO LATINO AMERICANO DO CARIBE. Documento de Aparecida. Paulus/ Paulinas. CNBB, São Paulo, 2009.

SCHELKLE, Karl H. A mãe do Salvador. São Paulo: Paulinas, 1972.

Outras Atividades:

– Oração diária do terço

– Celebração das festas claretianas

– Retiros

– Semana de estudos claretianos

– Trabalhos pastorais de acordo com a opção preferencial pelos não evangelizados, excluídos, jovens, visando ao acompanhamento das comunidades e à formação de lideranças

– Experiências missionárias e participação no Aspirinter

TERCEIRO ANO

OBJETIVO GERAL: possibilitar ao formando o cultivo e o discernimento do chamado vocacional e um grau de amadurecimento humano, cristão e claretiano que o ajude a fazer uma primeira opção pela Congregação, configurando-se com Cristo Missionário, nascido da Virgem Maria, ungido pelo Espírito Santo e enviado do Pai e, assim, uma vez ingressado na etapa do Postulantado Canônico, se preparar para o Noviciado.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Ajudar os formandos no amadurecimento do processo de descoberta e de conhecimento de si mesmo e dos outros em vista de uma valorização pessoal, da construção de relações fraternas e de uma entrega livre e alegre a Deus.
  • Concluir os estudos acadêmicos de Filosofia, amadurecendo a capacidade de busca da verdade e da consciência crítica perante a realidade.
  • Fortalecer o compromisso de acolhida das culturas diferentes no ambiente interno e externo.
  • Confirmar a sensibilidade e a solidariedade com os mais sofridos.
  • Aperfeiçoar as aptidões artísticas, tais como a de música, o teatro, a pintura, etc.
  • Cultivar a saúde em todos os níveis, dando atenção especial ao corpo pela prática do esporte e do lazer.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Perseverança e eficácia na Vida Religiosa

1.1  – Processos psicológicos subjacentes à perseverança e à eficácia na Vida Religiosa

1.2  – Consistência Pessoal

1.3  – Inconsistências

Id. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

II – Pessoa a caminho da integração

            2.1 – Valores e processos de influência social

            2.2 – Maturidade e capacidade de internalização

            Ibid.

BISSI, Anna. Espiritualidade e Psicologia: uma relação difícil? In: Revista Grande Sinal, Belo Horizonte, v. 56, n.o 3, pp. 353ss. 2002.

D’AGOSTINI, Ariete. A importância da Psicologia na Formação. In: Revista Convergência, Brasília, v. 37, n.o 354, pp. 375-384, jul-ago. 2002.

III – Discernimento vocacional

3.1 – O que são as motivações?

3.2 – As motivações na Vida Religiosa

Id. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

DULLIUS, Paulo. A questão das motivações na Vida Religiosa. In: Revista Convergência. Rio de Janeiro, CRB, (163), 1983.

FRANCIA, Alfonso. Educar com parábolas. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

______. Educar com fábulas. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

Fábulas de domínio público: autobiografia do coco.

Bibliografias Complementares:

HANNAS, Lúcia Maria. Psicologia do ajustamento. Rio de Janeiro: Vozes, 1983.

MONROE, Paul. História da educação. São Paulo: Nacional, 1979.

MAHFOUD, Miguel (Org.). Plantão psicológico. São Paulo: Ilimitada, 1999.

CASTRO, Regina de; CHAGAS, Pereira. A espiral do símbolo. Petrópolis: Vozes, 1976.

CASTRO, Luís. Deixar que o outro seja. São Paulo: Paulinas, 1986.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

LOPES, Salvador. Psicologia e Vida Consagrada. São Paulo: Paulinas, 1984.

Outras Atividades:

– Trabalho de Conclusão do Curso de Filosofia (pesquisa, estudo, análise, síntese, apresentação do trabalho)

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica pessoal e grupal

– Delegar responsabilidades e trabalhos

– Prática do silêncio e da contemplação da natureza

– Trabalhos sociais com o Projeto Ceusol (Centro Universitário Claretiano)

– Prática de esportes e de lazer

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos: contribuir para que os formandos possam conhecer e fazer experiências fortes de oração guiados pelo Espírito Santo. Ler, meditar e partilhar o Evangelho de Jesus, colocando em prática as virtudes evangélicas, entre elas, a da partilha dos bens.

Meios:

Encontros Formativos:

I – O Espírito Santo

1.1  – A missão conjunta do Filho e do Espírito

1.2  – O nome, as denominações e os símbolos do Espírito Santo

1.3  – O Espírito e a Palavra de Deus nos tempos das promessas

1.4  – O Espírito de Cristo na plenitude do tempo

1.5  – O Espírito e a Igreja nos últimos tempos

Novo Catecismo, n.os 687-741

II – Espiritualidade Cristã

1.1  – O conceito de Espiritualidade

1.2  – Características da Espiritualidade

1.3 – Virtudes Teologais da fé, esperança e caridade (disponibilidade ao serviço fraterno, castidade, entrega e sacrifício)

1.4 – Correntes contemporâneas de Espiritualidade: Espiritualidade da Libertação

FIORES, Stefano; GOFFI, Tullio. Dicionário de Espiritualidade. São Paulo: Paulus, 1993.

III – A Oração Cristã

2.1 – O que é Oração Cristã?

2.2 – No Antigo Testamento

2.3 – No Novo Testamento

2.4 – Oração do Pai Nosso

Novo Catecismo. n.o 2558ss

IV – Iniciação ao Ministério da Palavra: Evangelho de S. Lucas e Atos dos Apóstolos

Prefeitura Geral de Apostolado. Projeto Palavra Missão: Os Evangelhos Sinóticos e Os Atos dos Apóstolos. São Paulo: Ave-Maria, 1996.

Bibliografias Complementares:

COBLIM, José; MESTRES, Carlos. Pequena Filocália. São Paulo: Paulinas, 1986.

GALILEA, Segundo. A Amizade de Deus. São Paulo: Paulinas, 1988.

Outras Atividades:

– Contemplação de Deus na natureza

– Oração pessoal

– Lectio Divina comunitária

– Direção espiritual

– Confissão sacramental

– Adoração do Santíssimo Sacramento

– Partilha de bens: caixa comum

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Colaborar com os formandos no conhecimento e no apreço da história da Congregação no mundo e no Brasil.
  • Dar a conhecer as Congregações e o Movimento dos Leigos Claretianos pertencentes à Família Claretiana.
  • Aprofundar o Carisma Claretiano através do contato com os documentos congregacionais das frentes apostólicas do Brasil.
  • Proporcionar fortes experiências de Missão.
  • Cultivar a intercongregacionalidade e o gênero de vida na Vida Religiosa.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Missionários Claretianos no Brasil

1.1  – Contexto histórico do início da Missão

1.2  – Período fundacional

1.3  – Período expancionista

1.4  – Período de consolidação e crises

1.5  – Período de renovação rumo ao terceiro milênio

1.6  – Período atual: reorganização da presença claretiana

AZZI, Riolando. A vinda dos Padres claretianos ao Brasil. (artigo).

MAZULA, Ronaldo. Op. cit.

Id. Projeto Missionário: Diretrizes Gerais para a Ação Missionária no Brasil.

II – Família Claretiana

2.1 – Congregações femininas

2.2 – Movimento dos Leigos Claretianos

SANZ, Vicente. Op. cit.

III – Missão Claretiana

3.1 – Fundamentos da Missão Claretiana

3.2 – Uma Missão na África

3.3 – Uma Missão na Ásia

3.4 – Frentes Apostólicas no Brasil

Congregação dos Missionários Claretianos. Constituições, 1990.

SANZ, Vicente. Op. cit.

IV – Carisma Claretiano

4.1 – Comunidade Missionária

4.2 – Castidade

4.3 – Pobreza

4.4 – Obediência

4.5 – Oração

4.6 – Configuração com Cristo

4.7 – Nossa Missão

4.8 – Progresso na Vida Missionária

4.9 – Noviços e seu Mestre

Congregação dos Missionários Claretianos. Constituições, 1990.

Bibliografias Complementares:

COMPÊNDIO DO VATICANO II. 28. ed. Petrópolis: Vozes, 2000.

SCIADINI, Patrício. Maria de todos nós. São Paulo: Paulinas, 1979.

SERRA, A. M. Maria em Caná e junto à cruz. São Paulo: Paulinas, 1979.

Outras atividades:

– Oração diária do terço

– Celebrações das festas claretianas

– Autobiografia com destaque na experiência claretiana na formação

– Encontro com os ex-noviços da Bolívia (a experiência do noviciado)

– Retiro Inaciano

– Semana de estudos sobre Santo Antônio Maria Claret e a Congregação

– Trabalhos pastorais

– Visita às principais frentes apostólicas

– Partilha dos trabalhos das frentes apostólicas por Claretianos responsáveis

– Experiências missionárias com elaboração de projeto e avaliação

– Postulinter

FILOSOFADO CLARETIANO

Pe. Mariano Avellana, cmf.

ASPIRANTADO – I

OBJETIVO GERAL: possibilitar ao formando o cultivo e o discernimento do chamado vocacional, o crescimento humano, cristão e Claretiano que o ajude a se configurar com Cristo Missionário, ungido pelo Espírito Santo e enviado do Pai.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Ajudar os formandos a continuar o processo de descoberta e de conhecimento de si mesmo e dos outros em vista de uma valorização pessoal, da construção de relações fraternas e de uma entrega livre e alegre a Deus.
  • Realizar os estudos acadêmicos de Filosofia, desenvolvendo a capacidade de busca da verdade e da consciência crítica perante a realidade.
  • Criar um ambiente interno de acolhida das culturas diferentes e ter a mesma postura com o ambiente externo.
  • Despertar a sensibilidade e a solidariedade com os mais sofridos.
  • Desenvolver as aptidões artísticas, tais como a de música, teatro, pintura, etc.
  • Cultivar a saúde em todos os níveis, dando atenção especial ao corpo pela prática do esporte e do lazer.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Projeto Pessoal de Crescimento

1.1 – O seu sentido

1.2 – Orientações práticas de elaboração

MARTÍNEZ, Mariano, cmf. Projetos Pessoais e Comunitários na Vida Religiosa. São Paulo: Paulus, 1998.

Plano Geral de Formação. Missionários Claretianos. Roma, 1994.

II – Vida em Comunidade

2.1 – Entender a Comunidade

2.2 – Comunidade de Observância

Comunidade de Autorrealização

Comunidade para o Reino

2.3 – Comunidade como realidade conflitante

2.4 – Enfrentar os conflitos de forma realista

2.5 – A dinâmica do bode expiatório

2.6 – Amizades verdadeiras e falsas

2.7 – Capacidade de dialogar

2.8 – Construir a própria identidade

2.9 – Amabilidade objetiva

2.10 – Construir a comunidade com o silêncio

2.11 – O animador da comunidade

MANENTI, Alessandro. Viver em comunidade. São Paulo: Paulinas.

CENCINI, Amadeo. Vida Fraterna: comunhão de santos e pecadores. São Paulo: Paulinas, 2003.

VANIER, Jean. Comunidade: lugar do perdão e da festa. São Paulo: Paulinas, 1995.

COLOMBERO, Giuseppe. Vida Religiosa: da convivência à fraternidade. São Paulo: Paulus, 2003.

MAYER, Canísio. Encontros que marcam: dinâmicas, encontros, orações, exercícios, mensagens, celebrações, reflexões. São Paulo: Paulus, 2003.

III – Conceitos Antropológicos na Formação

3.1 – Conceito Antropológico Conflitual na Psicanálise

3.2 – Conceito Antropológico de Realização na Psicologia Humanista

3.3 – Conceito Antropológico da Transcendência na Consistência

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

IV – Releitura da História Pessoal

4.1. Confecção da autobiografia:

Etapa 1: Situando-me no mundo

Etapa 2: Tenho uma história

BAQUERO, Victoriano, SJ. Autobiografia: processo de integração. São Paulo: Paulus, 1996.

BALDISSERA, Deolino. Sou o que faço de minha história: fichas para formandos. São Paulo: Paulinas, 2002.

______. Acompanhamento personalizado: guia para formadores. São Paulo: Paulinas, 2002.

Outras Atividades:

– Estudo de Filosofia: consciência crítica frente à realidade

– Curso de Línguas (de modo especial o Espanhol)

– Apresentações culturais, contatos com grupos culturais diferentes (interculturalidade)

– Contatos com a família

– História pessoal: elaboração da autobiografia

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica pessoal e grupal

– Prática de hábitos de autocontrole, austeridade e oblatividade (penitências quaresmais, campanhas de ajuda às famílias carentes)

– Contato com a realidade de pobreza, enfermidade e dor (despertar a compaixão e o senso ético)

– Filmes

Exercício da criatividade: encenar peças, escrever poesias, pintura, música, etc.

Prática de esportes

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Fazer a experiência de se sentir amado pelo Pai e se comprometer com o Seu Projeto.
  • Aprofundar o conhecimento de Jesus para o seu seguimento e configuração.
  • Continuar a Iniciação ao Ministério da Palavra com o conhecimento e a prática da Lectio Divina ou Leitura Orante da Palavra de Deus.
  • Fazer o acompanhamento espiritual com a confissão sacramental.

Meios:

Encontros formativos:

I – O Pai

1.1 – Revela o seu nome

1.2 – Deus, Aquele que é Verdade e Amor

1.3 – O Todo-Poderoso

1.4 – O Criador

            CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, n.º 198-227; 268-314.

II – Jesus Cristo (Itinerário percorrido por Jesus de Nazaré)

2.1 – Jesus e João Batista

2.2 – O significado do batismo de Jesus

2.3 – O significado da tentação de Jesus

2.4 – Jesus anuncia o Reino de Deus

2.5 – Jesus sinaliza o Reino de Deus pelas suas atitudes e obras

2.6 – A morte de Jesus

2.7 – A ressurreição de Jesus

RÚBIO, Garcia. Encontro com Jesus Cristo Vivo. São Paulo: Paulinas, 1994.

RIBOLLA, José. O jeito de Jesus de Nazaré. Aparecida: Santuário, 1998.

III – Iniciação ao Ministério da Palavra: estudo do Evangelho de S. Marcos

Projeto Palavra Missão. CMF.

CRB/Publicações. Seguir Jesus: os Evangelhos. Tua Palavra é Vida, 1994.

IV – Direção espiritual e Iniciação ao Ministério da Palavra com a Lectio Divina

4.1 – O significado e a importância da direção espiritual e orientações práticas

4.2 – Passos da Lectio Divina: leitura

4.3 – Meditação

4.4 – Oração

4.5 – Contemplação

4.6 – Comunicação

4.7 – Ação

DUTTO, Giovani; HAYDEN, Christopher. Lectio Divina. São Paulo: Ave-Maria.

Prefeitura Geral de Formação. Iniciação ao Ministério da Palavra

Diretório Espiritual Claretiano.

CRB/Publicações. A Leitura Orante da Bíblia. Tua Palavra é Vida, 1990.

ZANDOMENEGHI, Raymundo. Arte da contemplação: exercícios práticos para meditar e contemplar. São Paulo: Ave-Maria, 2008.

TOMASI, Flávio Lorenzo Marchesini de. Ouro testado no fogo: acompanhamento psico-espiritual entre mistério e seguimento. São Paulo: Paulinas, 2007.

GRUN, Anselm. A Oração como Encontro. Petrópolis: Vozes, 2004.

Outras Atividades:

– A direção espiritual

– A prática da confissão sacramental

– A Lectio Divina

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Apresentar a história da Vida Religiosa e os seus elementos fundamentais.
  • Fazer uma releitura da autobiografia do Fundador de forma pedagógica.
  • Ter noções de Missiologia: trabalhos pastorais com pequenos projetos e experiências missionárias.
  • Praticar as devoções e celebrar as festas claretianas.
  • Participar de encontros de intercongregacionalidade e de gênero.

Meios:

Encontros formativos:

I – Introdução à Vida Religiosa

1.1 – Fundamentação da Vida Religiosa em Jesus Cristo

1.2 – Resumo da história da Vida Religiosa

1.3 – Essência da Vida Religiosa:

1.3.1 – Consagração (Votos Castidade, pobreza e obediência)

1.3.2 – Comunhão

1.3.3 – Missão

ALONSO, Severino. A vida consagrada. São Paulo: Ave-Maria,1991.

CODINA, Víctor; ZEVALLOS, Noé. Vida Religiosa: história e teologia. Petrópolis: Vozes,1987.

Documentos Pontifícios. A Exortação Apostólica Pós-Sinodal Vita Consecrata. Papa João Paulo II.

DICIONÁRIO TEOLÓGICO DA VIDA CONSAGRADA. São Paulo: Paulus, 1994.

CENCINI, Amadeo. Os Jovens ante o desafio da vida consagrada: interrogações e problemáticas. São Paulo: Paulinas, 1999.

______. Quando Deus chama: a consagração aposta e desafio para os jovens de hoje. São Paulo: Paulinas, 1999.

II – Santo Antônio Maria Claret

2.1 – Contexto histórico

2.2 – Motivações Vocacionais

2.3 – Objetivos da Missão

2.4 – Meios da Missão

2.5 – A identidade do Missionário Claretiano

2.6 – A figura de Maria como Mãe, mestra e formadora

2.7 – Algumas missões concretas do Fundador

CLARET, Antônio Maria. Autobiografia. São Paulo: Ave-Maria, 2008.

MEGALE, João Batista. A paixão pela Palavra em Antônio Maria Claret. São Paulo: Ave-Maria, 2005.

LOZANO, Juan Maria, cmf. Un místico de la acción: San Antonio María Claret. Barcelona: Editorial Claret, 1983.

III – Iniciação à Pastoral e à Missiologia

3.1 – O que é Pastoral?

3.2 – A Missão da Igreja: evangelizar:

       3.2.1 – Ministério da Palavra

       3.2.2 – Ministério da Liturgia

       3.2.3 – Ministério da Caridade

3.3 – História da Missão

3.4 – Características da Missão

3.5 – Teologia da Missão

LIBANIO, J. B. O que e Pastoral? São Paulo: Brasiliense, 1982. (Coleção Primeiros Passos).

COPI, Paulo de. Por uma Igreja toda Missionária: breve curso de missiologia. São Paulo: Paulus.

DONEGANA, Constanzo (Org.). Terceiro Milênio: o desafio missionário. São Paulo: Ave Maria, 1999.

PAREDES, José Cristo Rey García. Chamados para a Missão: dimensão missionária das vocações e ministérios. São Paulo: Ave-Maria.

DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. CELAM, 2007.

CNBB. Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010. Documentos da CNBB n.º 87.

Outras Atividades:

–          Oração diária do terço

–          Celebração das festas claretianas

–          Semana claretiana de estudos

–           Trabalhos pastorais de acordo com a opção preferencial pelos não evangelizados, excluídos, jovens, visando ao acompanhamento das comunidades e à formação de lideranças

–          Experiências missionárias na Paróquia de trabalho

–          Participação no Aspirinter

–          Elaborar um pequeno projeto de pastoral: com o conhecimento e análise da realidade, apresentação de metas e meios, enfim, a avaliação

ASPIRANTADO – II

OBJETIVO GERAL: animar o formando a um aprofundamento da Configuração com Cristo Missionário, ao estilo dos Apóstolos, através da formação humana, cristã e claretiana que ajude num discernimento vocacional mais seguro e na vontade de assumir o compromisso missionário, preparando-o para vivenciar a etapa do Postulantado.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivo Específico:

  • Conhecer-se mais como pessoa humana e orientar a própria vida aos valores cristãos de modo a se sentir bem consigo mesmo e com os outros.  

Meios:

Encontros Formativos:

I – A Pessoa Humana no Conceito da Autotranscendência na Consistência

1.1 – Os três níveis da vida psíquica

1.2 – Valores, Necessidades e Atitudes X Contra-Valores

1.3 – Mecanismos de Defesa

1.4 – Realidade pessoal: desafio ou desculpa

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

CENCINI, Amadeo; MANENTI, Alessandro. Psicologia e formação. São Paulo: Paulinas, 1985.

IMODA, Franco (Org.). Conduziu-o até Jesus: psicologia da vocação na adolescência. São Paulo: Paulinas, 2002. v. 1. (Coleção Educar para vida)

______. Buscando Jesus: caminho e acompanhamento vocacional na adolescência. São Paulo: Paulinas, 2002.

IMODA, Franco (Org.). Olhou para ele com amor: psicologia da vocação na fase da juventude. São Paulo: Paulinas. 2002. v. 2. (Coleção Educar para vida)

CENCINI, Amadeo. Amarás o Senhor teu Deus. São Paulo: Paulinas, 1989.

CENCINI, Amadeo; MANENTI, A. Psicología y formación: estructuras y dinamismos. Bologna: Paulinas, 1985.

II – A Afetividade e a Sexualidade

2.1 – O cristão diante da Afetividade e da Sexualidade

2.2 – Breves dados psicológicos sobre a evolução da sexualidade humana

2.3 – O jovem diante da experiência do namoro e do noivado

2.4 – A Sexualidade na experiência de amor conjugal

2.5 – A fascinante aventura do amor cristão

2.6 – A integração da Sexualidade no compromisso educativo

2.7 – A Sexualidade no celibato

2.8 – A integração da Sexualidade na amizade

2.9 – Fragilidade sexual e desvios

2.10 – Integrar a Sexualidade: que quer dizer?

CIAN, Luciano. Caminho para a maturidade e a harmonia. Petrópolis: Vozes, 1990.

GRUN, Anselm; SARTORIUS, Christiane. Amadurecimento espiritual e humano na vida religiosa. São Paulo: Paulinas, 2006.

ALBISISETTI, Valério. Ser Amigos ou ter amigos? Uma forma de conhecer a si e aos outros. São Paulo: Paulinas, 2002.

AARDWERG, Gerard L. M. Van den. A batalha pela normalidade sexual. Aparecida: Santuário, 2000.

III – A Autoestima

3.1 – Conhecimento objetivo de si

3.2 – Capacidade de se apreciar aquilo que se é

3.3 – Tensão sadia para o bem

3.4 – Integração do negativo presente na própria vida

CENCINI, Amadeo; MANENTI, Alessandro. Psicologia e formação. São Paulo: Paulinas, 1985.

BRANDER, Nathanael. Auto-estima e os seus pilares. São Paulo: Saraiva, 2002.

______. Auto-estima, liberdade e responsabilidade. São Paulo: Saraiva, 1997.

LUCAS, Miguel. A auto-estima no desenvolvimento da personalidade. São Paulo: Paulus, 2000.

FREITAS, Osório Soares. Reencontro consigo mesmo: uma proposta de conhecimento, trabalho e libertação dos sentimentos e das emoções. São Paulo: Paulinas, 2003.

IV. Releitura da História Pessoal:

4.1 – Confecção da autobiografia:

Etapa 3: Minha história me marcou

Etapa 4: Tenho que rever minha história

BAQUERO, Victoriano, SJ. Autobiografia: processo de integração. São Paulo: Paulus, 1996.

BALDISSERA, Deolindo. Sou o que faço de minha história: fichas para formandos. São Paulo: Paulinas, 2002.

______. Acompanhamento personalizado: guia para formadores. São Paulo: Paulinas, 2002.

Outras Atividades:

– Estudo de Filosofia: consciência crítica frente à realidade

– Curso de Línguas (de modo especial o Espanhol)

– Apresentações culturais (interculturalidade)

– Contatos com a família

– História pessoal: elaboração da autobiografia

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica pessoal e grupal

– Prática de esportes

– Prática de hábitos de autocontrole, austeridade e oblatividade (penitências quaresmais, campanhas de ajuda às famílias carentes)

– Contato direto com a realidade de pobreza, enfermidade e dor

– Filmes

– Exercício da criatividade: encenar peças, escrever poesias, pintura, música, etc.

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Conhecer a Igreja a partir do seu mistério profundo, percebendo a sua vocação e missão profética, sacerdotal e real e discernindo qual a vocação recebida e a contribuição que deve ser dada.
  • Conhecer e vivenciar o sentido pascal da liturgia nos sacramentos.
  • Conhecer e aplicar os princípios e orientações da doutrina social da Igreja sobre a pessoa humana, a família, a sociedade, a política e a economia.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Igreja

1.1 – As denominações e imagens da Igreja

1.2 – Origem, fundação e Missão da Igreja

1.3 – O mistério da Igreja

1.4 – A Igreja: Povo de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito Santo

1.5 – Fiéis de Cristo: hierarquia, leigos e vida consagrada

1.6 – Discernimento Vocacional: motivações

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA n.º 748-798; 871-933.

LIBÂNIO, João Batista. Cenários de Igreja. São Paulo: Loyola, 1999.

DIRECTORIO VOCACIONAL CLARETIANO. Misioneros Claretianos. Roma. 2000.

CENCINI, Amadeo. A história pessoal, morada do mistério: indicações para o discernimento vocacional. São Paulo: Paulinas, 1999.

______. Redescobrindo o mistério: guia formativo para as decisões vocacionais. São Paulo: Paulinas, 1999.

______. Quando a carne é fraca: discernimento vocacional diante da imaturidade e das patologias do desenvolvimento afetivo-sexual. São Paulo: Paulinas, 2006.

IMODA, Franco (Org.) Mestre, onde moras? Discernimento da vocação. São Paulo: Paulinas, 2002. v. 3. (Coleção Educar para a vida)

WOLFF, Pierre. Discernimento: a arte de escolher bem. Aparecida: Santuário, 2008.

II – A Liturgia

2.1 – O motivo, o significado e outras implicações da Liturgia

2.2 – A Liturgia: Obra da Santíssima Trindade

2.3 – O mistério pascal nos sacramentos da Igreja

2.4 – Os sacramentos de cura: reconciliação e unção dos enfermos

2.5 – Os sacramentos do serviço de comunhão: ordem e matrimônio

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA n.º 1066-1658

DOCUMENTOS DA CNBB SOBRE LITURGIA.

III – Iniciação ao Ministério da Palavra: estudo do Evangelho de S. Mateus

Projeto Palavra Missão. CMF

CRB/Publicações. Seguir Jesus: os Evangelhos. Tua Palavra é Vida, 1994.

IV – Resumo da Doutrina Social da Igreja

4.1 – Os princípios da doutrina social da Igreja

4.2 – A família, o trabalho

4.3 – A economia

4.4 – A política

Pontifício Conselho “Justiça e Paz”. Compêndio da Doutrina Social da Igreja. São Paulo: Paulinas.

CNBB. Projeto Nacional de Evangelização: Queremos ver Jesus Caminho, Verdade e Vida. Temas da Doutrina Social da Igreja. Cadernos 1 e 2.

Outras Atividades:

– A direção espiritual

– A prática da confissão sacramental

– Adoração do Santíssimo Sacramento

– A Lectio Divina

– O manuseio dos livros litúrgicos

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Conhecer e experienciar o sentido da Frágua de Maria.
  • Conhecer sistematicamente a história da Congregação, da vocação dos Irmãos Missionários, dos Mártires e outros Missionários Claretianos.
  • Estudar e concretizar os Projetos de Evangelização da Igreja no Brasil, da Igreja Particular, onde a Casa de Formação está situada, e da Província Claretiana do Brasil.
  • Realizar experiências fortes de retiro e de Missão.

Meios:

Encontros Formativos:

I – A Frágua de Maria

1.1 – Quid Prodest

1.2 – Patris Mei

1.3 – Caritas Christi

1.4 – Spiritus Domini

MISSIONÁRIOS CLARETIANOS. A Frágua: formados na frágua de seu coração. Caderno de Formação Claretiana. nº 01.

II – Fatos importantes da história da Congregação

2.1 – Contexto histórico da fundação

2.2 – Período fundacional (1849-1870)

2.3 – Período de consolidação e primeira expansão (1870-1899)

2.4 – Período do auge congregacional (1899-1967)

2.5 – Período de renovação (1967-1985)

2.6 – Rumo ao terceiro milênio

2.7 – Momento atual: últimos Documentos Capitulares

MAZULA, Ronaldo. História da Congregação dos Missionários Claretianos.

SANZ, Vicente. Huellas de Claret.

III – Mártires Claretianos e Claretianos de Destaque

Coleção dos Claretianos de ontem e de hoje.

HERNÁNDEZ, CMF, Pedro García. Crônica Martirial: 271 Misioneros Claretianos Mártires – 1936-39. Madrid: Publicaciones Claretianas, 2000.

VILLEGAS, Gabriel Campo. Mártires Claretianos de Barbastro: depoimentos de testemunhas oculares. São Paulo: Ave-Maria, 1992.

MISSIONÁRIOS CLARETIANOS. Mártires Claretianos de Barbastro. São Paulo, 1992.

IV – Vocação dos Irmãos

Constituições CMF

Nuestro Proyecto de Vida Misionera: comentarios a las Constituiciones

Directorio CMF

Carta Circular do Pe. Aquilino Bocós, cmf. Os Missionários Irmãos: um desafio para a vida e a Missão da Congregação. Roma, 1997.

V – Planos de Evangelização da CNBB, da Igreja Particular local e da Província Claretiana do Brasil

5.1 – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil

5.2 – Projeto Evangelizador da Igreja Particular

5.3 – Projeto Missionário: Diretrizes Gerais para Ação Missionária no Brasil

VI – Missiologia

6.1 – A Missão na América Latina

6.2 – Espiritualidade e Animação Missionária

COPI, Paulo de. Por uma Igreja toda Missionária: breve curso de missiologia. São Paulo: Paulus.

DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. CELAM, 2007.

Outras Atividades:

–          Oração diária do terço

–          Celebração das festas claretianas

–          Retiro inaciano de preparação ao postulantado

–          Semana claretiana de estudos

–          Trabalhos pastorais de acordo com a opção preferencial pelos não evangelizados, excluídos, jovens, visando ao acompanhamento das comunidades e à formação de lideranças.

–          Experiências missionárias e participação no Aspirinter.

–          Estudo da realidade local e elaboração de um projeto evangelizador comunitário.

PRÉ-NOVICIADO

OBJETIVO GERAL: possibilitar ao formando o cultivo e o discernimento do chamado vocacional, um grau de amadurecimento humano, cristão e Claretiano que o ajude a fazer uma primeira opção pela Congregação, configurando-se com Cristo Missionário, ungido pelo Espírito Santo e enviado do Pai e, assim, uma vez ingressado na etapa do Postulantado Canônico, segundo seu grau de amadurecimento, preparar-se para o Noviciado.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Ajudar os formandos a dar continuidade ao processo de descoberta e de conhecimento de si mesmo e dos outros em vista de uma valorização pessoal, da construção de relações fraternas e de uma entrega livre e alegre a Deus.
  • Realizar os estudos acadêmicos de Filosofia, desenvolvendo a capacidade de busca da verdade e da consciência crítica perante a realidade.
  • Criar um ambiente interno de acolhida das culturas diferentes e ter a mesma postura com o ambiente externo.
  • Despertar a sensibilidade e a solidariedade com os mais sofridos.
  • Desenvolver as aptidões artísticas, tais como a de música, teatro, pintura, etc.
  • Cultivar a saúde em todos os níveis, dando atenção especial ao corpo pela prática do esporte e do lazer.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Perseverança e eficácia na Vida Religiosa

1.1 – Processos psicológicos subjacentes à perseverança e à eficácia na Vida Religiosa.

1.2 – Consistência Pessoal.

1.3 – Inconsistências.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

MÉZERVILLE, Gastón. Maturidade sacerdotal e religiosa: a formação para a maturidade. São Paulo: Paulus, 2000. v. 1

GOYA, Benito. Psicologia e Vida Consagrada. São Paulo: Paulus, 1999.

II – Pessoa a caminho da integração

2.1 – Valores e processos de influência social

2.2 – Maturidade e capacidade de internalização.

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

BISSI, Anna. Espiritualidade e Psicologia: uma relação difícil?

D’AGOSTINI, Ariete. A importância da Psicologia na Formação.

POLI, Gian Franco. Liderança e bem-estar interpessoal nas comunidades religiosas. São Paulo: Paulinas, 2008.

______. Liderança e comunicação na vida religiosa. São Paulo: Paulinas, 2009.

______. Guia eficaz para reuniões de comunidades. São Paulo: Paulinas, 2009.

CENCINI, Amadeo; MANENTI, A. Psicología y formación: estructuras y dinamismos. Bologna: Paulinas, 1985.

III – Discernimento vocacional

3.1 – As motivações na Vida Religiosa

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

DULLIUS, Paulo. A questão das motivações na Vida Religiosa.

IMODA, Franco (Org.) Mestre, onde moras? Discernimento da vocação. São Paulo: Paulinas, 2002. v. 3 (Coleção Educar para a vida)

CENCINI, Amadeo. Quando a carne é fraca: discernimento vocacional diante da imaturidade e das patologias do desenvolvimento afetivo-sexual. São Paulo: Paulinas, 2006.

DIRECTORIO VOCACIONAL CLARETIANO. Misioneros Claretianos. Roma. 2000.

Outras Atividades:

– Trabalho de Conclusão do Curso de Filosofia (pesquisa, estudo, análise, síntese, apresentação do trabalho)

– Acompanhamento pessoal

– Assessoria psicológica pessoal e grupal

– Delegar responsabilidades e trabalhos

– Prática do silêncio e da contemplação da natureza

– Prática de esportes

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Contribuir para que os formandos possam conhecer e fazer experiências fortes de oração guiados pelo Espírito Santo.
  • Ler, meditar e partilhar o Evangelho de Jesus, colocando em prática as virtudes evangélicas, entre elas a da partilha dos bens.

Meios:

Encontros Formativos:

I – O Espírito Santo

1.1 – A missão conjunta do Filho e do Espírito

1.2 – O nome, as denominações e os símbolos do Espírito Santo

1.3 – O Espírito e a Palavra de Deus nos tempos das promessas

1.4 – O Espírito de Cristo na plenitude do tempo

1.5 – O Espírito e a Igreja nos últimos tempos

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA, nº 687-741.

II – Espiritualidade Cristã

2.1  – O conceito de Espiritualidade

2.2  – Características da Espiritualidade

2.3  – Virtudes Teologais da fé, esperança e caridade (disponibilidade ao serviço fraterno, castidade, entrega e sacrifício)

2.4  – Correntes contemporâneas de Espiritualidade: Espiritualidade da Libertação

MISSIONÁRIOS CLARETIANOS. Nossa Espiritualidade Missionária no caminho do Povo de Deus. Congresso em Madrid. Roma, 2002.

OLIVEIRA, José Lisboa Moreira. Na órbita de Deus: espiritualidade do animador e da animadora vocacional. São Paulo: Loyola, 2004.

CENCINI, Amadeo. Os sentimentos do Filho: caminho formativo na vida consagrada. São Paulo: Paulinas, 2002.

GALILEA, Segundo. O Caminho da Espiritualidade. São Paulo: Paulinas, 1985.

JOSAPHAT, Frei Carlos. Fé, Esperança e Caridade: encontrar Deus no centro da vida e da história. São Paulo: Paulinas, 1998.

III – A Oração Cristã

3.1 – O que é Oração Cristã?

3.2 – No Antigo Testamento

3.3 – No Novo Testamento

3.4 – Oração do Pai Nosso

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. n.º 2558ss

III – Iniciação ao Ministério da Palavra: Evangelho de S. Lucas e Atos dos Apóstolos

Projeto Palavra Missão. CMF

CRB/Publicações. Seguir Jesus: os Evangelhos. Tua Palavra é Vida, 1994.

Outras Atividades:

– Contemplação de Deus na natureza

– Oração pessoal

– Lectio Divina comunitária

– Direção espiritual

– Confissão sacramental

– Adoração do Santíssimo Sacramento

– Partilha de bens: caixa comum

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Aprofundar com os formandos o conhecimento e o apreço da história da Congregação no mundo e no Brasil.
  • Dar a conhecer as Congregações e o Movimento dos Leigos Claretianos pertencentes à Família Claretiana.
  • Aprofundar o Carisma Claretiano através dos documentos congregacionais e no contato com as frentes apostólicas no Brasil.
  • Proporcionar fortes experiências de Missão.
  • Cultivar a intercongregacionalidade na Vida Religiosa.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Missionários Claretianos no Brasil

1.1 – Contexto histórico do início da Missão

1.2 – Período fundacional

1.3 – Período expansionista

1.4 – Período de consolidação e crises

1.5 – Período de renovação rumo ao terceiro milênio

1.6 – Reorganização da presença claretiana no Brasil

1.7 – Período atual

MAZULA, Ronaldo. História da Congregação dos Missionários Claretianos.

II – Família Claretiana

2.1- Congregações femininas

2.2 – Movimento dos Leigos Claretianos

SANZ, Vicente. Huellas de Claret.

III – Missão Claretiana

SANZ, Vicente. Huellas de Claret.

MEGALE, João Batista, CMF. Missionários Claretianos: Carisma e Posições. Belo Horizonte: FUMARC, 2007.

IV – Carisma Claretiano

4.1 – O chamado

4.2 – A consagração

4.3 – Votos: castidade, pobreza e obediência

4.4 – Vida comunitária

4.5 – Missão

Documentos capitulares, Constituições, etc.

Artigos:

– BOFF, Clodovis. Considerações indignadas sobre a formação religiosa hoje. In: Revista Convergência.

– Comentário às Considerações indignadas do Frei Clodovis

– Perfil do Aspirante à Vida Religiosa

– Ministérios da Vida Religiosa na realidade atual

– A Pedagogia de Jesus

– A formação de Pedro

– A transparência na formação

Outras atividades:

– Oração diária do terço

– Celebrações das festas claretianas

– Semana claretiana de estudos

– Trabalhos pastorais

– Postulinter


–           

2.a FASE: AMADURECER

Inspiração Bíblica: “Não sabíeis que deveria ocupar-me com as coisas de meu Pai?” (Lc2, 48-49)

ETAPA:

Postulantado

POSTULANTADO

O Postulantado Canônico é a etapa de formação imediatamente preparatória do noviciado. Esta etapa formativa poderá se desenvolver no decorrer da etapa formativa do terceiro ano, segundo o processo de crescimento e maturidade do aspirante ou durante um período específico determinado após discernimento entre formando e formador.

A formação nesta etapa deve transcorrer dentro de uma dinâmica peculiar mais decididamente marcada pela vocação claretiana. Portanto, deverá realizar-se num clima de abertura à Palavra de Deus, de valorização crescente e gosto pela vida espiritual, de experiência comunitária, de compromisso apostólico e de abertura confiada ao diretor espiritual. Este ambiente deve permitir um juízo mais exato sobre as atitudes, vocação, preparação, maturidade humana e afetiva do candidato a ponto de dar fundadas esperanças de que este poderá assumir as obrigações da vocação claretiana, que deverão ser confirmadas no noviciado.

OBJETIVO GERAL: tem por objetivo a preparação adequada do candidato para iniciar a vida missionária e a formação por parte da Congregação de um juízo ponderado sobre as garantias por ele oferecidas.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Item “Postulantado”

Ver: Plano Geral de Formação e Diretório CMF.

II – O postulantado de Jesus (De Nazaré ao Jordão)

2.1 – João, no deserto

2.2 – Jesus é Batizado

2.3 – Jesus no deserto

2.4 – Jesus, na fila dos pecadores

2.5 – O encontro no Jordão

2.6 – No Jordão

2.7 – Textos copiados – material sugerido pela equipe formativa do Noviciado 2.8 – Interprovincial do Cone-Sul (Arquivo da Casa de Formação).

2.9 – Evangelhos sinóticos: um olhar evangélico sobre o postulantado a partir de Jesus de Nazaré.

III – O seguimento a Jesus Cristo (aspectos fundamentais do seguimento a Jesus)

3.1 – O chamado ou vocação

3.2 – Eles deixaram as redes e o pai

3.3 – Escolhidos para estar com ele

3.4 – Escolhidos para ser enviados

3.5 – Fidelidade no seguimento até a morte

3.6 – Até a alegria da ressurreição

3.7 – Maria, a primeira seguidora

LIMA, SDB, Marcos de. Jesus: nossa Mística. São Paulo: Loyola, 2007.

______. Seguir Jesus. São Paulo: Loyola e CRB, 2002.

CABESTRERO, Teófilo. La Misión en el corazón: espirutualidad del Hijo del Corazón de María Servidor de la Palabra en la nueva evangelización. Secretariado del Corazón de María. Madrid: Publicaciones Claretianas, 1991.

IV. O seguimento de Jesus Cristo na América Latina

4.1 – Comunhão de vida e missão        

4.2 – Incorporados ao mistério pascal de Jesus Cristo

4.3 – Com Maria, Mão de Jesus e da Igreja

DOCUMENTO DE APARECIDA: Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. CELAM, 2007.

MEGALE, João Batista, CMF. A Palavra e a Rosa: a Mãe de Jesus à luz da Palavra de Deus. São Paulo: Ave-Maria, s/d.

V. Releitura da História Pessoal:

5.1 – Confecção da autobiografia:

Etapa 5: Tenho uma história Vocacional

BAQUERO, Victoriano, SJ. Autobiografia: processo de integração. São Paulo: Paulus, 1996.

BALDISSERA, Deolindo. Sou o que faço de minha história: fichas para formandos. São Paulo: Paulinas, 2002.

______. Acompanhamento personalizado: guia para formadores. São Paulo: Paulinas, 2002.

Outras Atividades:

– Partilhas de Experiências Missionárias com Claretianos:

– Educação – Colégios e Centro Universitário Claretiano

– Meios de Comunicação Social: Fundação Claret

– Imprensa Escrita: Editorial

– Administração das Gráficas e Livrarias

– Obras Sociais da Província

– Missão África – Moçambique

– Visitas de Missionários de outras áreas do serviço missionário: Paróquias, Governo Geral e Provincial

– Retiro inaciano

– Semana claretiana de estudos

– Trabalhos pastorais

– Visita a algumas frentes apostólicas da Província

– Experiências missionárias com elaboração de projeto e avaliação

– Postulinter


3.ª FASE: FUNDAMENTAR

Inspiração Bíblica:

“O amor de Cristo nos impele” (2 Cor 5, 14)

ETAPA:

Noviciado

NOVICIADO CLARETIANO

OBJETIVO GERAL: iniciar integralmente a experiência de seguimento de Jesus Cristo Evangelizador para que o noviço possa optar livremente, assumindo a Vida Religiosa segundo o Carisma Claretiano, tendo em vista a incorporação na Congregação.

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Obter um plano de ruptura, de deserto, de silêncio e de nova abertura aos valores da vida missionária.
  • Cultivar as virtudes humanas de vontade, fidelidade aos compromissos.
  • Trabalhar e acompanhar o desenvolvimento da maturidade humana, integrando a afetividade e a sexualidade.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Integração Humana na Vida Formativa

1.1 – O que é Vocação?

1.2 – O que é o Aspirantado?

1.3 – O que é o Postulantado?

1.4 – O que é o Noviciado?

1.5 – O que é Discernimento

1.6 – O que é Sexualidade e Afetividade?

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

II – Formação da Consciência Moral

2.1 – O que são ética, moral e natureza humana?

2.2 – Características éticas e morais

2.3 – Ethos e a crise moral hoje

2.4 – O agir, o pensar e o querer humano

2.5 – A origem da consciência

2.6 – Dinamismo da consciência moral e os seus condicionamentos

2.7 – A moral sobre a natureza, o ser humano, as questões da ocultação da verdade, da ausência da liberdade e da cegueira ideológica

2.8 – Discernimento moral e seus mecanismos de defesa: agressão, deslocamento

fantasia, projeção, compensação, sublimação, racionalização, repressão, isolamento e identificação

2.9 – Desafios atuais para a formação de uma consciência ética e moral

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

III – Formação da Consciência Crítica

3.1 – O que se entende por Consciência Crítica?

3.2 – As manifestações linguísticas expositiva, expressiva e apelativa que formam a Consciência Crítica

3.3 – As relações estabelecidas através da Consciência Crítica: sociais simétricas e assimétricas

3.4 – A Consciência Crítica social dialética

3.5 – As relações sociais de produção e culturas ideológicas

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

Outras Atividades:

– Uso crítico e moderado dos meios de comunicação social

– Contato moderado com os familiares e amigos

– Momentos de silêncio e recolhimento

– Momentos de recreação, trabalhos de cooperação e responsabilidade pessoal e comum

– Projeto Comunitário feito em conjunto e com avaliação frequente

– Diálogo na vivência diária

– Decisões livres e responsáveis nas atividades internas e externas conforme o projeto vocacional

– Relacionamentos maduros com ambos os sexos, idades e condições sociais diferentes

– Vivência da sexualidade de forma casta

– Exame dos sentimentos, emoções e atitudes

– Uso da criatividade, aptidões mediante os trabalhos, esporte e artes

– Cuidado ecológico através da reciclagem e da preservação do meio ambiente

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Aprofundar o seguimento de Cristo como centro unificador de toda a vida.
  • Conformar a própria vida a partir do chamado gratuito do Pai, ressoado na Igreja, aceitando o Evangelho como norma de vida.
  • Apresentar Maria como modelo de escuta e resposta à Palavra de Deus.
  • Assimilar os fundamentos da vida cristã para responder com fé e alegria ao chamado de Deus.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Cristologia

1.1 – O conhecer Jesus

1.2 – Os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João

1.3 – Conhecer Jesus através do texto, contexto e pretexto

1.4 – A Missão do Filho de Deus

1.5 – As estratégias de Jesus

1.6 – O seguimento de Jesus

1.7 – As parábolas

1.8 – Reino de Deus e Deus do Reino

1.9 – Jesus e o Pai como mistério de amor

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

II – Eclesiologia

2.1 – A Igreja Comunidade para a Evangelização

2.2 – O mistério da Trindade Santa

2.3 – A vida consagrada dentro da Igreja

2.4 – Desafios e rumos da Evangelização

2.5 – A experiência cristã de Deus

2.6 – A Trindade como princípio organizativo da vida

2.7 – A Igreja e o serviço de salvação

2.8 – A Igreja: Origem e Missão

2.9 – A Igreja e a antropologia unitária

2.10 – Antropologia dualista e fé eclesial

2.11 – A unidade de corpo e alma como problema escatológico

2.12 – A unidade de corpo e espírito como problema eclesiológico

2.13 – A Igreja, comunidade de discípulos, e maturidade afetiva

2.14 – Maturidade afetiva e experiência comunitária

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

III – História da Vida Religiosa

3.1 – Um apanhado geral da formação da humanidade

3.2 – As fases antiga, medieval, moderna e contemporânea da Vida Religiosa

3.3 – História da Igreja no Brasil

3.4 – A Vida Religiosa no Brasil e nos tempos atuais

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

IV – Teologia dos Votos

4.1 – Votos como Conselhos Evangélicos

4.2 – A Teologia da Castidade, da Pobreza e da Obediência

Tópicos desenvolvidos e aprofundados no Novinter

Outras Atividades:

– Cultivo do espírito de oração comunitária e pessoal e a prática da piedade mariana

– Celebração diária da Eucaristia, Liturgia das Horas junto com o povo e celebrações frequentes da reconciliação

– Escuta da Palavra de Deus, mantendo e valorizando o silêncio interior

– Intensificação da oração pessoal

– Prática da direção espiritual

– Prática da Confissão pessoal frequente

– Recitação do terço

– Celebração das festas marianas

– Exercícios de serviço à comunidade e ao povo, por exemplo, cozinhar, lavar, passar, visitar as famílias pobres, os doentes, etc.

– Reflexão pessoal sobre a Vida Religiosa, considerando os sinais, aptidões, motivações, dificuldades para vivê-la

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Iniciar-se na Vida Religiosa, segundo o Carisma, o Espírito e a Missão de Santo Antônio Maria Claret e da Congregação.
  • Conhecer e amar o Fundador.
  • Suscitar nos noviços a consciência missionária, valorizando o anúncio do Evangelho a toda criatura, sem distinção de raça, cultura ou classe social.
  • Experimentar de forma estável a vida comunitária.
  • Conscientizar os noviços sobre a importância do conhecimento da realidade brasileira com os seus desafios missionários.
  • Continuar o processo de iniciação apostólica conforme a etapa do Noviciado.

Meios:

Encontros Formativos:

I – O que é o Noviciado Claretiano?

“Caminhos de Formação”

Constituições e Diretório

Plano Geral de Formação de direito canônico

II – Nossas Raízes – História

2.1 – Apanhado da História da Vida Religiosa

CODINA, Vitor; CEVALLOS, N. “Vida Religiosa, História e Teologia”.

2.2 – Retorno às origens

GÓMEZ, Jesus Alvarez. Retorno às origens.

2.3 – Estudando a Vida de Claret

Autobiografia e “Huellas de Claret”

2.4 – História da Congregação (destaque na América Latina)

FERNANDEZ, Pe. Cristobal

2.5 – Estudos dos documentos Capitulares

III – As Constituições Claretianas

3.1 – Definição das Constituições

3.2 – Como ler

3.3 – História das Constituições

3.4 – Inspiração e fundamentação bíblico-teológica do Carisma Claretiano

NUESTRO PROYETO DE VIDA MISSIONERA: Comentário a las Constituciones.

IV – A Vida Missionária Claretiana nas Constituições

4.1 – A Constituição Fundamental

4.2 – A Constituição Missionária

4.3 – Os votos da Castidade, Pobreza e Obediência

4.4 – A Oração

4.5 – A Configuração com Cristo

4.6 – Nossa Missão

4.7 – O Progresso na Vida Missionária

NUESTRO PROYETO DE VIDA MISSIONERA: Comentário a las Constituciones.

V – Nosso Itinerário Formativo: A Frágua

5.1 – O sentido da Frágua

5.2 – Preparação para entrar na Frágua

5.3 – Quid Prodest

5.4 – Patris Mei

5.5 – Caritas Christi

5.6 – Spiritus Domini

A Frágua: Formados na frágua de seu coração. Caderno de formação claretiana      n.º 1.

VI – Nossa Organização: Governo da Congregação

Constituições: Cap. XVI, n.os 86 – 156

Diretório CMF: Cap. XIII – XXIII, n.os 285 – 589

VII – Nosso Projeto de Vida Missionária no Brasil

7.1 – Marco Situacional

7.2 – Marco Doutrinal

7.3 – Linhas para Ação Missionária em nossas frentes apostólicas

PROJETO MISSIONÁRIO DA PROVÍNCIA CLARETIANA DO BRASIL: Diretrizes Gerais para a ação missionária no Brasil.

Outras Atividades:

– Retiros, exercícios espirituais com temáticas claretianas

– Prática da Lectio Divina

– Adoração do Santíssimo Sacramento

– Reza diária do terço e missas periódicas em memória à Virgem Maria

– Participação do Novinter

– Acompanhamento pessoal regular com o Mestre de Noviços

– Leitura da Autobiografia e outros escritos de Santo Antônio Maria Claret

– Celebração das festas claretianas: Coração de Maria, Fundador, Congregação, Co-Padroeiros, Mártires Claretianos

– Utilização dos símbolos claretianos nas orações, na vida comunitária, no trabalho apostólico

– Prática de dinâmicas de relacionamento comunitário

– Intensificação da convivência em meio às diferenças de ministérios, cargos na comunidade: por exemplo, Mestre e Noviços, Párocos, Ecônomos

– Exercícios de trabalhos em equipe

– Reforço do sentido de pertença

– Encontros de Partilha e Formação dos Irmãos Missionários com os noviços

– Incentivo à leitura dos boletins e informativos Missionários da Congregação

– Visita de Claretianos das várias frentes apostólicas, especialmente, os que estão em outros países

– Debates sobre os problemas brasileiros e do mundo numa perspectiva missionária

– Viver um estilo de vida simples e austero

– Elaborar e avaliar pequenos projetos missionários conforme a Igreja no Brasil e nosso Carisma

– Trabalho pastoral em sintonia com a Igreja local

– Experiências Missionárias

4.a FASE: CONSOLIDAR

Inspiração Bíblica:

“O Espírito do Senhor está sobre mim, Ele me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Is 61, 1-2)

ETAPA:

Missionários em Formação

TEOLOGADO CLARETIANO

            O Teologado é a etapa de acolhida imediata daqueles que concluíram a etapa do noviciado e irão iniciar os estudos teológicos dando continuidade ao processo formativo. Esta etapa é composta normalmente por um período de quatro anos, sendo que intermitentemente a esta etapa há o Ano de Estágio Pastoral.

OBJETIVO GERAL: realizar um verdadeiro processo de desenvolvimento gradual e progressivo de consolidação da vida claretiana, dando continuidade à tarefa iniciada no noviciado e aprofundar, de forma integral, a vida missionária claretiana, como servidores da Palavra, em ordem à incorporação definitiva na Congregação e a serviço da Igreja (cf. PGF. 379-380).

PRIMEIRO ANO

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivo Específico:

  • Consolidar o processo de amadurecimento integral fundamentando-o em valores transcendentes, num justo equilíbrio pessoal e comunitário.

Meios:

Encontros Formativos:

I – O Processo de amadurecimento humano

1.1 – A vivência dos votos na vida em comunidade

   1.1.1 Castidade

   1.1.2 Pobreza

   1.1.3 Obediência

Diretório Claretiano.

Depois do noviciado, que formação? Revista Vida Religiosa. Setembro-Outubro de 2002 caderno 5/Vol. 92. Madri: Publicações Claretianas, 2002.

PLANO GERAL DE FORMAÇÃO. Etapa de desenvolvimento e consolidação: missionários em formação. In: Formação dos missionários. Roma, 1994.

Prefeitura Geral de Formação. Cultivar a própria vocação. Capítulos 1 e 2. Roma, 2003.

Castidade

MENDES DE ALMEIDA, L. Jesus Cristo: Luz da Vida Consagrada. São Paulo: Loyola, 1996, pp. 11-24.

SCIADINI, P. Nômades de Deus. São Paulo: Loyola, 1993, pp. 14-34.

CENCINI, A. Por amor. São Paulo: Paulinas, 1997, pp. 204-214; 266-277.

CENCINI, A. Com Amor. São Paulo: Paulinas, 1997, pp. 95-107; 157-167.

RIDICK, J. Os votos: um tesouro em vasos de argila. São Paulo: Paulinas, 1986, Capítulo sobre o voto de castidade.

MARTINEZ DIEZ, F. Vida Religiosa: carisma e missão profética. São Paulo: Paulus, 1995, Capítulo sobre o voto de castidade.

KEARNS, L. Teologia da Vida consagrada. Aparecida: Santuário, 1999, pp. 156-187.

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001, pp. 40-96.

Pobreza

JESUS NUMA CULTURA FRAGMENTADA – Notas do Curso do P. Palácio, P. Antonio Neto de Oliveira. In: Revista ITAICI, IR 17, especial, set. 94, pp. 5-13.

Vita Consecrata no. 90; 92; 82;104 (Pobreza).

Jesus descentraliza o mundo a partir da periferia. Revista ITAICI, IR 17especial, set/94, p. 74.

SCIADINI, P. Religiosos: nômades de Deus. São Paulo: Loyola, 1993, pp. 75-83

AZEVEDO, M. Os Religiosos: vocação e missão. CRB. 1986, pp.38-57.

RIDICK, J. Os votos: um tesouro em vasos de argila. São Paulo: Paulinas, 1986.   Da primeira parte sobre a pobreza (Leitura central para o seminário).

MATINEZ D. F. Vida Religiosa: carisma e missão profética. São Paulo: Paulus, 1995. pp.145-171.

KEARNS, L. A teologia da vida consagrada. Aparecida: Santuário, 1999, pp. 132-155.

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001, pp. 97-137.

Obediência

SCIADINI. P. Religiosos: nômades de Deus. São Paulo: Loyola, 1993. pp. 101- 105.

AZEVEDO, M. Os Religiosos: vocação e missão. CRB, 1986, pp. 87-101.

RIDICK, J. Os votos: um tesouro em vasos de argila. São Paulo: Paulinas, 1986.   Toda a terceira parte sobre a Obediência.

MATINEZ D. F. Vida Religiosa: carisma e missão profética. São Paulo: Paulus, 1995. pp. 221-246.

KEARNS, L. A teologia da vida consagrada. Aparecida: Santuário, 1999, pp. 188-209.

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001, pp. 138-172.

1.2 As estruturas do eu

1.2.1 A autoestima

1.2.2 Mecanismos de defesa

1.2.3 As necessidades, as atitudes e os valores

BRANDÃO, Marilene. Psicologia e formação religiosa. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 1985.

CENCINI, Amadeu; MANENTI, Alessandro. Psicologia e formação. São Paulo: Paulinas, 1988.

BRANDER, Nathanael. Auto-estima e os seus pilares. São Paulo: Saraiva, 2002.

______. Auto-estima, liberdade e responsabilidade. São Paulo: Saraiva, 1997.

Outras Atividades:

– Inserção nos estudos Acadêmico-teológicos

– Participação nos Juninters – CRB

– Projeto pessoal

– Participação nos Cursos de Extensão do StudiumTheologicum (prioridade)

– Práticas desportivas

– Pastoral em hospital

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivo Específico:

  • Consolidar a opção pelo Cristo evangelizador, em comunidade missionária, a serviço do Reino na abertura, diálogo e compromisso com a realidade atual.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Um olhar sobre a Vida Religiosa e nossa Missão no mundo

1.1 – As fontes cristológico-trinitárias da Vida Religiosa

1.2 – A vida consagrada: Epifania do amor de Deus no mundo

JOÃO PAULO II. Exortação apostólica pós-sinodal Vita Consecrata. n.ºs 14-40; 72-110. São Paulo: Loyola, 1996.

GS n.º 4-10

EN n.º 6-16

CC CMF – I parte – Natureza da Congregação

Outras Atividades:

– Lectio Divina

– Meditação

– Retiros

– Atuação em pastorais e movimentos

– Direção Espiritual

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Buscar a identificação vocacional claretiana e o espírito de pertença à Congregação e às suas opções, habilitando-se para a Missão e o exercício das atividades apostólicas com responsabilidade, criatividade e sentido de equipe.
  • Fortalecer a comunhão entre nós, para tornar mais digna de crédito nossa mensagem (cf. EMP. 29).

Meios:

Encontros Formativos:

I – A Comunidade Claretiana: lugar e experiência da fraternidade e comunhão

1.1 – A Comunidade Missionária: lugar e experiência do encontro com O Ressuscitado

1.2 – A espiritualidade de comunhão: fundamento da vida comunitária

II – Cultivar a própria vocação

2.1 – Chamados à Vida Missionária

III – As consequências do estilo de vida que nasce da profissão Religiosa

3.1 – As virtudes apostólicas

   3.1.1 Amor a Deus e ao próximo

   3.1.2 Humildade

   3.1.3 Pobreza

   3.1.4 Mansidão

   3.1.5 Modéstia e Mortificação

Depois do Noviciado, que formação? Revista Vida Religiosa, Setembro-Outubro de 2002, caderno 5 / vol. 92. Publicações Claretianas, Madri, 2002.

Iniciação à vida missionária. Prefeitura Geral de Formação. Roma, 2002. Capítulos 2, 3 e 4.

Cultivar a própria vocação. Prefeitura Geral de Formação, Roma, 2002.

Formação profética claretiana. Prefeitura Geral de Formação. Roma, 2003. Capítulos 1 e 2.

Vocações para o Terceiro Milênio. Carta circular do Pe. Aquilino Bocós M., Roma, 2001.

Plano Geral de Formação, Roma, 1994 (para consulta).

Diretório Vocacional Claretiano. Roma, 2000.

Claretianos em processo de renovação. CPR, Roma, 1987.

Nosso projeto de vida missionária. (Vol. III). Comentário às Constituições. Capítulo IX: Os chamados à Vida Missionária. Roma, 1997.

Outras Atividades:

– Leitura da Autobiografia

– Leitura de documentos congregacionais

– Participação em encontros formativos claretianos

SEGUNDO ANO

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Aprofundar a vivência dos primeiros votos, fortificando a experiência carismática claretiana, tendo em vista a integração psicoafetiva.
  • Trabalhar a integração dos valores da vida cristã.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Estrutura da personalidade

1.1 – Relação com a totalidade do eu

1.2 – Totalidade da disposição afetiva

1.3 – Relação com a totalidade do outro

1.4 – Psicologia e autotranscendência

Declaração do XXIV Capítulo Geral. Homens que ardem em caridade: Chamados a viver a vocação missionária hoje.

VANIER, Jean. O despertar do ser. Campinas: Verus, 2002. p. 114-145.

GRUN, Anselm; SARTORIUS, Christiane. Amadurecimento espiritual e humano na vida religiosa. São Paulo: Paulinas, 2006.

GRÜN, Anselm. O ser fragmentado: da cisão à integração. São Paulo: Ideias e Letras, 2004.

______. Despertar a sintonia. Petrópolis: Vozes, 2005.

Outras Atividades:

– Vivência interpessoal

– Projeto pessoal

– Preparação para o Ano de Pastoral (Estágio Pastoral)

– Participação nos Cursos de Extensão do Studium Theologicum

– Participação nos Juninters ou Grupos da CRB

– Estudos de Línguas

– Práticas desportivas

– Pastoral em hospital

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivos Específicos:

  • Aprofundar o seguimento a Jesus Cristo: casto, pobre e obediente.
  • Viver uma espiritualidade que conduza à progressiva identificação e comunhão com Cristo, na docilidade ao Espírito, que se manifesta em atitudes de vida fraterna e de entrega à missão eclesial (cf. GS 19).

Meios:

Encontros Formativos:

I – O cultivo das virtudes e das qualidades humanas

1.1 – As virtudes do Missionário Claretiano

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001, pp. 19-37.

QUEVEDO, L. G. O seguimento de Jesus na Vida Cristã – Revista Itaici, IR 17, especial, set/94, pp. 66-73.

SCIADINI, P. Religiosos: nômades de Deus. São Paulo: Loyola, 1993, pp. 14-21.

MENDES, L. M. Jesus Cristo: Luz da Vida Consagrada. São Paulo: Loyola,1996, pp. 74-78 e 95-114.

BOFF, L. Vida segundo o Espírito. Petrópolis: Vozes, 1995, pp. 80-86.

MARTINEZ DIEZ, F. Vida Religiosa: carisma e missão profética. São Paulo: Paulus, 1995, pp. 67-110 e 131-145.

KEARNS, L. A Teologia da Vida Consagrada. Aparecida: Santuário, 1999, pp. 5-113.

SECONDIN, B. Reflexões sobre a Vita Consecrata. São Paulo: Loyola-CRB 1996, pp. 80-106.

GIALDI, S. Votos Religiosos: consagração à Trindade, comunhão com a Igreja e missão no mundo. Petrópolis: Vozes, 1999.

TILLARD, O. P. El proyecto de vida de los religiosos. Madrid: Publicaciones Claretianas, 1977.

Outras Atividades:

– Lectio Divina

– Meditação

– Retiros

– Atuação em pastorais e movimentos

– Direção Espiritual

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivos Específicos:

  • Procurar um conhecimento cada vez mais amplo e profundo da Congregação e de sua situação atual no Brasil e no mundo, bem como a aplicação de nossas Constituições nestes contextos.
  • Aprofundar a espiritualidade cordimariana.

Meios:

Encontros Formativos:

I – História da Congregação e Espiritualidade Missionária

1.1 – História da Congregação no Brasil

1.2 – Nossa espiritualidade missionária

História da Congregação I, II, III

Ronaldo Mazula. História da Província.

Teófilo Gomez. História da Delegação.

II – A experiência Mariana na vida do Padre Claret e na vida do Missionário Claretiano              .

2.1 – Maria na espiritualidade do Padre Claret

2.2 – Maria na espiritualidade do Missionário Claretiano

José Cristo Rey García Paredes, cmf. Maria na espiritualidade Claretiana.

Constituições CMF.

Outras Atividades:

– Leitura da Autobiografia

– Leitura de documentos congregacionais

– Participação em encontros formativos claretianos

TERCEIRO ANO

I – DIMENSÃO HUMANA

Objetivos Específicos:

  • Cultivar o espírito de abertura e solidariedade exigido pela dimensão universal do nosso Carisma.
  • Desenvolver os traços que são mais necessários para viver a tarefa missionária: capacidade de juízo crítico da realidade e atitude compassiva diante dos que sofrem as consequências das contradições.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Convocados a viver em espírito de abertura e solidariedade ao próximo

1.1 – Sujeito de amor celibatário

1.2 – Agir a partir de Jesus Cristo

1.3 – Homem novo em Cristo

1.4 – Liberdade interior e exterior

VITA CONSECRATA

PARTIR DE CRISTO

Paixão por Cristo, paixão pela humanidade.

GRÜN, Anselm. Célibes por amor a vida.

______. O que nos adoece e o que nos torna sadios.

Encíclica: Deus é amor.

COMPÊNDIO DA DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA.

Encíclica: CARITAS IN VERITATE

Outras Atividades:

– Preparação para os votos perpétuos: o ano todo direcionado para esta finalidade

– Espiritualidade Claretiana na dimensão da Justiça e da Paz

– Participação nos Cursos de Extensão do Studium Theologicum

– Projeto pessoal

– Participação na Semana Intensiva de Preparação para Profissão Perpétua: CRB

– Participação no “Segundo Noviciado” (quando houver)

– Pastoral em hospitais

II – DIMENSÃO CRISTÃ

Objetivo Específico:

Meios:

Encontros Formativos:

I – Aprofundamento do sentido do amor e dos conselhos evangélicos

1.1 – A pós-modernidade e sua relação com a religião

1.2 – Viver os votos em tempos de pós-modernidade

1.3 – A missão da vida consagrada

1.4 – A vida consagrada como êxodo

Revista Vida Religiosa. Madri. Março de 2001, Caderno 2, v. 90.

SECONDINI, Bruno. Por uma fidelidade criativa. São Paulo: Paulinas, 1997.

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001.

IGLESIAS, Ignacio. Perguntas à Vida Consagrada. Petrópolis: Loyola, 2001.

CENCINI, Amadeo. Virgindade e celibato hoje: por uma sexualidade pascal. São Paulo: Paulinas, 2009.

II – Preparação para admissão aos Ministérios do Leitorado e Acolitado

  • Vide item “Formação Específica”: Ministérios de Leitor e Acólito

Outras atividades:

– Estudo dos documentos do Capitulares

– Lectio Divina

– Meditação

– Retiros

– Atuação em pastorais e movimentos

– Direção Espiritual

– Preparação, recepção e vivência dos Ministérios do Leitorado e Acolitado

III – DIMENSÃO CLARETIANA

Objetivo Específico:

Meios:

Encontros Formativos:

I – Claret: Apóstolo da Bíblia na Igreja

1.1 – A Bíblia: voz viva de Deus que fala e transforma

1.2 – A descoberta da vontade do Senhor a partir da Palavra

II – Claret: Missionário da Palavra de Deus

2.1 – A experiência de Claret como anunciador do Reino

III – Vivência claretiana dos conselhos evangélicos

         3.1 – Vivência dos votos religiosos: a experiência de Claret

         3.2 – Vivência dos votos religiosos: desafios atuais à Igreja e à Congregação

Constituições

Viver os votos hoje. Revista Vida Religiosa: novembro-dezembro 2002. Caderno 6 / v. 92. Publicações Claretianas. Madri, 2002. Castidade: castos por causa do Reino. Idem: Janeiro-abril 2003. Cadernos 1 e 2 / v. 94. Publicações Claretianas. Madri.

Pobreza: tu és meu bem (I e II). Idem. Maio-julho. Cadernos 3 e 4 / v. 94. Publicações Claretianas. Madri.

Obediência: Buscar o Reino I – Revista Vida Religiosa: setembro/­outubro 2003. Caderno 5 / v. 94. Publicações Claretianas. Madri, 2003.

Obediência: Buscar o Reino II – Revista Vida Religiosa: novembro/­dezembro 2003. Caderno 6/ v. 94. Publicações Claretianas. Madri. 2003.

Nosso Projeto de Vida Missionária, v. 3 (Comentário às Constituições), capítulos: 2, 3,4, S, 6. Roma, 1991.

Nosso Projeto de Vida Missionária, v. 3 (Comentário às Constituições), capítulo 10: itens: 62. Fé Viva; 63: Confiança em Deus; 64: Humildade Evangélica; 65: obediência e co-responsabilidade; 66: Retidão de intenção e oração incessante; 67: estima da vocação: discernimento e resposta vocacional. Roma, 1997.

Nosso Projeto de Vida Missionária, capítulo 18: Texto da fórmula da Profissão.

Iniciação na Vida Missionária (Manual do Noviço Claretiano), Prefeitura Geral de Formação. Roma, 2002.

Revista Vida Religiosa. Madri. Março de 2001, Caderno 2, v. 90.

SECONDINI, Bruno. Por uma fidelidade criativa. São Paulo: Paulinas, 1997.

OLIVEIRA, J. L. Viver os votos em tempos de pós-modernidade. São Paulo: Loyola, 2001.

Maria na espiritualidade Claretiana. José Cristo Rey García Paredes, cmf.

Outras Atividades:

– Leitura da autobiografia

– Leitura de documentos congregacionais

– Participação em encontros formativos claretianos

– Lectio Divina

QUARTO ANO

Durante o período acadêmico do quarto ano de Teologia, o estudante seguirá a formação específica que visa prepará-lo para a recepção das Ordens Eclesiásticas: diaconato e presbiterato (vide a seguir).



FORMAÇÃO ESPECÍFICA

MINISTÉRIOS DE LEITOR E ACÓLITO

Objetivo específico:

  • Oportunizar aos que aspiram ao serviço missionário através dos ministérios instituídos o exercício de Servidores da Palavra (Leitorato) e de Servidores do Altar (Acolitato).

DEFINIÇÃO E REQUISITOS

            “Ministérios instituídos em liturgia, são atividades de leitura e cerimônias exercidas por pessoas que participam no culto religioso”. São dois: Leitorado e Acolitado.

            Os requisitos para a recepção dos Ministérios de Leitorado e Acólito encontram-se no documento Ministeriaquaedam VII e XI.

  1. 1- A instituição de Leitorado e Acólito, em conformidade com a tradição da Igreja, é reservada aos homens.

Na Congregação, os Missionários Irmãos também podem receber os ministérios.

  1. 2- Para que alguém possa ser admitido aos ministérios, é exigido o seguinte:
  • Requerimento livremente escrito, assinado pelo aspirante e apresentado ao Ordinário (Superior Provincial), a quem compete a aceitação.
  • Idade conveniente (mínimo de 18 anos de idade) e qualidades necessárias, que devem ser determinadas pela Conferência Episcopal.
  • Vontade firme de servir fielmente a Deus e ao povo cristão.
  1. 3- Os ministérios serão conferidos pelo Ordinário (Superior Provincial), com o rito litúrgico para instrução de Leitorado e Acólito, reconhecido pela Sé Apostólica.
  1. 4- Devem ser respeitados os interstícios (06 meses) estabelecidos pela Santa Sé ou pelas Conferências Episcopais, entre a instituição de Leitorado e Acólito, quando forem conferidos à mesma pessoa.

Em caso dos Ministérios de Leitorado e Acolitado serem recebidos juntos, o superior competente deve solicitar a autorização do Ordinário local. A recepção dos ministérios será no segundo ano de Teologia e deverá ocorrer 06 meses antes da recepção da ordem diaconal.

  1. 5- Os candidatos ao diaconato e ao sacerdócio devem receber os Ministérios de Leitorado e de Acólito, caso já não os tenham recebido, devendo exercê-los por um período conveniente, a fim de melhor se prepararem para o futuro serviço da Palavra e do altar (cf. CIC, 1035, parágrafo segundo).

MINISTÉRIO DE LEITOR

Definição

            É a proclamação autorizada da Palavra de Deus nos atos litúrgicos.

Funções:

  • Ler a Palavra de Deus nas Assembleias (à exceção do Evangelho) (PGF 473).
  • Recitar o Salmo entre as leituras, se faltar o salmista ou o cantor.
  • Apresentar as intenções da oração dos fiéis, se faltar o diácono ou o cantor para tal fim.
  • Dirigir o canto e orientar a participação do povo fiel.
  • Instruir os fiéis para a digna recepção dos sacramentos.
  • Preparar as pessoas que temporariamente se encarregarão das leituras nos atos sagrados, em caso de necessidade (para as celebrações quando não há padres).

            Para exercer este Ministério, necessita-se da idade conveniente e do grau de maturidade requerida para o momento da formação que se está vivendo (PGF 438).

            Necessita-se, ainda, amor e conhecimento das Sagradas Escrituras, escuta e meditação da Palavra, bem como o esforço por testemunhá-la com a própria vida; de servir a Deus e ao povo cristão mediante o anúncio da Palavra (PGF 438).

  • O tempo ideal para a recepção do Ministério de Leitor é no final do segundo ano de Teologia ou início do terceiro ano.
  • Compete ao Formador solicitar ao Pároco que acolheu o estudante para o “Estágio de Leitorato” os informes sobre ele, fornecendo-os ao Superior Competente na ocasião da avaliação do pedido para o diaconato.

MINISTÉRIO DE ACÓLITO

Definição

É o Ministério que tem por finalidade ajudar ao diácono e servir o celebrante nas funções litúrgicas.

Funções: (Ministeriaquaedam IV)

  • Cuidar do serviço do altar.
  • Auxiliar o diácono nos atos litúrgicos.
  • Servir o sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo, na Missa.
  • Distribuir, como ministro extraordinário, a Sagrada Comunhão. (Nos seguintes casos: na falta dos ministros da eucaristia, todas as vezes em que o número de fiéis que se aproxima da mesa sagrada for elevado, que possa ocasionar demora excessiva da Missa – conforme o CIC 910, PAR.2: ministro extraordinário da sagrada Comunhão é o Acólito).
  • Expor publicamente o Santíssimo Sacramento à adoração dos fiéis e fazer a reposição (sem dar a bênção ao povo).
  • Poderá cuidar da instrução de outros fiéis que forem encarregados de ajudar, temporariamente, o diácono ou sacerdote, nos atos litúrgicos, transportando o missal, a cruz, as velas ou exercendo outras funções deste tipo.
  • O Acólito desempenhará, ainda mais dignamente, estes encargos, se participar da Eucaristia com piedade sempre mais ardente, alimentando-se dela e procurando alcançar um conhecimento mais profundo deste mistério.
  • Destinado de modo particular ao serviço do altar, deverá procurar obter todas as noções relativas ao culto divino e compreender o seu significado íntimo e espiritual, de modo que se ofereça cada dia totalmente a Deus e, assim, possa ao mesmo tempo ser bom exemplo para todos pela sua atitude grave e respeitosa no templo sagrado.  
  • Por fim, com amor sincero, deverá demonstrar seu interesse pelo Corpo Místico de Cristo ou povo de Deus, especialmente pelos fracos e os doentes.

            Para alguém ser promovido ao diaconato permanente ou temporário, requer-se que tenha antes recebido os Ministérios de Leitor e Acólito e os tenha exercido por tempo conveniente (Carta Apostólica M. Q. IV – Rito de Ordenações).

  • O tempo mais conveniente para a recepção do Ministério de Acólito é no final do segundo ano ou início do terceiro ano de Teologia.
  • Compete ao Formador solicitar ao Pároco que acolheu o estudante para o “Estágio de Acolitato” os informes sobre ele, fornecendo-os ao Superior Competente na ocasião da avaliação do pedido para o diaconato.

Meios de preparação:

Encontros Formativos:

I – Natureza e significado teológico dos Ministérios Instituídos

1.1 – A natureza dos Ministérios Instituídos

1.2 – O significado teológico dos Ministérios Instituídos no processo da formação sacerdotal

II – Ministérios Instituídos (não ordenados) na Igreja

2.1 –Ministério Instituído do Leitorado

2.1 –Ministério Instituído do Acolitado

III – Aspectos canônicos comuns a ambos Ministérios Instituídos

3.1 – O ministro da instituição dos Ministérios

3.2 – O sujeito dos Ministérios

3.3 – Os requisitos e compromissos

3.4 – As circunstâncias da instituição dos Ministérios

D’ ARCY S., Jacques. Manual de Preparação ao Rito de Admissão. Ministérios e Ordens Sagradas. CELAM / DEVYN; vol. III.

CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO (CIC)

BECKAUSER. Introdução geral ao missal romano e introdução geral ao lecionário.

PROFISSÃO PERPÉTUA

OBJETIVO GERAL: oferecer um tempo forte de preparação aos Missionários em Formação que se dispõem a se consagrar perpetuamente, no qual aprofundem, teórica e vivencialmente, os seus compromissos religiosos, em conformidade com o nosso Carisma Missionário.

Objetivos Específicos:

  • Intensificar a reflexão pessoal e grupal da vida, a espiritualidade e a Missão Claretiana, com base em textos vocacionais selecionados.
  • Intensificar a oração com a Bíblia, reflexão e discernimento da opção vocacional, em vista ao compromisso definitivo.
  • Centrar a leitura da Bíblia nos textos marianos que mostrem uma imagem de Maria como ouvinte da Palavra e Mestra na vida da Igreja e de nosso Instituto.
  • Reconhecer os desafios que a realidade oferece para a nossa vocação-missão de evangelizadores através de uma leitura da Palavra de Deus que ilumine os acontecimentos e urja o compromisso concreto na transformação das estruturas.
  • Avaliar a partir da situação pessoal, em ordem à síntese vital, o processo formativo e o processo de iniciação da Palavra conseguido até o momento.

Meios:

Encontros Formativos:

I – Liberdade e Maturidade afetiva no celibato consagrado

NO AMOR – Liberdade e maturidade afetiva no celibato consagrado. Amadeo Cencini. São Paulo: Paulinas, 1998.

Os sentimentos do Filho: caminho formativo na vida consagrada. Amadeo Cencini. São Paulo: Paulinas, 2005.

II – A Comunidade Missionária (CC)

III – A Configuração com Cristo (CC)

IV – Nossa Missão e o progresso na vida missionária (CC)

Constituições CMF

Plano Geral de Formação

V – Conteúdos exigidos pela equipe coordenadora do “Segundo Noviciado”.

PREPARAÇÃO AO DIACONATO

Objetivo específico:

  • Preparar devidamente os missionários em formação para o diaconato, a fim de que se tornem aptos para exercer o Ministério da Palavra, da Liturgia e da Caridade, servindo ao povo de Deus e à comunidade religiosa.

            O diaconato é o primeiro grau da Ordem Sacerdotal. A Ordenação Diaconal efetiva a entrada no estado clerical.

Exigências:

1 – Para que um candidato seja admito à Ordem Sacra do diaconato, exige-se o seguinte:

  • Requerimento livremente escrito e assinado de próprio punho pelo candidato e a aceitação, por escrito, dada pelo competente superior, como expressão da escolha realizada pela Igreja.
  • O Superior competente para os religiosos é o Superior Provincial.
  • Antes da Ordenação, os candidatos devem entregar ao Superior Provincial uma declaração escrita e assinada de próprio punho, atestando sua vontade espontânea e livre de receber a Ordem Sacra.

2 – Podem ser aceitos os candidatos que apresentam sinais de verdadeira vocação, de bons costumes e não tendo defeitos psíquicos e físicos (que não dificultem o exercício do ministério ordenado), que queiram dedicar sua vida ao serviço da Igreja, para a glória de Deus e o bem das almas.

3 – Tendo sido aceito, o candidato deve, de modo especial, cuidar de sua vocação e cultivá-la mais intensamente, adquirindo o direito aos auxílios espirituais necessários para cultivar sua vocação e obedecer incondicionalmente à vontade de Deus.

4 – Se já não os tiverem recebido, os candidatos ao diaconato e ao presbiterato devem receber os Ministérios de Leitor e Acólito e exercê-los durante um período conveniente, a fim de melhor se disporem para o futuro serviço da Palavra e do altar. (É reservado à Santa Sé dispensar os candidatos da recepção dos Ministérios).

5 – Os ritos litúrgicos da admissão entre os candidatos ao diaconato e ao presbiterato e de instituição dos ministérios acima mencionados devem ser realizados nos Institutos Religiosos, pelo Superior Maior.

6 – Sejam observados os interstícios estabelecidos pela Santa Sé ou pelas Conferências Episcopais, entre os Ministérios de Leitor, de Acólito e o de Diácono.

7 – A recepção do diaconato será durante ou após o quarto ano de Teologia, de acordo com o discernimento realizado entre o candidato, o Formador e o Superior Provincial.

8 – O tempo mais indicado para a prática do estágio diaconal é depois de completados os estudos de Teologia.

9 – A consagração própria do celibato, abraçado por causa do Reino dos Céus, assim como a sua obrigação para os candidatos ao sacerdócio e para os não casados candidatos ao diaconato, relacionam-se realmente com o diaconato. O ato público de assumir a obrigação do celibato consagrado, perante Deus e a Igreja, deve ser celebrado, mesmo pelos religiosos, com um rito especial, antes de se ordenarem diáconos. O celibato, assumido deste modo, constitui um impedimento dirimente para contrair matrimônio.

10 – Os diáconos chamados ao presbiterado não serão ordenados antes de completarem os estudos prescritos pela Santa Sé.

11 – Os diáconos, de acordo com os números 29 e 30 da Instrução Geral da Liturgia das Horas, em virtude da mesma ordenação, estão obrigados a:

  • Celebrar a Liturgia das Horas.
  • Participar dos retiros espirituais de acordo com as prescrições do direito particular.
  • Dedicarem-se regularmente à oração mental.
  • Aproximar-se, com frequência, do Sacramento da Penitência.
  • Cultivar com especial veneração a Virgem Mãe de Deus.
  • Usarem de outros meios de santificação, comuns e particulares.

12 – Os clérigos devem levar vida simples e se abstenham de tudo o que denote vaidade.

13 – É proibido aos clérigos exercer, por si ou por outros, para utilidade própria ou alheia, negociação ou comércio, salvo com licença de legítima autoridade.

14 – Não é permitido ter parte ativa nos partidos político e na direção de associações sindicais a não ser que, a juízo da competente autoridade eclesiástica, o exijam a defesa dos direitos da Igreja ou promoção do bem comum.

15 – Para a recepção do diaconato, o candidato deve ter 20 anos de idade. (Rito Ord., p. 22, letra b).

16 – Terminado o currículo de estudos, o candidato, antes de ser promovido ao presbiterato, deve participar da vida pastoral, exercendo a Ordem Diaconal por tempo conveniente, a ser determinado pelo Bispo ou Superior Maior competente.

17 – Uma vez aprovado, o candidato de solicitar antecipadamente juntos às autoridades competentes a apresentação da Carta Dimissória.

(Carta Apostólica de Paulo VI, 1; Ritual de Ordenações, p. 21)

Obs.: A preparação para o diaconato contempla:

1 – O estudo do estabelecido no PGF-CMF, n. 442- 448.

2 – O estudo do estabelecido no CIC 1024-1054.

Meios:

Encontros Formativos:

I – História do diaconato

1.1. – História do diaconato

1.2 – Ofícios Diaconais

1.3 – Diaconato Transitório

1.4 – Diaconato Permanente

1.5 – Situação atual do diaconato

1.6 – Dimensão claretiana das funções diaconais

Manual de Preparação ao Rito de Admissão. Ministérios e Ordens Sagradas. Jacques D’ Arcy S., pss. CELAM / DEVYN; vol. III.

II – Motu Próprio de Paulo VI “Ad Pascendum”

2.1 – O Ofício Divino

2.2 – A Teologia Espiritual

2.3 – As Normas Litúrgicas

Motu próprio de Paulo VI: Ad Pascendum.

Código de Direito Canônico (CIC) 1024-1054.

Ritual das Ordenações.

PREPARAÇÃO AO PRESBITERATO

Objetivo específico:

  • Preparar os missionários estudantes para que se tornem presbíteros idôneos, dedicados particularmente ao serviço da Palavra, ao estilo de Claret.

1- Critérios gerais

            Do ponto de vista formativo, exige-se que esta preparação seja adquirida gradualmente e em progressão, através da instituição e do exercício dos Ministérios de Leitorado e Acolitado e com a recepção e o exercício da ordem do Diaconado. O ministério ordenado é um dom do Espírito à Igreja: não um direito ou um domínio de quem o recebe. Por isso, a formação para o Ministério deve salientar o necessário nexo com a Igreja e o modo como o compreende e o vive.

2 – Funções do Ministério do Presbítero

            “O Presbítero Claretiano, configurado com Cristo Sacerdote para a edificação do seu Corpo que é a Igreja, participa, pelo sacramento da imposição das mãos, do ministério apostólico confiado aos Bispos. Por isso, sente-se seu colaborador, especialmente na tarefa de suscitar e consolidar comunidades de crentes mediante o Ministério da Palavra, com um estilo de vida evangélico e profético, segundo o espírito da igreja e em fraternidade apostólica. O exercício profético do Ministério da Palavra implica o anúncio do Reino nas situações concretas do nosso tempo, a denúncia do pecado e da injustiça e a aceitação dos riscos que comporta.

            Essa função evangelizadora e profética está intimamente relacionada com as funções pastoral e sacramental. Por isso, o Presbítero Claretiano exerce:

  • o ministério do serviço pastoral das comunidades surgidas da Palavra e,
  • o ministério do culto, em que a Palavra, unida aos sinais, se converte em sacramento de salvação.

Estas funções nascem no seio da Igreja e adquirem sentido referidas a ela e ao serviço de todo o mundo. Por isso, uma vez que o Presbítero Claretiano foi assumidoentre os homens e constituído a seu favor no que se refere a Deus, deve conviver com eles como irmão, fazendo-se tudo para todos e preocupando-se mormente pelos doentes e pelos marginalizados.”

3 – Orientações formativas

            “A formação para o presbítero acentua:

  • A compreensão de Cristo como profeta, sacerdote e pastor, com quem, tal como Claret, os estudantes devem compenetrar-se, participando na sua morte e vida.
  • A compreensão sólida da natureza do mistério do presbiterado e da sua articulação com os outros carismas e Ministérios.
  • A integração progressiva da dimensão ministerial e religiosa num único projeto vocacional.
  • A prática do Ministério da Palavra e a colaboração íntima com os bispos.
  • A dimensão comunitária do Ministério.
  • A preparação para o exercício da direção espiritual.
  • A experiência daquela caridade que conduz à oração diária pela Igreja e o mundo, a dar a vida pelos irmãos, a comprometer-nos com o pobre a quem serve e a preocupar-se pastoralmente com os doentes e marginalizados.
  • A iniciação litúrgica e pastoral que permite a realização digna das funções ministeriais.
  • A colaboração estreita com os sacerdotes da igreja local para se sentir verdadeiramente membro do presbitério e da família diocesana.
  • A preparação imediata para a ordem do presbiterado tem como objetivo penetrar profundamente nas atitudes que mais unem o candidato a Cristo sacerdote, à luz da vocação claretiana.

A preparação imediata realiza-se através de um plano que integre:

  • Possibilidades concretas de exercer o diaconato.
  • Programação de oração, retiros, exercícios espirituais e encontros de direção espiritual.
  • Assimilação da teologia e da espiritualidade do presbiterado.
  • Aprofundamento das características carismáticas do sacerdócio claretiano.
  • Estudo de sínteses relativas aos sacramentos da Penitência, Confirmação, Unção dos Doentes e Eucaristia e dos seus dinamismos celebrativos.
  • Diálogo com pessoas de experiência em critérios morais e pastorais sobre a confissão e a direção espiritual.
  • Acentuada direção mariana na perspectiva sacerdotal”

(PGF 455-457).

4 – Admissão ao presbiterado

            “O candidato ao presbiterado apresente ao Superior Maior a petição e declaração preceituadas pelo direito. Deve satisfazer aos mesmos requisitos exigidos para o diaconato e ter exercido esta ordem durante o tempo que o Superior Maior determinar, nunca inferior a seis meses.

            O Superior Maior ou seu delegado verifique se o candidato realizou esta preparação e se reúne condições para ser admitido ao presbiterado” (PGF 458-459).

5 – Meios de preparação

Encontros Formativos:

I – A Identidade do Presbítero

1.1 – A natureza e a missão do Presbítero na Igreja

1.2 – A espiritualidade Presbiteral

1.3 – Maria na Espiritualidade Presbiteral

II – A Espiritualidade do Presbítero Claretiano

Bibliografia:

Diretório para o ministério e a vida do Presbítero. Congregação / Clero. Loyola.

Pastores dabo vobis. João Paulo II. Paulinas

Novo Millennio Ineunte. Loyola.

Semanas Sacerdotais Claretianas I, II, III.

O Presbítero: Mestre da palavra, ministro dos sacramentos e guia da comunidade Congregação do Clero. Paulinas

O Presbítero, pastor e guia da comunidade paroquial (Instrução). Paulinas, 2003.

Orientações sobre a formação nos Institutos Religiosos. Loyola, 1990.

Metodologia do processo formativo: a formação presbiteral da Igreja no Brasil. Estudos da CNBB 83. Paulus, 200l.

A espiritualidade do sacerdote religioso. Loyola. CLAR, 1981.

Maturidade sacerdotal e religiosa. V 01. I (A vivência da maturidade) e II: A formação para a maturidade.

O ambiente educativo nos Seminários Maiores do Brasil. André Marmilicz. Curitiba, 2003.


OUTRAS REALIDADES FORMATIVAS

Missionários Irmãos

Ano Pastoral / Estágio Pastoral

Quinquênio

MISSIONÁRIOS IRMÃOS

1 – Iluminação

Em nosso Plano Provincial de Formação queremos contemplar os elementos fundamentais de nossa identidade carismática missionária claretiana, definida substancialmente pela soma de três elementos:

• a identidade cristã fundamental que compartilhamos com todo cristão e que é fundamentalmente laical;

• a radicalização desta vocação cristã fundamental, expressa na congregação religiosa;

• o elemento carismático claretiano, constituído fundamentalmente por um chamado preferencial para o serviço da Palavra como ministério próprio amplo e um marcado caráter missionário.

O núcleo de nosso Carisma é ser “missionários radicais do reino pela Palavra”. Isto constitui nossa identidade carismática, que poderá ser exercida por uma variada diversidade de ministérios que já não forma parte da substância mesma de nossa identidade carismática comum.

Assim, carismaticamente falando, as diferenças ministeriais são acidentais. O verdadeiramente comum e substancial é nossa identidade carismática claretiana.

É clara a contraposição que fica estabelecida entre identidade carismática comum e diversidade ministerial.

A primeira é a que nos une e nos torna iguais.

A segunda é o que nos diversifica, mas esta na diversificação ocorre no campo acidental.

Concluindo, já é um claro avanço na consciência de que na Congregação, hoje, temos a diferença entre o teológico e o canônico.

A falta de consciência dessa distinção ou o outorgamento automático da significação teológica ou jurídica foi, talvez, o principal fator que impediu uma reflexão teológica correta da relação entre os diversos mistérios da Comunidade Congregacional. Libertados deste equívoco, hoje cresce a convicção de que ainda nosso instituto esteja catalogado juridicamente como clerical, é claro que teologicamente não o é.

            Portanto, o que nos une é comum, é nossa identidade carismática de Missionários Claretianos.

2 – Critérios formativos

Os Missionários Irmãos, como todo Claretiano, seguem Jesus, Missionário do Reino e este ideal ilumina sua formação e sua integração na Missão Congregacional; por isso, os critérios estabelecidos no Plano Provincial de Formação referem-se a todos os candidatos à Vida Religiosa missionária. No que diz respeito à formação dos Missionários Irmãos, cuide-se especialmente da formação integral, mantendo sempre o que corresponde ao espetáculo laical da vocação.

Cuide-se que os Missionários Irmãos tenham uma formação humanística sólida, uma formação bíblico-teológica adequada, uma formação pastoral em consonância com o Carisma Claretiano, uma formação sócio-política-cultural para responder às exigências de nosso tempo e uma formação profissional especializada na perspectiva da Missão.

O período de formação inicial para os Missionários Irmãos dura até a Profissão Perpétua.

Os Irmãos, durante a etapa formativa, deverão estar integrados a uma casa formativa. Não deve existir uma formação paralela entre os candidatos a missionário ordenado e missionário não ordenado, mas, sim, deve haver momentos especiais de formação, localizando as diferenças de cada um.

Os estudos dos candidatos a Missionário Irmão serão iguais ao de todos os seminaristas até o Noviciado, ou seja, cursarão Ensino Médio e Filosofia.

Após o Noviciado, de acordo com as orientações da Província e o discernimento pessoal, farão um curso à escolha: teológico (que poderá ser completo – com a titulação correspondente, ou curso de teologia da Vida Religiosa ou ainda ciências religiosas), pastoral (catequese, liturgia, pastoral juvenil e vocacional, psicologia, pedagogia, professorado de religião, missiologia, ciências sociais, antropologia, etc.) ou técnico (secretariado, administração, assistência social, mecânica, enfermagem, informática, direito, comunicação, etc.).

3 – Ministérios próprios

De acordo com os documentos congregacionais, são considerados ministérios próprios do Missionário Irmão as seguintes tarefas: catequese, animação litúrgica, educação cristã, ensino de ciências eclesiásticas, coordenação de comunidade de base, animação de associações de vida cristã e apostólica, meios de comunicação social, serviço caritativo de promoção humana e social; gestão administrativa e trabalhos técnicos, atividades domésticas em nossas comunidades e outros ofícios eclesiásticos.

Vale destacar que os Missionários Irmãos podem ser instituídos nos Ministérios de Leitor e Acólito com as correspondentes funções.

4 – Referências bibliográficas

Exortação Apostólica Vita Consecrata do Papa João Paulo II ao Episcopado e ao Clero, às Ordens e Congregações religiosas, às Sociedades de Vida Apostólica, aos Institutos Seculares e a todos os fiéis sobre a Vida Consagrada e a sua missão na Igreja e no mundo.

Cartas circulares dos superiores gerais sobre os Missionários Irmãos.

F. VEJA cmf. História dos missionários irmãos na Congregação.

CENCINI, Amadeo. Vida Consagrada (Itinerário Formativo no Caminho de Emaús). São Paulo: Paulus, 1994.

PIRONIO, Cardeal. Vida Consagrada. São Paulo: Loyola, 1981.

GUTIÉRREZ VEJA, L. Teologia Sistemática de La Vida Religiosa. Madrid: Publicaciones Claretianas, 1976.

SECONDIN, Bruno. Reflexões sobre a “Vita Consecrata”. São Paulo: CRB-Loyola, 1996.

AUBRY, J. Teologia da Vida religiosa à luz do Vaticano II. São Paulo: Dom Bosco, 1979.

TILLARD, J. J. R. Diante de Deus e para os homens: o projeto dos Religiosos. São Paulo: Loyola, 1975.

SEBASTIÁN AGUILAR, F. La vida de perfección em la Iglesia: sus líneas esenciales. Madrid: Coculsa, 1963.

PIKASA, X. Esquema teológico da Vida religiosa. São Paulo: Paulinas, 1982.

ALONSO, S. A Vida Consagrada. São Paulo: Ave-Maria, 1991.

MCALLISTER, R. J. Conflictos em las comunidades religiosas. Santander: Sal Terrae, 1971.

RIDICK, J. Os votos: um tesouro em vasos de argila. Reflexões picológico-espirituais. São Paulo: Paulinas, 1995.

ARANGO, Elkin e Equipe. Formação inicial na Vida Religiosa. São Paulo: Loyola, 1997.

ANO PASTORAL (ESTÁGIO PASTORAL)

Objetivos:

  • Proporcionar aos formandos professos uma experiência concreta da vida comunitária e missionária claretiana preferencialmente nas frentes apostólicas missionárias: missões (cf. Projeto Missionário – Diretrizes gerais para ação missionária no Brasil, pág. 93), formação, meios de comunicação, educação, paróquias, a fim de que façam um discernimento que os ajude na confirmação de sua consagração a Deus pela profissão perpétua.
  • Suscitar nos missionários estudantes um maior confronto e comprometimento com as realidades de pobreza, enfermidade e dor, a fim de que os conteúdos estudados na teologia encontrem ressonância na vida cotidiana.

Diretrizes orientativas:

1-      Aconselha-se que esta experiência aconteça antes da profissão perpétua.

2-      O período tido como referência deve ser após o segundo ano de teologia, por oferecer já uma certa vivência dos votos temporários e uma bagagem teológica, não havendo impedimento de que esta experiência se realize em outro período, conforme a necessidade da Província.

3-      As áreas de experiência podem ser as várias frentes apostólicas (inclusive, na formação), mas, de modo preferencial, as missões do Mato Grosso, Rondônia e Moçambique. Sugere-se que quando esta experiência não acontecer nestas missões citadas, o professo perpétuo possa realizá-la no período do Quinquênio.

4-      A nomeação do formando professo deve acontecer com uma certa antecedência do ano de experiência.

5-      Esta nomeação é realizada pelo Superior Provincial. Deve acontecer após sondagem e diálogo do formando com o formador responsável, que apresentará as motivações e expectativas do daquele e concluirá com seu parecer.

6-      O Superior Provincial deve designar alguém que possa acompanhar o estudante neste tempo de experiência. Este acompanhamento deve consistir em encontros periódicos com o formando professo para ver como a experiência está repercutindo vocacionalmente na sua vida, como está sendo a sua vida comunitária e o seu trabalho apostólico.

7-      O responsável por acompanhar o estudante estagiário deve apresentar um pequeno projeto de orientação da experiência ao formando antes deste se dirigir à frente de trabalho destinada.

8-      Aconselha-se que o estudante professo tire a sua carteira de habilitação no tempo que antecede esta experiência.

9-      Aconselha-se que o Prefeito de Formação e o formador responsável pela etapa do teologado visitem e acompanhem o formando professo nesta experiência.

10-  Aconselha-se que o Prefeito de Formação e o formador responsável pela etapa do teologado realizem uma reunião de avaliação com aqueles que vivenciaram esta experiência, antes do retiro de renovação dos votos.

QUINQUÊNIO

            O PGF afirma que este é “o primeiro momento forte de formação contínua”, porém existe a tendência de se colocá-lo como um Momento Especial da Formação. O PGF segue afirmando que “é a etapa que se segue imediatamente à formação inicial com a passagem para a primeira experiência de vida mais autônoma” (PGF 506).

            O PGF acentua que, “nesta etapa, o Claretiano deve descobrir uma nova maneira de ser fiel a Deus, de modo que possa dar uma resposta adequada aos desafios que se apresentam a ele em sua nova situação.

            Sendo a formação contínua um processo global de renovação que abarca todos os aspectos da pessoa de religioso, esta etapa deve dar uma importância especial:

  • À vida espiritual vivida em harmonia com a ação;
  • Ao acompanhamento pastoral para que o Claretiano vá integrando sua preparação ministerial com a experiência de vida;
  • À renovação doutrinal, atualizando e aplicando à prática o aprendido durante a formação inicial;
  • Ao processo psicológico de adaptação à comunidade e ao serviço missionário (cf. PGF 507-508).

Assim, seguidas as sugestões do PGF, do XXI Capítulo Geral (SP 22.2) e da Assembleia de CICLA do ano de 1994, nós Claretianos do Brasil ficamos encarregados de organizar encontros e cursos para os que estão nesta etapa. Também se deve facilitar a participação dos quinquenistas nas atividades oferecidas em nível de CICLA, de Governo Geral e de Igreja. Finalmente, deve-se insistir na tarefa de que a Província do Brasil tem de oferecer momentos de convivência, partilha e formação aos seus quinquenistas.

Dessa forma, os encontros de quinquenistas serão celebrados todos os anos. Ano sim, ano não, dar-se-ão em nível de CICLA e pautar-se-ão sobre os seguintes aspectos:

  • Projeto pessoal
  • Acompanhamento pessoal, espiritual e pastoral
  • Reflexão de temas próprios do Ministério
  • Aprofundamento sobre a nova situação pessoal a partir do marco situacional
  • Integração entre pastoral-oração-estudo


ANEXOS

Formação para os Formadores

Modelos de Pedidos, Informes e Relatórios

Modelos das Cartas em ocasiões de Saídas

FORMAÇÃO PARA OS FORMADORES

OBJETIVO GERAL: preparar os formadores para a tarefa formativa, ajudando-os a se confirmarem cada vez mais na experiência do seguimento e Configuração com o Cristo Missionário através de uma formação humana, cristã e claretiana que os torne equilibrados e maduros, comprometidos com os valores do Reino e identificados com a vocação missionária claretiana.

Meios:

Estudos e Cursos de Formação:

I – Estudo do Plano Geral de Formação

1.1 – Introdução

1.2 – Aspectos Gerais da formação do Claretiano

1.3 – As etapas formativas

II – Estudo do Plano Provincial de Formação

2.1 – Ver a Realidade

2.2 – Julgar a Realidade

2.3 – Agir Formativo

III – Curso Introdutório de Formação Local

3.1 – Escola para Formadores da CRB

3.2 – Escola para Formadores do Pe. Rulla

3.3 – Escola para Formadores com outras linhas

IV – Cursos de Formação Claretiana

4.1 – Escola Coração de Maria para os Formadores

4.2 – A experiência da Frágua

V – Cursos de Especialização Locais ou Fora do País

5.1 – Formação em Psicologia

5.2 – Formação em Pedagogia

5.3 – Formação na Vida Religiosa

5.4 – Formação em Espiritualidade

5.5 – Formação em Missiologia

Outras Atividades:

– Ter uma experiência nas frentes apostólicas e/ou desenvolver algum trabalho pastoral que não comprometa a sua tarefa formativa.

– Fazer com regularidade os Exercícios Espirituais.

– Ter vida de oração pessoal.

– Informar-se e aprofundar a doutrina da Igreja através de seus documentos.

– Ter conhecimento da História da Congregação e estar informado sobre o seu momento atual.

– Cultivar a leitura e os estudos sobre a realidade atual, sobretudo a referente à juventude.

– Participar das reuniões do Conselho de Formação e da Equipe de Formadores.

– Trabalhar em equipe formativa.

– Contar com a colaboração de assessores e especialistas em formação.

– Participar de Encontros e Congressos sobre a Formação em nível de Diocese e CRB.

MODELOS:

PEDIDOS, INFORMES E RELATÓRIOS

REQUERIMENTOS

Apresentação do candidato antes do ingresso na Congregação

  1. Dados pessoais gerais
  • Nome
  • Endereço completo
  • Telefone
  • Data de nascimento (dia, mês, ano)
  • Lugar de nascimento
  • Nacionalidade atual
  • Data de batismo
  • Data da confirmação (dia, mês, ano)
  • Estado civil (solteiro e/ou viúvo)
  • Serviço militar (situação atual)
  • Observações
  1. Dados familiares
  • Nome e idade do pai: viúvo ou falecido?
  • Profissão
  • Nome e idade da mãe: viúva ou falecida?
  • Profissão
  • Irmãos ou irmãs: idade de cada um
  • Profissão
  • Lugar que ocupa na ordem dos irmãos e irmãs
  • Outras pessoas na família
  • Estado de saúde física familiar: doenças hereditárias?
  • Nível econômico da família
  • Necessita de sua ajuda econômica?
  • Relações familiares: descrevê-las
  • Relações entre pai e mãe
  • Tipo de educação familiar
  • Vida cristã da família: descrevê-la.
  • Reação familiar a sua possível vocação
  • Descrevê-la brevemente
  • Observações
  1. Dados pessoais específicos
  • Saúde física e psíquica
  • Descrição geral
  • Doenças ou defeitos físicos
  • Afeição ao desporto
  • Doenças e defeitos psíquicos: teve tratamento psicológico ou psiquiátrico?
  • Observações
  1. Estudos
  • Estudos primários: quais e onde?
  • Certificados
  • Estudos secundários: quais e onde?
  • Certificados
  • Estudos superiores: quais e onde?
  • Certificados
  • Outros estudos
  • Observações
  1. Experiência de trabalho
  • Ocupação atual
  • Descrição
  • Tempo e local
  • Ocupações anteriores
  • Descrição
  • Tempos e locais
  • Afeições especiais: quais?
  • Observações
  1. Relações sociais
  • Características pessoais de sociabilidade
  • Descrição
  • Inserção em grupos de amigos ou amigas
  • Características
  • Noutros grupos
  • Características
  • Observações
  1. Vida cristã
  • Católicos: sempre ou convertidos?
  • Se convertido, descrever a conversão
  • Vida de oração
  • Leitura da Palavra de Deus
  • Sacramento da Penitência
  • Sacramento da Eucaristia
  • Acompanhamento pessoal
  • Compromisso apostólico
  • Características
  • Participação na vida paroquial
  • Sentimentos em relação à Igreja
  • Observações
  1. Itinerário vocacional
  • Nascimento da consciência vocacional
  • Descrição
  • Razões e motivações que o induzem a ser missionário
  • Permanência anterior nalgum Seminário ou Congregação
  • Nome das instituições
  • Tempo e locais
  • Pessoas
  • Eleição da Congregação Claretiana
  • Razões
  • Teve algum acompanhamento vocacional?
  • Onde e com quem?
  • Crê que tem algum impedimento para ser Missionário Claretiano? – em caso afirmativo: quais?
  • Contraiu algumas obrigações que lhe dificultem ser Missionário Claretiano? – em caso afirmativo: quais? Podem ser superadas?
  • Observações
  1. Pessoas de referencias
  • Designar três pessoas, além dos familiares, que o conheçam bem. Sendo possível, inclua algum sacerdote, religioso ou religiosa.
  • Fichas dessas pessoas: nome e sobrenome, endereço, telefone, profissão e razões do conhecimento mútuo.

Data

Assinatura do responsável


PEDIDO DE INGRESSO PARA O POSTULANTADO

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

Eu,____________________________________________________________maior de idade, após ter experienciado a convivência com os Missionários Claretianos por _____________anos na Província Claretiana do Brasil, com o devido respeito, exponho a V. Revma. que no dia ________________ do próximo mês de _______ desejo iniciar o Postulantado Canônico em ___________________.

            Peço, livre e espontaneamente, a V. Rvma. e ao seu Conselho, me admitirem a iniciar a experiência do Postulantado.

            Favor que confiadamente espero conseguir.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

DECLARAÇÃO DE INTENÇÃO DO POSTULANTE

Ao Revmo. Padre_________________________________________________,     Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

Eu,____________________________________________________________,

admito como postulante na Congregação de Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Missionários Claretianos), no dia……de…………………………. de……………………

            Declaro:

  1. 1.que o meu ingresso na Congregação e as tarefas que nela realizar não têm caráter de contrato laboral;
  2. 2.que, se um dia abandonar ou for despedido da Congregação, não exigirei compensação alguma pelos trabalhos realizados nem pelos danos que tiver sofrido durante a minha permanência nela;
  3. 3.que não me consta ter impedimento algum para nela ingressar (cf. CIC 597).

E para constar, assino a presente

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

PEDIDO DE INGRESSO PARA O NOVICIADO

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

Eu, ___________________________________________________________, postulante da Congregação e Província, com o devido respeito, exponho a V. Revma. que no dia ______do próximo mês de________________ desejo iniciar a experiência do noviciado em ________________________.

            Em conformidade com o direito universal (cf. CIC 643), declaro que não creio ter algum impedimento. Declaro, também, querer ser Missionário Claretiano (cf. DIR 198).

            Peço, livre e espontaneamente, a V. Revma. e ao seu Conselho que me admitam a iniciar o noviciado.

            Mercê que confiadamente espero conseguir.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

           


PEDIDO PESSOAL PARA A PRIMEIRA PROFISSÃO

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

Estimado Pe. Provincial

Prestes a terminar o tempo de provação, em conformidade com as normas estabelecidas pelo Código de Direito Canônico e do Diretório da nossa Congregação, com o devido respeito.

Declaro:

  1. 1.que peço a admissão à profissão, certo de que faço boa fé e livremente, ou seja, sem dolo nem fraude, nem constrangido por medo ou por violência.
  2. 2.que tenho sincera vontade de professar e permanecer na Congregação até a morte, a não ser que, antes da profissão perpétua, sobrevenha algum obstáculo que, presentemente, é de todo modo imprevisto.
  3. 3.que não me consta possuir ou ocultar impedimento algum que me exclua, nem defeito notável que possa obstar a minha admissão à profissão.
  4. 4.que aceito livremente todas as obrigações inerentes à Vida Religiosa, tal como se pratica ou professa nesta Congregação.
  5. 5.que, não incluindo a profissão religiosa caráter de contrato laboral entre o religioso e a Instituto, os meus préstimos e serviços a favor da Congregação serão gratuitos; e que nada reclamarei como indenização, danos ou prejuízos, tanto durante a permanência na Congregação como no caso de a abandonar. Pelo contrário, quanto receber por um trabalhou em consideração pela minha pessoa (fora do meu patrimônio familiar), para a Congregação recebo.
  6. 6.que atualmente tenho consciência de Missionário Claretiano na vocação (sacerdotal, diaconal, laical).

            Peço a V. Revma. e ao seu Conselho a mercê da primeira profissão religiosa na Congregação.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE INFORMAÇÃO DO MESTRE DE NOVIÇOS

PARA A PRIMEIRA PROFISSÃO

Informação sobre a idoneidade do noviço ……………………………………………………. para a sua primeira profissão, do Mestre de noviços, Pe.   ……………………………………….. em………………………. no dia………… de……………………………………… de………………..

  1. 1.Saúde física e psíquica. Possíveis impedimentos.
  2. 2.Grau de maturidade para viver os compromissos da Vida Religiosa.
  3. 3.Caráter para a Vida Religiosa, sobretudo, para a vida de comunidade.
  4. 4.Qualidades mais notórias.
  5. 5.Assimilação da experiência de vida Claretiana.
  • Participação e colaboração ativa.
  • Capacidade de renúncia e desprendimento de outros valores em desconformidade com o projeto claretiano.
  1. 6.Espiritualidade apostólica Claretiana:
  • Vida de oração pessoal e comunitária. Vida Sacramental.
  • Serviço da Palavra.
  • Vivência cordimariana.
  • Amor e fidelidade à Igreja.
  • Sensibilidade apostólica. Disponibilidade.
  • Capacidade de trabalho.
  • Virtudes apostólicas.
  1. 7.Vivência dos Votos Religiosos: pobreza, castidade e obediência.
  2. 8.Estudos. Capacidade e aproveitamento. Conhecimento da realidade Congregacional.
  3. 9.Possível futuro na Congregação e na Igreja.
  4. 10.Outras sugestões.
  5. 11.Juízo valorativo final.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE INFORMAÇÃO PARA AS PROFISSÕES

Informação sobre________________________________________________________ para a sua profissão (primeira, renovação), prestada por………………………………………….. em…………………….. dia ……………. de ……………….. de ……………………………………………

            Declaração: para ajudar os superiores num discernimento vocacional mais justo, informo, em consciência, sobre os seguintes aspectos:

  1. 1.Saúde física e psíquica.
  2. 2.Maturidade para viver os compromissos da Vida Religiosa consagrada.
  3. 3.Caráter para a Vida Religiosa, especialmente para a vida de comunidade.
  4. 4.Atributos mais salientes.
  5. 5.Critérios sobre a Vida Religiosa e claretiana.
  6. 6.Espiritualidade apostólica claretiana:
  • Vida e oração pessoal e comunitária.
  • Vida sacramental.
  • Serviço de Palavra.
  • Vivência cordimariana.
  • Amor e fidelidade da Igreja.
  • Sentido apostólico. Disponibilidade.
  • Capacidade de trabalho.
  • Virtudes apostólicas.
  1. 7.Vivência dos votos religiosos: castidade, pobreza e obediência.
  2. 8.Estudos. Aptidão e aproveitamento.
  3. 9.Possível futuro na Congregação e na Igreja.
  4. 10.Outras indicações.
  5. 11.Juízo valorativo final, sugestões.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

PEDIDO DE RENOVAÇÃO DA PROFISSÃO

OU DE PROFISSÃO PERPÉTUA

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

            Eu (sacerdote, estudante, irmão),____________________________________,

professo de votos temporais nesta Congregação e Província, com devido respeito, exponho a V. Revma. que, no dia _______ do próximo mês de _______________, cabe-me (renovar por um ano ou para sempre) ________________________________ a profissão religiosa que emiti, pela primeira vez, em ______________________ no dia _____ de _______________ de _______.

           

            Cumprindo os ditames do nosso Direito, e firmemente decidido a viver na Congregação até a morte e observar fielmente as constituições e suas disposições.

           

            Peço, livre e espontaneamente, a V. Revma. e seu Conselho a admissão à renovação (ou profissão perpétua).

            Mercê que confiadamente espero obter.

                Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE INFORMAÇÃO PARA

PROFISSÃO PERPÉTUA

Informação sobre _______________________________________ para a sua profissão perpétua, prestada por __________________________________________ em __________________, dia _____ de _________________ de _________.

            Declaração: para ajudar os superiores num discernimento vocacional mais idôneo, em consciência, sobre os seguintes aspectos:

  1. 1.Ficha pessoal
  • Anos, lugar de nascimento, etc. (tudo o que interessar).
  • Anos de vida de religioso, número de profissões, data da primeira profissão.
  • Estudos efetuados.
  • Saúde física e psíquica. Possíveis somatizações.
  • Traços globais de caráter: emotividade, atividade, primariedade ou secundariedade.
  1. 2.Maturidade humana
  • Valor global da sua maturidade humana.
  • Progressos mais notórios, se conhecidos, desde o noviciado. Retrocessos mais significativos.
  • Atributos humanos (sinceridade, fidelidade, bondade de coração, solidariedade, moderação, domínio de si mesmo, amor ao trabalho, flexibilidade de espírito, fortaleza de caráter, preocupação pela justiça…).
  • Equilíbrio psíquico (aceitação de si mesmo e dos outros, disciplina de espírito, tolerância nas frustrações, firmeza de ânimo e constância, sentimento de culpabilidade, capacidade para vencer a solidão e os fracassos de forma construtiva…).
  • Maturidade sexual e afetiva (vivência atual de vínculos afetivos com homens e mulheres; harmonia entre a necessidade de amar e ser amado, poder de sublimação, etc.).
  • Maturidade para ajuizar.
  • Capacidade intelectual.
  • Outros atributos: dom do diálogo, abertura aos formadores, espírito de serviço, delicadeza inventiva de criação e iniciativa.
  • Previsão do futuro.
  1. 3.Maturidade espiritual
  • Valor global da vida espiritual e de fé. Orientação global da espiritualidade.
  • Progressos mais notáveis, se conhecido, desde o noviciado.
  • Retrocessos mais significativos.
  • Sentido de Deus e do próximo (sobretudo do pobre).
  • Preocupação pela própria santidade.
  • Vivência dos sacramentos (Eucaristia e Penitência).
  • Vivência das virtudes missionárias.
  • Participação ativa na oração comunitária.
  • Hábito de oração pessoal e de escuta e acolhimento da Palavra.
  • Vivência cordimariana.
  • Amor e fidelidade à Igreja.
  • Estilo de vida testemunhante.
  • Aceitação prática das Constituições.
  • Previsão do futuro.
  1. 4.Vida Comunitária
  • Valor global da capacidade para a vida comunitária.
  • Comportamentos comunitários mais notáveis.
  • Atividade mais específica que desempenha na comunidade.
  • Qualidades mais destacáveis.
  • Aceitação das mediações.
  • Capacidade para viver de acordo com um projeto comunitário.
  • Previsão do futuro.
  1. 5.Compromissos evangélicos (pobreza, castidade, obediência)
  • Valor global.
  • Critérios mais nítidos sobre cada um deles.
  • Comportamentos mais em destaque sobre cada um deles.
  • Motivações fundamentais (renúncia evangélica? Frustração?…).
  • Previsão do futuro.
  1. 6.Vida apostólica
  • Valor global: critérios, práxis, motivações, disponibilidade.
  • Serviço da Palavra. Experiências apostólicas realizadas mais significativas (se conhecidas), apreciação geral.
  • Previsão do futuro apostólico na Congregação.
  1. 7.Integração vocacional
  • Apreciação global do processo vocacional e da sua maturação atual.
  • Grau de solução de possíveis traumas ou crises que tenha sofrido.
  • Personalização dos valores vocacionais claretianos.
  • Previsão do futuro.
  1. 8.Outros aspectos
  • Critérios orientadores para o futuro que o Superior terá em consideração.
  • Apreciação final.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

PEDIDO DOS MINISTÉRIOS INSTITUÍDOS

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

            Eu, ____________________________________________ (Estudante – Irmão), professo de votos (temporais – perpétuos) _____________________, com ______ anos de idade, que frequenta os estudos (ou frequentou)___________________________, com o devido respeito, exponho que, livre e espontaneamente, peço ser instituído no                 Ministério de ___________________ e que tenho firme vontade de servir fielmente a Deus e ao povo cristão.

           

Por conseguinte, peço a V. Revma. e ao seu Conselho que me seja concedida a mercê de o receber na próxima data de _____ de ___________________ de_____   em ____________________ .

Com votos das bênçãos do Senhor e do Coração de Maria.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE RELATÓRIO DE ATIVIDADES

DO ESTÁGIO DE LEITORADO

            Para maior incentivo próprio, aquele que tiver sido investido do Ministério de Acólito fará anotações que servirão como prova para ser ordenado de diácono conforme o Direito Canônico (c. 1035, parágrafo 1): “Antes de alguém ser promovido ao diaconato permanente ou temporário, requer-se que tenha recebido os Ministérios de Leitor e Acólito e o tenha exercido por tempo conveniente”.

Candidato: ___________________________________________________________

Atividades:

  1. 1.Ler a Palavra de Deus e o Salmo nas Assembleias.
  2. 2.Apresentar as orações da comunidade universal.
  3. 3.Dirigir o canto e a participação dos fiéis.
  4. 4.Instruir os fiéis que participarão das leituras nos atos sagrados.
  5. 5.Instruir os fiéis que vão participar das leituras nos atos religiosos.
  6. 6.Visto do Pároco.
  7. 7.Parecer do Pároco sobre o desempenho do estágio.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE RELATÓRIO DE ATIVIDADES

DO ESTÁGIO DE ACOLITATO

            Para maior incentivo próprio, aquele que tiver sido investido do Ministério de Acólito fará anotações que servirão como prova para ser ordenado de diácono conforme o Direito Canônico (c. 1035, parágrafo 1): “Antes de alguém ser promovido ao diaconato permanente ou temporário, requer-se que tenha recebido os Ministérios de Leitor e Acólito e o tenha exercido por tempo conveniente”.

Candidato:___________________________________________________________

Atividades:

  1. Cuidar do serviço do altar.
  2. Auxiliar o Celebrante ou diácono nos atos litúrgicos.
  3. Como ministro extraordinário distribuir a Sagrada Comunhão.
  4. Expor publicamente o Santíssimo Sacramento à adoração dos fiéis (sem dar a bênção).
  5. Cuidar da instrução dos fiéis que forem encarregados temporariamente de ajudar o sacerdote nos atos litúrgicos.
  6. Visto do Pároco:
  7. Parecer do Pároco sobre o desempenho do estagiário no Ministério do Acolitato.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

DECLARAÇÃO PESSOAL MANUSCRITA

ANTES DO DIACONATO

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

            Eu, ____________________________________, estudante de votos perpétuos, com _____ anos de idade, presentemente a efetuar o curso de ____________________, instituído nos Ministérios de Leitorado e Acolitado no dia _____ de _______________ de __________ .

Declaro:

  1. Que solicito o desejo de ser admitido à ordem do diaconato (cf. CIC 1036).
  2. Que conheço cabalmente quanto diz respeito à referida ordem e às obrigações que comporta (cf. CIC 1028).
  3. Que vou recebê-la livre e espontaneamente (cf. CIC 1036).
  4. E que me dedicarei perpetuamente ao Ministério Eclesiástico (cf. CIC 1036).

Por conseguinte, peço a v. Revma. e ao seu Conselho a mercê de ser ordenado diácono na próxima data de _____ de _______________ de __________.

Graça que, confiadamente, espero obter.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

REGISTRO E RELATÓRIO DAS ATIVIDADES

EXERCIDAS PELO DIÁCONO

            O diácono deve comprovar ter exercido a Ordem no grau diaconal, como condição necessária para ser promovido ao sacerdócio. Para tanto, deve registrar suas atividades segundo o modelo abaixo e na ocasião da apreciação do pedido para o presbiterato, encaminhar ao Superior Provincial um relatório das atividades desenvolvidas.

            Atividade: _______________________________________________________

            Local: __________________________________________________________

            Data: ___________________________________________________________

–        Administração do Batismo

–        Administração da Eucaristia

–        Administração da Eucaristia aos doentes

–        Administração do viático aos moribundos

–        Cuidado com o altar e seus pertences

–        Assistir e abençoar o Matrimônio em nome da Igreja

–        Presidir celebrações

–        Ler as escrituras

–        Presidir o culto

–        Presidir a oração dos fiéis

–        Administrar os sacramentais

–        Instruir e exortar o povo

–        Abençoar (pessoas, lugares, objetos, etc.)

–        Oficiar exéquias e enterros

–        Praticar outros ofícios de caridade

–        Outras atividades

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

DECLARAÇÃO PESSOAL MANUSCRITA

ANTES DO PRESBITERATO

Ao Revmo. Padre_________________________________________________

Superior Maior da Província Claretiana do Brasil

            Eu,__________________________________________________________________,

estudante de votos perpétuos, com ________ anos de idade, que presentemente frequento o curso de _____________________________, ordenado diácono no dia___________ de _____________________ de_______________ .

Declaro:

  1. 1.Que solicito e desejo ser admitido à ordem do presbiterado (cf. CIC 1036).
  2. 2.Que sei tudo quanto se refere a esta ordem e às obrigações que ela impõe (cf. CIC 1028).
  3. 3.Que vou recebê-la livre e espontaneamente (cf. CIC 1036).
  4. 4.E que me dedicarei, perpetuamente, ao Ministério Eclesiástico (cf. CIC 1036).

Por isso, peço a V. Revma. e ao vosso Conselho a mercê de ser ordenado Presbítero na próxima data de ________ de __________ de ________.

Graça que confiadamente espero obter.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE INFORMAÇÕES PARA AS ORDENS SAGRADAS

Informação sobre o estudante de votos perpétuos (ou diácono) ___________________ para a ordenação de (diácono ou presbítero) __________________________________ prestada por ______________________________________, em _________________ no dia______ de _______________ de ___________.

Declaração:

Para ajudar os superiores num discernimento vocacional mais apto, informo, em consciência, que o candidato não tem irregularidade alguma ou impedimento dos mencionados no direito universal (cf. CIC 1040 – 1090) e que possui os requisitos a seguir indicados:

  1. 1.Saúde física e psíquica. Possíveis impedimentos.
  2. 2.Maturidade para desempenhar os compromissos derivados do diaconato e do presbiterato.
  3. 3.Caráter e aptidão para a prática da pastoral do diaconato e do presbiterato.
  4. 4.Apreciação sobre a fé, reta intenção, bom nome, costumes e dotes mais notáveis.
  5. 5. Critérios doutrinais, peculiarmente sobre o diaconato e o presbiterato.
    1. 6.Espiritualidade apostólica claretiana:
  • Vida de oração pessoal e comunitária. Vida sacramental.
  • Serviço da Palavra.
  • Vivência cordimariana.
  • Amor e fidelidade à Igreja.
  • Sensibilidade apostólica. Disponibilidade.
  • Capacidade de trabalho.
  1. 7.Vivência das exigências da Vida Religiosa, sobretudo comunitária e dos votos religiosos: pobreza, castidade e obediência.
  2. 8.Formação teórica e pastoral para as ordens. Preparação específica para o diaconato ou presbiterato.
  3. 9.Possível futuro ministerial na Congregação e na Igreja.
  4. 10.Outras informações.
  5. 11.Apreciação final.

Local, ____ de _____________ de _________.

______________________________

Assinatura

MODELO DE CARTA DIMISSÓRIA

            O padre ___________________________________________________ Superior Provincial da Província _________________________________ da Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, Missionários Claretianos, ao nosso irmão em Cristo _______________________________________ professo perpétuo da nossa Congregação e membro da Comunidade de ___________________ na diocese de ________________________ saúde, no Senhor.

           

            Constando-nos que, além de estares livre de irregularidade ou impedimento canônico, possuis a idoneidade de costumes e a idade requerida, e ciente de que completaste os estudos teológicos prescritos, realizado o exame imposto para os ordenandos e efetuados os exercícios espirituais para este fim, pelas faculdades que concede o CIC (c. 1019.1), te enviamos ao Exmo. e Revmo. Senhor D. ____________________________________________ para que, observados os interstícios e com o título de “mesa comum”, possas ser legitimamente promovido ao (diaconato ou presbiterato) ________________________________________.

           

            Em fé do qual, mandamos expedir as presentes cartas dimissórias, por nós assinadas e seladas com a assinatura do nosso Secretário.

Cúria Provincial _____, de ____________ de_______.

Assinatura e selo do Superior Provincial

Assinatura do Secretário

CARTAS ENVIADAS POR OCASIÃO DE SAÍDAS

            Já há algum tempo os formadores Claretianos do Brasil estávamos percebendo certa dificuldade na comunicação entre os seminaristas e os párocos locais e/ou superiores das comunidades claretianas na ocasião em que se formalizava uma “saída” do indivíduo do processo formativo. Nem sempre os indivíduos eram claros e objetivos ao informar em que condições estavam saindo da Congregação Claretiana.

            Aproveitando-se da boa vontade e acolhida recebida no retorno ao convívio familiar, alguns ex-seminaristas, em contato com os párocos e/ou superiores, chegaram a usar de má fé, falsearam a realidade vivenciada na Casa de Formação e ocultaram as indicações dadas pela equipe formativa. Por vezes, estas atitudes causaram grande mal- estar entre os membros professos da Congregação (párocos/superiores x formadores): parecia haver uma linguagem dupla e desencontrada entre as falas do ex-seminarista e da equipe da Casa de Formação.

            Assim, após reunião realizada no mês de agosto/2010 em Curitiba, estabelecemos como norma no processo formativo que, em toda e qualquer saída do seminário, o pároco do local onde reside a família do até então seminarista (claretiano ou diocesano) e o superior da comunidade claretiana (quando este residir em cidade que tenha presença claretiana) serão avisados através de carta formal.

            Com este intuito, foram elaborados quatro comunicados que serão utilizados de acordo com o quadro em que melhor se encaixe o indivíduo na ocasião de sua saída:

1-      quando dispensado definitivamente do processo formativo dos Missionários Claretianos do Brasil (sem possibilidade de retorno);

2-      quando aconselhado a retirar-se da convivência comunitária para amadurecer aspectos de sua personalidade, mas com possibilidade de retornar ao processo formativo dos Missionários Claretianos do Brasil;

3-      quando o indivíduo solicita sair do processo formativo por livre e espontânea vontade (Egresso Voluntário) e, não havendo nada que o desabone, mantém as portas abertas para um possível retorno ao processo formativo dos Missionários Claretianos do Brasil;

4-      quando o indivíduo solicita a saída e a equipe formativa já tinha sérias observações a respeito da incompatibilidade deste ao Carisma Claretiano e, assim, endossa seu pedido.

            Seguem os modelos das cartas.

MODELOS:

Dispensa Definitiva

COMUNICADO

_______________, ___de _____________de ____

Revmo.: _____________________

Por meio desta comunicamos a V.S. que, após um período de avaliação e discernimento, o estudante ___________________________________ deixou de fazer parte do processo formativo da Congregação dos Missionários Claretianos do Brasil a partir do dia___/___/______.

Determinou esta decisão a percepção e a confirmação de incompatibilidade com as exigências do nosso Carisma Congregacional, e, sendo assim, esclarecemos que ele está dispensado da experiência formativa dos Missionários Claretianos do Brasil, sem possibilidade de retorno.

Lembramos que, tendo em vista a integridade do indivíduo, possuímos o direto de salvaguardar o sigilo profissional com relação aos motivos que determinaram nossa decisão.

No Coração de Maria,

__________________________________

Formador.

Dispensa Temporária

COMUNICADO

_______________, _____de _____________de ______.

Revmo.: _____________________

Por meio desta comunicamos a V.S. que após um período de discernimento e tendo em vista o amadurecimento de alguns aspectos de cunho formativo, o estudante _________________________________________ foi aconselhado a deixar o seminário (Menor/Filosofia/Teologia) de nossa Congregação por um período mínimo de XX tempo (meses, anos).

Este período deve começar a ser contado a partir do dia ___/___/______, data em que __________deixou a comunidade formativa de __________________.

Contemplando uma possibilidade de retorno do indivíduo à Congregação após este tempo de convivência junto de seus familiares e comunidade paroquial, gostaríamos de contar com vossa ajuda pedindo humildemente que o apóie nesta nova situação formativa e, sendo possível, ofereça um acompanhamento espiritual/humano que favoreça o seu crescimento.

Caso o senhor julgue ser possível acolher este nosso pedido de ajuda mútua, colocamo-nos à disposição para, em comum acordo com o estudante ________, informarmos os aspectos que devem ser contemplados nesse processo de amadurecimento.

No Coração de Maria,

__________________________________

Formador.

Egresso Voluntário

COMUNICADO

_______________, ___de _____________de ____

Revmo.: _____________________

Por meio desta comunicamos à V. S. que, após um período de discernimento, o estudante ___________ apresentou-nos um pedido para retirar-se do processo formativo da Congregação dos Missionários Claretianos do Brasil.

Este seu pedido foi aceito pela equipe formativa e a partir do dia___/___/______ o estudante __________deixou a comunidade formativa de _______________________.

Não tendo manifestado nenhum aspecto que macule sua vocação e pessoa durante o período que esteve conosco, ressaltamos que, caso o indivíduo demonstre o desejo de retomar o itinerário formativo em nossa Congregação, estamos abertos a um possível retorno. Assim sendo, gostaríamos de contar com vossa ajuda pedindo humildemente que o apóie nesta nova etapa de sua caminhada cristã.

No Coração de Maria,

__________________________________

Formador

Egresso “Endossado”

COMUNICADO

_______________,___de _____________de ____

Revmo.: _____________________

Por meio desta comunicamos a V. S. que, após um período de discernimento, o estudante _________________________________ apresentou-nos um pedido para retirar-se do processo formativo da Congregação dos Missionários Claretianos do Brasil.

Este seu pedido foi analisado e aceito: após avaliação, a equipe formativa que o acompanhava notou incompatibilidade da resposta do indivíduo em relação às exigências do Carisma Congregacional.

Assim sendo, não tendo correspondido aos objetivos almejados para a permanência na caminhada formativa, ressaltamos que somos favoráveis a seu afastamento da etapa do _____________, e esclarecemos: mesmo que __________demonstre o desejo de retornar ao processo formativo da Congregação, esta possibilidade é inexistente.

Lembramos que, tendo em vista a integridade do indivíduo, possuímos o direto de salvaguardar o sigilo profissional com relação aos motivos que determinaram nossa decisão e informamos que o estudante ___________ deixou esta comunidade formativa a partir do dia ___/___/____.

No Coração de Maria,

__________________________________

Formador

CONCLUSÃO

           

“Um Filho do Imaculado Coração de Maria é um homem que arde em caridade e abrasa por onde passa, que deseja e procura eficazmente por todos os meios possíveis inflamar o mundo inteiro com o fogo do divino amor. Nada o detém, alegra-se nas privações, enfrenta os trabalhos, abraça os sacrifícios, compraz-se nas calúnias e tormentos que sofre. Não pensa senão em como seguir e imitar Jesus Cristo no orar, no trabalhar e no sofrer, e no procurar só e unicamente a maior glória de Deus e a salvação dos homens”.

Concluímos e entregamos à Província o Plano Provincial de Formação.

Dada a importância basilar, a formação aparece como uma ciência que versa todas as dimensões da vida do formando. Para tanto, uma linha formativa pedagogicamente estruturada como também formadores preparados constituem aspectos fundamentais para que o formando responda ao chamado de Deus de forma fiel e generosa, assumindo o estilo de vida de Jesus em pobreza, castidade e obediência ao Pai à causa do Reino de Deus.

O processo formativo requer muito esmero, ternura, dedicação e aplicação dos meios apropriados para atingir os objetivos situados.

Aonde leva tudo isso? A ter um coração de pastor. Jesus é o bom pastor: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10,11).

A tarefa formativa envolve toda Província. É compromisso irrevogável de todos os missionários.

Related posts: